Resgate capítulo 14

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Autora Lucia Helena.

Capítulo revisado.

Alexandre

Vejo e revejo aquele vídeo. Que merda, como vou explicar isso pra neném?

Olho pra ela, que está atenta, me observando, e vou até onde ela está.

– Neném, temos um problemão. – já falo tenso.

– O que foi agora, Alê?

Ela pula da cama, procurando as roupas. Vou atrás dela e a trago pra mim.

– Calma. – Mostro a merda do vídeo.

– Alê, você gravou nós dois aqui? – Ela pergunta nervosa.

– Não, coração, eu não sou louco.

Que merda! Ela começa a chorar, e eu odeio vê-la assim.

A pego no colo e a levo para o banho. Preciso tirá-la dali. Pior, preciso enviar esse vídeo ao Max. Só ele pode me ajudar a encontrar alguma pista.

Como vou enviar isso sem expor a neném? Que merda!

– Neném, eu preciso enviar esse vídeo para o Max. Só ele pode achar alguma pista. Mas só se você permitir, claro.

Helena

Que situação!

Mais uma vez, sou exposta. Que vergonha! Eu entendo a urgência disso tudo, mas não tem jeito. Vou me expor mais uma vez.

– Manda. – Digo, já com vontade de chorar.

Alexandre

– Neném, Alê, me abraça – ela diz, puxando meu rosto. – Eu vou achar esse maluco. Eu prometo.

Ligo para o Max e explico o que aconteceu. Claro que ele fica furioso.

– Você expôs minha prima, cara? Como essa merda aconteceu?

– É isso que quero saber, Max. – Falo, já nervoso.

– Me envia essa merda. – Diz ele, todo irritado.

Envio o vídeo. Não demora nem 2 minutos, e ele retorna:

– Pelo ângulo, essa merda foi filmada de frente para a cama.

Olho para a frente e vejo a televisão. Vou até ela, olho atrás… merda! Tem uma câmera bem pequena ali. Mostro a foto.

– Dentro dela, do lado esquerdo, tem um chip. Tira com cuidado, depois é só desplugar e traz pra eu analisar. Talvez tenha alguma impressão digital nessa merda.

Faço como ele orienta e bingo! Lá está o chip. Termino tudo e coloco em um saco. Vou até a neném e explico tudo que o Max falou. Saímos dali rapidamente, ela com os olhos vermelhos de tanto chorar e eu com um só pensamento:

"Vou virar um assassino desse jeito."

Ligo para o Paulo avisando que o apartamento está comprometido e vou direto para a casa dos nossos pais.

Lucas

Eu estava deitado, Darla me fazendo carinho, quando, do nada, ela se debruça sobre mim e me diz:

– Amo você.

Meus amigos, nessa hora, eu fui ao céu!

– Eu te amo, Darla. Amo você já tem 2 anos.

Nos beijamos de novo, eu a puxo para mim, mas ela para.

– O que foi? – Pergunto.

– Não podemos, você está se recuperando, não podemos.

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