Resgate - Capítulo 9

28 6 1
                                        

Autora :Lucia Helena.

Capítulo revisado.


Lucas

O clima entre nós está cada dia mais tenso. Depois que o Breno ficou doente, tenho mostrado fotos do papai e da mamãe pra ele e pro Bernardo, tentando explicar — do jeito mais leve possível — que agora eles são estrelinhas no céu.
Sei que é difícil, mas até a gente descobrir toda a verdade, prefiro que eles se apeguem a essa imagem. Protegê-los do peso real ainda é o melhor caminho.

O Paulo decidiu pedir umas orientações pro chefe sobre algumas mudanças no protocolo. E claro, ele aceitou.
Agora temos carta branca pra incluir as meninas em alguns esquemas. Elas já estavam envolvidas até o pescoço, só tornamos oficial.

Dorinha

Tive a ideia de darmos um tempo, relaxar. Um dia na praia nos fez bem, então pensei em esticar... sair à noite, dançar, distrair a cabeça.

Falei com o pessoal sobre irmos a uma balada. O Lucas ficou apreensivo, preocupado com a exposição, mas o Paulo curtiu a ideia. Afinal, estamos na defensiva, sim, mas não quer dizer que temos que viver escondidos.
Principalmente a Helena... ela tá tão angustiada, e sair pode fazer bem.

Os meninos se reuniram e decidiram: vamos de moto.

Na SEDE

— Por que de moto? — pergunta o Lucas, cauteloso.

— Pelo óbvio: facilidade de fuga. — responde o Paulo, prático como sempre.

— No caso de precisarmos sair rápido, a moto além de ser veloz, é fácil de estacionar em pontos estratégicos. Podemos sair por caminhos diferentes sem chamar atenção.

— O Paulo tem razão. — diz o Xande, sério. — Temos que estar prontos pra qualquer ameaça. As meninas já estão assustadas demais... precisamos mostrar que estamos preparados pra proteger elas, custe o que custar.

Lucas

No sábado à noite, depois de deixarmos as crianças com a vizinha, eu, Max, Dorinha e a pequena nos organizamos. Claro, formamos os casais como sempre:

Alexandre e minha irmã.
Paulo e Dorinha.
Eu e Darla.
Max e Sofia.
Rodrigo e Day.

Saímos em horários e rotas diferentes, tudo planejado pelo Max, que estudou cada possibilidade. Cada casal estacionou em um ponto distinto. O Xande ficou com o estacionamento da boate — óbvio, né? Ele é a linha de frente quando o assunto é proteção direta da pequena.

Chegamos e fomos direto pro camarote. As meninas queriam ir pra pista, mas por segurança, ficamos ali mesmo. Melhor ter uma visão geral do ambiente.

Alexandre

Sentir a minha neném encostar em mim, praticamente deitada nas minhas costas...
Cara, só serviu pra me deixar ainda mais maluco por ela.

— Alê... — diz Helena, baixinho.

— Fala, minha neném. O que houve?

— Você vai ficar perto de mim, né?

— Preciso mesmo responder isso?

Senti ela relaxar.
E isso, mano... isso é bom pra caramba.

Chegamos na boate. Tudo parecia tranquilo.
As meninas? Lindas.
Cada uma com um vestido que, vou te dizer, quase deu pane no nosso psicológico coletivo.

E pra piorar... não paravam de dançar.

Alexandre

Tava só observando minha neném, hipnotizado. Quando ela levantou pra ir ao banheiro, adivinha? Fui atrás, claro. Já tava no limite, louco pra beijá-la.

ResgateOnde histórias criam vida. Descubra agora