Resgate Capítulo 28

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Autora:Lucia Helena .

Capítulo revisado.

Ciúmes de Alexandre a crise do casal.

Dorinha

Depois da surra que dei na vaca loira, ela simplesmente evaporou. Aposto que foi dar um jeito naquilo que ela insiste em chamar de rosto!

O repouso da bonequinha acabou — graças a Deus! E, como o clima tava aparentemente tranquilo, resolvemos aproveitar a noite em uma balada top. Obviamente, ficamos no camarote, né?

Tava todo mundo lindo, rebolando horrores, curtindo. A bonequinha se inclina no ouvido do Alê e avisa:

— Amor, vou ao banheiro rapidinho, tá?

— Quer que eu vá com você, neném?

— Não precisa, já volto.

Alexandre

Vocês acham mesmo que eu deixei ela ir sozinha? Óbvio que fui atrás. Perder a chance de uns amassos com minha mulher linda? Nem sonhando.

Helena

Tava fechando a porta do banheiro quando ele invade, sem cerimônia nenhuma, me prensando na parede, me cobrindo de beijos. Que delícia!

— Alê! — respiro, ofegante. — O que você éstá fazendo aqui?

— Vim te beijar... — sussurra antes de atacar minha boca de novo.

Ele já ia se aventurar pelos meus seios quando ouvimos aquela voz que dispensa apresentações:

— Será que dá pra liberar o banheiro?

Claro, era ela. A empata oficial. A própria Darla.

— De novo, garota?! Será que meu pai me odeia se eu vender essa mala?

— Aqui é um banheiro, não um motel! — retruca ela, cruzando os braços.

— Já estamos saindo, cunha... Que vergonha, Alê! De novo, meu Deus!

— Eu preciso fazer xixi! — insiste ela.

— Não pode esperar, não, ô empata?

— Sai logo, Alexandre!

Ai, meu Deus, que garota afrontosa! Saio bufando.

— Não podia esperar, não, ô mala!

— Que cara feia é essa? — debocha ela, rindo.

— Cadê a cunha?

Sério, será que meus pais me deserdariam se eu vendesse essa abusada? Provavelmente a neném e o Lucas também não iam gostar muito da ideia. Pena...

Algum tempo depois...

— Alê, tô com sede.

— Aqui em cima só tem bebida alcoólica, amor...

— Eu vou lá embaixo pegar algo, então.

— Deixa que eu vou, neném.

— Posso ir com você?

— Ah, por favor, Alê... — pede manhosa.

Ai, como eu resisto?

— Tá bom, coração. Mas fica coladinha em mim, entendeu?

Aviso os caras e descemos. E claro... Dorinha, sempre abusada, já lança:

— Eu vou também!

Descemos os três direto pro bar. Peço:

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