Autora:Lucia Helena.
Capítulo revisado.
Alexandre:
Corro pra enfermaria com minha neném nos braços (minha sim — e ai de quem tentar tirá-la de mim), e a deito com todo o cuidado na maca. A enfermeira age rápido, pega o éter e passa próximo ao narizinho dela.
Ela desperta, desorientada, e me olha... merda. Se agarra no meu peito e começa a chorar.
Isso me destrói.
Ver ela assim, assustada, frágil... e eu sem saber o que fazer.
Na minha cabeça, só uma coisa ecoa:
Eu vou matar esse cara.
Lucas:
Xande levou minha irmã pra enfermaria. Foi tudo tão rápido que confesso, levei uns bons cinco segundos pra processar essa merda toda.
Agora essa: um psicopata atrás da pequena.
Me diz aí, como manter o foco no trabalho com essa loucura toda?
E pra completar, ainda tive que distrair as crianças — já passaram estresse demais por hoje. A cereja do bolo? Enfrentar a tempestade Dorinha.
Ligo pra ela, explico que a Helena passou mal e que não vai pra faculdade. E adivinha?
A doida da minha prima ameaça me bater se eu não der notícias. Dá pra acreditar?
Eu — um cara que não tem medo de nada — levando bronca de um ser de 1,65m. E pior: fiquei com medo.
Os arranhões no meu braço me lembram muito bem que essas miniaturas não estão de brincadeira.
Respiro fundo e vou até a enfermaria. Quando abro a porta... não acredito no que vejo.
O Alexandre, com a minha irmã no colo. Minha irmã, cara!
Que porra tá acontecendo aqui?
Helena:
Me sinto estranhamente segura nos braços do Alê. Protegida. Não sei explicar, é algo tão forte, tão intenso...
Ainda tô perdida nesses pensamentos quando vejo meu irmão parado na porta — e a cara dele não tá nada boa.
Só aí me dou conta de onde estou.
No colo do Alexandre.
Que vergonha, viu.
Lucas:
Vou até o casalzinho — sim, casalzinho — muito, mas muito puto.
Mas aí vejo a minha irmã... tão pálida, os olhos ainda vermelhos... e me sinto um merda por ter sentido ciúmes.
Ela tá abalada. E o Xande, meu amigo, tá cuidando dela.
E eu aqui... achando ruim.
Alexandre:
Nem a cara feia do Lucas me impede de continuar com a minha neném no colo. Minha sim — e ai de quem tentar tirá-la daqui. Ela só sai daqui quando quiser. E, sinceramente? Espero que demore.
Um tempo depois...
Helena finalmente se levanta, me deixando contrariado. Começamos a questioná-la sobre a mensagem, e ai vem a bomba: ela já recebeu esse tipo de recado antes. A diferença? A assinatura era só uma letra — N. Isso mesmo, só N.
— Como assim um N? Que bosta de N é essa? — solta o Rodrigo, já impaciente.
— Você tá perguntando pra mim, cara? — rebate Max.
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Resgate
Misterio / SuspensoHelena verá sua vida mudar de cabeça para baixo em questão de segundos, ela precisará mais do que nunca de seu irmão Lucas e ele fará de tudo para serem felizes.
