Resgate Capítulo 6

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Autora:Lucia Helena.

Capítulo revisado.

Alexandre:

Corro pra enfermaria com minha neném nos braços (minha sim — e ai de quem tentar tirá-la de mim), e a deito com todo o cuidado na maca. A enfermeira age rápido, pega o éter e passa próximo ao narizinho dela.

Ela desperta, desorientada, e me olha... merda. Se agarra no meu peito e começa a chorar.

Isso me destrói.

Ver ela assim, assustada, frágil... e eu sem saber o que fazer.

Na minha cabeça, só uma coisa ecoa:

Eu vou matar esse cara.

Lucas:

Xande levou minha irmã pra enfermaria. Foi tudo tão rápido que confesso, levei uns bons cinco segundos pra processar essa merda toda.

Agora essa: um psicopata atrás da pequena.

Me diz aí, como manter o foco no trabalho com essa loucura toda?

E pra completar, ainda tive que distrair as crianças — já passaram estresse demais por hoje. A cereja do bolo? Enfrentar a tempestade  Dorinha.

Ligo pra ela, explico que a Helena passou mal e que não vai pra faculdade. E adivinha?

A doida da minha prima ameaça me bater se eu não der notícias. Dá pra acreditar?

Eu — um cara que não tem medo de nada — levando bronca de um ser de 1,65m. E pior: fiquei com medo.

Os arranhões no meu braço me lembram muito bem que essas miniaturas não estão de brincadeira.

Respiro fundo e vou até a enfermaria. Quando abro a porta... não acredito no que vejo.

O Alexandre, com a minha irmã no colo. Minha irmã, cara!

Que porra tá acontecendo aqui?

Helena:

Me sinto estranhamente segura nos braços do Alê. Protegida. Não sei explicar, é algo tão forte, tão intenso...

Ainda tô perdida nesses pensamentos quando vejo meu irmão parado na porta — e a cara dele não tá nada boa.

Só aí me dou conta de onde estou.

No colo do Alexandre.

Que vergonha, viu.

Lucas:

Vou até o casalzinho — sim, casalzinho — muito, mas muito puto.

Mas aí vejo a minha irmã... tão pálida, os olhos ainda vermelhos... e me sinto um merda por ter sentido ciúmes.

Ela tá abalada. E o Xande, meu amigo, tá cuidando dela.

E eu aqui... achando ruim.

Alexandre:

Nem a cara feia do Lucas me impede de continuar com a minha neném no colo. Minha sim — e ai de quem tentar tirá-la daqui. Ela só sai daqui quando quiser. E, sinceramente? Espero que demore.

Um tempo depois...

Helena finalmente se levanta, me deixando contrariado. Começamos a questioná-la sobre a mensagem, e ai vem a bomba: ela já recebeu esse tipo de recado antes. A diferença? A assinatura era só uma letra — N. Isso mesmo, só N.

— Como assim um N? Que bosta de N é essa? — solta o Rodrigo, já impaciente.

— Você tá perguntando pra mim, cara? — rebate Max.

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