Resgate capítulo 16

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Autora:Lucia Helena.

Capítulo revisado.

Alexandre

Eu preciso ser mais racional. A neném está precisando de mim. De verdade. E o que eu faço? Me deixo levar por essa merda de impulso, mais uma vez. Que droga, cara.
Odeio ver ela chorar. E ultimamente... é só o que ela tem feito.
Isso tá me destruindo por dentro.

Lucas

Droga! Meus irmãos precisando de mim e eu aqui, jogado na cama, impotente. Eu e o Xande de cama — como se esse cretino soubesse exatamente quando atacar.
Não é possível!
Preciso ser mais atento... não dá mais pra vacilar.

Paulo

Depois que conseguimos acalmar a Helena e os pequenos, minha mãe os leva pro jardim. Diz que o sol vai fazer bem.
Ficamos nós nove no quarto. Peço que meu pai permaneça também.
É hora de agir.

— Alguém tem alguma ideia? — pergunto.

— Eu tenho — diz Sofia, surpreendendo geral.
Ela normalmente é calada, mais de observar do que de falar. Mas quando abre a boca...

— Diga, prima — encorajo.

— Por que vocês não verificam os arquivos da empresa pra ver se houve contratações recentes?

A gente se olha, como quem pensa por que não pensamos nisso antes?
Começamos a vasculhar os cadastros dos funcionários.

Max

Cara, minha namorada não é de falar muito, mas quando fala... arrebenta.
Tô muito orgulhoso dela agora!

Começo a vasculhar os arquivos junto com a Darla e o pai dela.
Logo encontramos: três novos contratos de funcionários, todos assinados há um mês.

E adivinha quem contratou?

O chefe da segurança.

E mais — um deles é uma mulher, supostamente pra ajudar a Naná na cozinha.
Mas isso... isso nunca acontece sem a autorização da Dona Margô ou da própria Naná, que foi babá dos rapazes e Darlan por anos.

— Parece que temos três ratos... e uma ratazana — diz Paulo, com aquele tom seco de quem já tá armando o troco.

Alexandre

Sou o primeiro a reagir:

— Vamos interrogá-los agora.

Paulo me olha como se eu fosse um amador.

— É por essas e outras que eu sou o cérebro dessa equipe — diz, com aquela cara de “calma, moleque”.

E completa:

— Nada de agir no impulso. Dessa vez, vamos sair na frente. Vamos apenas monitorá-los. Descobrir o plano desse tal de N. Se eles desconfiarem, perdemos tudo.

— Aliás, cadê as crianças? — pergunta Lucas, com a voz preocupada. — Melhor que eles continuem achando que o Breno foi sequestrado.

— Não se preocupa, meu filho — diz o pai da Darla. — Por coincidência, os quatro estão de folga hoje.

Perfeito.

Max e Darla sugerem instalar escutas e câmeras na cozinha e nas áreas onde os “novos” costumam ficar.

E assim começamos a traçar o plano.

Mas aí...

Dorinha

Eu tava lá fora com as crianças e minha prima. Quando entro no quarto do Lucas, dou de cara com uma foto jogada na cama.

E a pergunta vem direto, sem freio:

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