20- Traição

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- Te conhecendo como conheço, Aposto que tem uma sugestão, não é mesmo Judas?
- Em nenhum lugar diz que a pedra só pode ser usada uma vez. -ele dá de ombros.- Eu sugiro um acordo. Eu e as meninas vamos até a pedra, elas a usam para trazer o "dear old Dad" de volta ou seja lá qual a sua intenção com a pedra. Em seguida, eu a uso para os meus próprios objetivos. Ambos é claro, aceitando não fazer nada que fira ou agrida o outro.
- Porque minhas sobrinhas e não um de nós?
- Você me odeia porque eu te faço lembrar do inferno. Eu não conheço as outras duas senhoritas. Já suas sobrinhas, eu trabalhei com elas, lutei ao lado delas. Em resumo, eu confio nelas.
- Tudo bem, tio. -fala Emanuelle.- Você mesmo disse que ele cumpre a palavra.

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A caminhada até a torre foi muitas coisas, mas tranquila não foi uma ldelas. Graças a gigantesca carga de energia vital emanando dela, criaturas aberrantes de diversos tipos tomavam forma e os atacavam.

Mesmo assim, cobertos de sangue e tripas, os três chegaram a entrada da torre. Só de olhá-la é óbvio que ela está inacabada. Que havia sido projetada para ser bem maior e mais imponente. É como se a torre pulsasse, estando e não estando ali, ao mesmo tempo.

- O que está havendo? -Gabriela pergunta olhando para construção pulsante.
- A torre não é real, é mais uma lembrança do que outra coisa. Sustentada pela magia residual da Pedra, pelas memórias, histórias e lendas contadas sobre ela.
- Uma ilusão?- ela parece preocupada, enquanto faz a pergunta.
- Mais como uma projeção. Não tem real perigo, enquanto a pedra continuar aqui. A força de criação que emana dela é o suficiente para mantê-la sólida.

Os três sobem as escadas em espiral até chegar ao topo. Não havia dúvida de que estavam no local certo, o cômodo se distorce em um longo corredor, muito maior do que naturalmente poderia caber dentro da Torre.

No fim dele há um portal em forma de arco onde pode se ver logo em seguida um pequeno pilar cilíndrico sobre o qual está a pedra. Embora, chamar o artefato que ali está de "pedra", seja diminuir aquilo que está a frente deles.

O orbe tem o tamanho de uma bola de tênis e apesar do tamanho e formato se manterem inalteradas, mesmo assim de alguma forma ele pulsa como um coração e sua superficial ondula como se feita de algum tipo de metal líquido.

Mesmo a distância dá para sentir a onda de vida e saúde emanando dos artefato. Ao mesmo tempo que essa energia é capaz de inebriar os sentidos de uma delas, ela aguça e expande os da outra.

Emanuelle puxa a irmã contra o chão, no exato momento em que um jato de energia arroxeada explode o local, onde há apenas alguns segundos atrás, as duas estavam em pé.

- Desgraçado! -ela grita, lançando um tornado em miniatura na direção de Judas.- Você deu sua palavra!
- De que não usaria a pedra contra vocês. a questão é que eu não preciso da pedra, só da energia dela.
- Ainda estamos em maioria. -diz Gabriela
- Na verdade… -diz Judas enquanto se ergue no ar, cercado de energia roxa.- Não estão, não.

Das paredes surgem mais de 40 humanoides feitos de sombras e com lâminas nas mãos. Todos olhando para as duas com brilho assassino no olhar.

- Eu tenho um exército e vocês estão só em duas.

Nesse momento uma explosão de energia prateada destrói metade dos monstros de sombra e enquanto a claridade diminui eles conseguem ouvir uma voz com clareza.

- Na verdade, nós estamos em três.

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