Capítulo 31 - Conversa

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Aemond

Encarei Aegon e arquei as sobrancelhas ao vê-lo agir de maneira diferente com o Jace, meu cunhado e meu irmão pareciam estranhamente alegres e mais próximos, o que me fazia refletir se isso era algo real ou minha imaginação.

Voltei aos treinamentos, entrei para guarda da cidade e consequentemente tinha pirralhos para treinar junto ao Criston.

Como eu gostava de praticar com a espada, minha Rainha e irmã, Rhaenyra, me permitiu fazer o que eu quisesse. Ela havia implantado algumas novas leis sobre ômegas, que nos favoreciam, o que era excelente.
E eu tinha Criston diariamente para me ajudar, então era algo bom, sabe, me sentia útil ao fazer algo.

Criston e Daeron, depois de um mês, começaram a se relacionar, de maneira lenta e sem pressa, o que era bom. Diariamente avistava ambos conversando e sorrindo, Daeron também participava nos treinamentos e nos ajudava com os novos membros da guarda e afins.

Eu e Lucerys estávamos bem, mesmo que eu ainda sentisse que estava esquecendo algo, como se tivesse algo entre nós e eu sinceramente não sabia o que era. Ele estava ocupado e eu também, iríamos morar em Dritfmark depois de uns meses após o nascimento do bebê de Aegon, que ainda não havia me confidenciado seus desejos e receios, contudo eu estava o apoiando sempre, passando boa parte do meu tempo consigo.

Ele parecia tão feliz e isso era excelente, só que ainda me sentia meio temeroso, como se algo fosse acontecer.

— Meu irmão, o que aconteceu? — perguntou minha irmã, Rhaenyra, assim que eu adentrei a sala do conselho, já que era alguém ativo nele, por desejo de minha meia irmã. Me curvei e ela suspirou. — Não precisa fazer isso, estamos sozinhos aqui.

— Vossa majestade, vim informar que a nova remessa de cavalheiros já está treinada — falei sorrindo e ela por fim sorriu também, após quase rolar os olhos. — Helaena disse que sairá para viajar, irá para Dritfmark com as garotas Velaryon.

— Estou ciente — disse Rhaenyra sorrindo de lado, parecia que algo a mais estava passando por sua mente, porém ela não divagou sobre. — Obrigado pelo seu trabalho árduo, se precisar de algo me diga. Você é meu irmão e meu conselheiro, confio em você.

Sorri e assenti, em concordância, vendo ela caminhar pela mesa extensa do conselho, que havia alguns papéis pela mesa.
Ainda que estivesse receoso e tentando não deixar meus sentimentos entrarem em conflito, por conta da marca. Ainda sim hesitei e permaneci parado na sala.

— Hã... Lucerys já está vindo? — perguntei baixinho e ela voltou o olhar para mim e eu desviei, ela parecia ver através da minha alma às vezes, isso me assustava. — Ele foi resolver aquelas pendências dos portos?

Ele saiu quando o sol nem estava no alto, era cedo demais até mesmo para os serviçais e eu me sentia estranho ao acordar e ele não estar ao meu lado.

— Ele está bem ocupado, o avô dele está o desafiando constantemente — falou Rhaenyra sorrindo em pesar, porém mantendo seu olhar fixo em mim, como se estivesse me analisando. — Vocês estão bem?

Conversei com ela um pouco, já que agora estávamos bem mais próximos e ela não era má, na verdade ela era uma boa pessoa e ela constantemente tentava seu melhor como Rainha, o que era visível na forma que ela tratava a todos. Ela pareceu séria no fim e me encarou, suspirou e parecia realmente receosa.

— Converse com ele, não espere que ele tenha a atitude. Se ele ver que algo te incomoda, ele não vai pressionar. — disse Rhaenyra séria, me encarando e eu dei de ombro cansado e confuso. — Irmão, meu filho não é do tipo que força as coisas e principalmente com você. Ele não vai chegar em você e te obrigar a dizer tudo a ele, mesmo que saiba, me entende?

Meu Ômega Lúpus - LucemondOnde histórias criam vida. Descubra agora