°
ㅤ ៚🍒ˎˊ˗ 𝐒𝐀𝐅𝐈𝐑𝐀 é umɑ gɑrotɑ sem esperɑnçɑ, com somente um objetivo. Elɑ sɑbe o que quer, e o que precisɑ fɑzer pɑrɑ consegui-lo, entretɑnto, elɑ nα̃o o fɑrά ɑté que todos em suɑ vidɑ estejɑm mortos. Elɑ nα̃o se vê como umɑ pessoɑ, e s...
Depois de nós nos trocarmos, saímos do quarto e descemos as escadas, ambos com os cabelos molhados. Tate ainda se sentia perdido dentro do casarão, então peguei em sua mão e o guiei até a sala de jantar que era onde costumávamos tomar café, almoçar e logicamente jantar quando tínhamos alguma pessoa nova dentro de casa. Algo que nunca acontecia, visto que eu e muito menos vovô gostávamos de visitas. Assim que chegamos na sala, Yen e Mischa vieram em nossa direção. Yelena foi direto em direção a Tate, roçando em sua perna enquanto Mischa veio direito para mim lançando olhares desconfiados ao meu...namorado? Amigo colorido? — Bom dia. — dissemos ao mesmo tempo para minha mãe e meu avô. — Bom dia querida, que bom revê-lo Sr. Laurent. Por favor, sentem-se — Obrigada senhora Morticia. Minha mãe deu um sorriso enquanto ia até a cozinha, me sentei do lado do meu avô, como de costume e Tate se sentou ao meu. Vovô não tirou os olhos dele assim que o viu enquanto ainda estávamos em pé, e eu poderia notar que isso estava deixando o Laurent mais ansioso do que já estava, eu tinha que fazer alguma coisa. — Sabe que encarar é feio. — Falei em russo, somente para meu avô entender. — Está deixando ele desconfortável, Dedushka. — Não estou encarando. — Dedushka se defende, me respondendo em russo. — Vocês dois sempre de segredinhos. — mamãe resmunga enquanto se senta na cadeira ao lado de Mikhail. — Espero que se acostume Tate, esses dois estão sempre falando em outra língua para que eu não possa entende-los. — minha mãe lança um olhar desconfiado para nós dois, e Dedushka sorri. — Não estávamos conversando sobre nada demais. — ele se justifica. — Somente falamos no baile. Aliás, vocês dois irão juntos? — ele se vira, perguntando para mim e Tate. Nós nos entreolhamos e percebo o que meu avô está querendo fazer. Ele quer respostas, provavelmente ele sabe que Tate dormiu comigo, e não no quarto ao lado. — Já que tocamos nesse assunto, eu gostaria de pedir permissão para acompanhar Safira. — Tate diz, olhando diretamente para mim, me fazendo engasgar. — Eu? — Quem mais seria? — Eu não estou afim de usar um vestido elegante, dançar e depois ser vendida para quem pagar mais. — Vamos Malêncha, é pela caridade. — vovô se intromete, tentando me convencer. — Isso! — mamãe se anima. — Nós podemos fazer compras juntas, fazer o cabelo e as unhas. Você estará linda! — Eu não sei não... — Por favor filha, tente. — minha mãe me olha com aqueles olhos de cachorrinhos hipnotizantes e mesmo que eu não queira ir, ainda sou incapaz de desagrada-la. — Tudo bem. — concordo e reprimi um sorriso enquanto sinto a mão de Tate em minha coxa. — Mas é bom que você. — aponto para meu avô. — ou você, aprontem as carteiras. Eu não vou ser leiloada a um estranho. Todos riram e eu não pude conseguir reprimir o sorriso que apareceu em meu rosto. Eu quase nunca via minha mãe animada, e vovô, quase nunca ria na presença de um desconhecido. Era bom ter Tate aqui. Mesmo que no fundo eu ainda sentisse que algo estava errado — Isso me faz lembrar de uma coisa. — meu avô limpa sua boca com o pano e pega seu copo d'agua, chamando minha atenção. — Terá que voltar para WoodHigh amanhã. — O que?! Deixo os talheres caírem no chão e tanto Yelena quanto Mischa vem em minha direção. — Mischa e Yelena, não, longe vocês duas. — mamãe as repreende enquanto Yelena lambe a faca com pasta de amendoim. — Porque eu tenho que voltar a WoodHigh? Eu fui expulsa. — Não, você não foi expulsa Safira, você simplesmente não queria mais estudar naquele lugar. — E ainda não quero. — empurro a cadeira me levantando. — Não sou como aqueles alunos, e eles não me querem lá. Ninguém vai sentir minha falta se eu decidir ficar trancada em casa. — Nem mesmo Rebekah e Aiden? — dedushka pergunta. Ao meu lado Tate fica tenso com a menção ao nome de Aiden, mas não presto atenção nisso. Eu fiquei sabendo que os primos Thompson's tinham me salvado, mas somente um deles tinha ido me visitar, e não era Aiden. Bekah queria me dar espaço para que eu me recuperasse bem, mas me mandava mensagens todos os dias dizendo que estava com saudades. Eu também estava. De ambos na verdade. — Essa não é a questão, você sabe o que vai acontecer se eu for para aquela escola. Eles não irão parar até que tenham minha cabeça. — minhas palavras voltam para o russo, querendo evitar que Tate as entenda. — E você não vai deixá-los tê-la porque é uma Sorokin e nós não abaixamos a cabeça ou recuamos. — ele responde em russo, afastando sua cadeira e se levanta também, olhando diretamente para mim. — Estamos entendidos? — Sim, dedushka. Meu avô se despede de mim e de minha mãe nos dando um beijo na testa, antes de sair ele aperta a mão de Tate e some no corredor a caminho de seu escritório, provavelmente para resolver os problemas com a escola pública da cidade que pegou fogo comigo dentro. Faz sentido Mikhail querer que eu volte a WoodHigh somente para estudar, a diferença é que ele não sabe o quão difícil isso será. Várias pessoas daquele lugar me odeiam desde quando era pequena, e Micah deixou milhões de outros inimigos no lugar. Não tenho duvidas que eles ainda guardam rancor. — Vai dar tudo certo, Safi. — Minha mãe me encoraja, usando o meu apelido. — Agora, vocês dois. Estamos atrasados para resolvermos as coisas do baile, por conta do...acidente, perdemos alguns dias, mas não é nada que não possa ser resolvido. — Coisas? — Tate solta uma risada. — Desculpe Sr. Morticia, mas eu achava que só precisávamos aparecer a caráter. — Não, querido. Não. Você é tão ingênuo. — minha mãe bebe um pouco de seu chá. — O evento todo é organizado para a caridade, mas é mais como um baile de debutante, por assim dizer. A diferença é que o dinheiro é usado para realmente ajudar a cidade. Para vocês garotos é mais fácil, só devem responder algumas perguntas e dançar, mas para as garotas... — Nós temos que ser boazinhas, educadas, e dar a patinha quando mandão. — ironizo. — Isso é um evento tal retrógrado, dedushka era contra, por isso não íamos. Porque devo participar agora? — O Sr. Thompson está atrás de seu avô por algum motivo, talvez ele esteja curioso para saber o que é. Sabe que nada na cidade pode ser resolvido sem que ele concorde. — minha mãe responde. — O Sr. Mikhail é tão importante assim? — Tate pergunta meio curioso. Mamãe e eu nos olhamos e sorrimos antes que ela responda sua pergunta. — O antepassado de vovô foi o fundador da cidade, desde então os Sorokin's são os responsáveis por manter o comércio funcionando e o mais importante, trazer modernidade a cidade. Mikhail fez a mesma coisa, ele trouxe filiais dos bancos mais importantes do país, para Silverwood e reformou a escola pública e hospitais. — Então, quando abrutes como o Jack Thompson desejam algo, vêem atrás dele. — completo, vendo o olhar de repreensão no rosto de minha mãe, mas continuo. — Dedushka não é burro, e só ajuda quem ele realmente acha que merece. Ele não liga para o dinheiro, diferentemente de outros. Então estão sempre fazendo eventos para atrai-lo até suas armadilhas, a diferença é que Mikhail é mais esperto e sempre recusasse a ir. A menos que ele mesmo tenha um plano. — Então seu avô tem um plano? E precisa que nós participemos dele? — Tate pergunta surpreso. — Precisamente. — pisco para ele. — Bem vindo a família Sorokin. O Laurent dá risada e beija minha bochecha antes de voltar a comer, dou um sorriso com o ato e quando me viro, pego minha mãe nos observando sorridente, mas por sorte, ela não se atrave a dizer nada. Passamos as próximas horas os três juntos, cinco se contarmos com Yen e Mischa, que estavam nos seguindo para todo lugar. Mamãe começou o tour pela mansão e propriedade Verenmon assim que terminamos o café da manhã, mostrando cada lugar da casa para Tate, que parecia fascinado. Ocasionalmente ele soltava frases como "parece que estou no castelo da realeza britânica", o que fazia minha mãe rir e lhe contar ainda mais histórias sobre o lugar e os antepassados de meu avô. Quando acabamos já estava na hora do almoço, e Dedushka apareceu brevemente para conversar e comer conosco, mas como Mischa, ele ainda parecia desconfiado toda vez que olhava para Tate. Fiz uma nota mental de perguntar o porquê. Depois disso tanto Dedushka como mamãe nos deixaram sozinhos, e não preciso dizer qual foi a primeira coisa que quis fazer assim que ficamos juntos. Empurrei Tate até uma das salas vazias do andar debaixo, nós dois acabando na sala de caça de meu avô enquanto tirávamos as roupas um do outro. Mas no meio de nossa brincadeira, algo aconteceu e Tate teve que sair para começar mais cedo o seu plantão no hospital. Eu apenas concordei e deixei o mesmo ir embora. Continuei andando pela casa, de algum jeito, agora eu me sentia ainda mais solitária que nunca. Mesmo que as coisas estivessem indo bem com Tate, eu sabia que não duraria. Eu aconteceria, e estragaria tudo outra vez. Eu só desejava que não saísse totalmente destruída depois disso. Mas eu sentia que não era isso que estava me deixando oca, vazia. E então antes que eu percebesse já estava subindo para o meu quarto e digitando uma mensagem.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Mandei a mensagem para Aiden, vendo que em segundos ela foi visualizada. Os três pontinhos apareceram, mostrando que ele estava digitando, mas logo sumiram, assim como o seu texto não enviado. Franzi o cenho.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Enviei a mensagem e novamente, visualizado e nenhuma resposta. Meu coração murchou, e meus olhos se encheram um pouco d'água mas não deixei isso ir adiante. Talvez eu estivesse magoada com a sua falta de preocupação, ou até mesmo com o seu ato de simplesmente me ignorar, mas se tinha algo que eu não tinha era paciência.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Mandei o último texto, desligando o celular em seguida e o jogando do outro lado da cama. Se ele queria fazer esse joguinho novamente, eu sabia muito bem como jogar também. Nós nos veríamos amanhã, e se Aiden Thompson achava que poderia me ignorar, eu mostraria o quão difícil isso seria.