Rapunzel
Estou de volta ao sítio onde prometi nunca mais colocar os meus pés...
O reino de Corona.
Não por vontade própria, claro que não, arrastada por três idiotas enviados pelo rei.
Sem respostas do porquê.
Provavelmente resolveu me matar, se arrependeu de me ter deixado ir.
Passamos por aquela porta enorme do castelo, odeio tudo isso, dá até sensação de facadas em meu estômago.
-- Soltem ela, estão a machucando. -- ela corre preocupada vindo em minha direção.
Eles nem estavam me machucando, mamãe que sempre foi muito protetora.
--Você está bem? -- ela segura minhas bochechas as apertando suavemente, inspecionando minha cara com seus enormes olhos verdes, provavelmente procurando machucados.
Eu não respondo a sua pergunta, fico apenas lendo seus olhos, ela se tornou frágil, sua tristeza transborda em seu olhar.
Parece que consigo sentir toda a dor que ela passou estes anos todos.
Não estou surpresa, perder a filha e ficar fechada no mesmo castelo que aquele homem frio não deve ter sido nada fácil.
-- Rapunzel... -- minha mãe começa chorando, suas lágrimas sinceras penetram o meu coração que estava fechado para não se magoar.
Como sou fraca...
-- Mamãe... -- passo meus dedos em seu rosto, secando os rastos que suas lágrimas molharam.
Quando vou abrir minha boca para falar aparece meu pai.
Seu rosto está pálido mas já não demonstra estar tão sombrio como da última vez.
-- Porque estou aqui? -- lhe pergunto com voz fimer, erguendo minha cabeça.
Ele olha para Mamãe.
-- A rainha afirma que você é a nossa filha. -- não consegue nem me encarar dizendo isso.
-- E então?
Ele se aproxima, ficando frente a frente comigo, olhando em meus olhos e de seguida os olhos de mamãe.
Ele suspira forte, coçando sua cabeça.
-- Me desculpe, Rapunzel.
Ah não, não, não, não, não, não.
Era suposto eu não ter sentimentos por vocês, era suposto meu coração pertencer apenas a Eugene.
Não era suposto meu coração me trair e me fazer chorar nesse momento.
Eu não queria ter mais nada com vocês, não queria mesmo.
Mas parece que andei mentindo para mim mesma esse tempo todo...
Meu pai me abraça e eu deixo, as lágrimas caem mas eu não faço nenhum som, apenas me deixo ficar ali, parece que é uma nuvem me abraçando, parece que encontrei minha paz.
Encontrei o que me faltava.
Meus pais.
Minha mãe me abraça também ao mesmo tempo e ficamos ali os três, parece que mais ninguém existe à nossa volta, apenas nós três.
E sabe tão bem.
Foi um abraço sincero, ao contrário dos abraços que Gothel me dava, este eu posso dizer que foi dado com amor.
Não sei dizer quanto tempo se passou, talvez 10 minutos, ou 20, não sei ao certo, mas eles finalmente soltam.
Suas caras choronas me fazem dar um pequeno sorriso gentil.
-- Nem parece verdade. -- Mamãe quebra o silêncio. -- nossa filhinha de volta, olha como você cresceu.
-- mesmo assim está mais pequena que você. -- meu pai brinca.
Sim é verdade que não cresci muito, estar trancada numa torre durante muitos anos não ajuda no crescimento e na saúde de um ser vivo...
O sol apenas entrava pela janela que eu pouco me chegava perto, com medo de que alguém me visse e viesse me machucar.
As manipulações de Gothel realmente foderam minha cabeça nessa época.
Ainda não recuperei 100% de tudo isso.
Mas aos poucos eu vou conseguir, eu espero...
-- Vou neste instante arranjar uma dama de companhia para você filha, seu quarto já está pronto, sempre esteve... a gente sempre esperou que um dia você retorna-se, e hoje é esse dia. -- minha mãe tem uma voz tão suave, parece música para o meu coração.
-- Antes eu quero voltar na casa do lago de onde seus guardas me arrastaram.
-- Sim, eu entendo. -- Minha mãe não questiona nada, simplesmente aceita. -- mas não pode ir sozinha sabe disso, certo?
Sim também entendo mamãe, você não quer me perder novamente.
Meu pai não diz nada, provavelmente envergonhado da última conversa que tivemos.
-- está tudo bem, papai, eu não lhe censuro por isso.
Talvez um pouquinho, mas ele não precisa saber, nesse momento eu quero é estar bem com eles e não ver suas cara deprimidas.
Meu pai ordena aos guardas de prepararem tudo para minha saída e não esquece de repetir várias vezes para não tirarem os olhos de mim.
-- Se ela não retornar eu farei as vossas vidas num inferno.
Pensando bem, não mudou muito, ele sempre foi assim com pessoas que não são próximas dele, claro que agora está pior que antes.
Naquele momento ele não me sentiu como família, então eu tive a "honra" de experienciar em primeira pessoa o que essas pessoas sentem quando falam com ele.
-- Sua carruagem está pronta minha filha, só peço que volte na hora de jantar.
-- sim pai.
Ele e mamãe me acompanham até à carruagem, meu pai ergue a sua mão para me ajudar a subir.
Eu aceito, me apoio em sua mão e subo.
-- Não demore muito, temos muito o que conversar querida. -- minha mãe sendo doce, essa parte permanece.
-- Sim mamãe.
Fecho a porta da carruagem e me sento confortavelmente e então o cocheiro grita que vai começar a andar.
Será este o meu final feliz? Eu, Eugene e meus pais vivendo todos juntos.
Este esta sendo um dos melhores dias de minha vida
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Rapunzel (+18)
Romance🔞🔞🔞🔞🔞 🏅 4° Adulto 🏅 1° Rapto 🏅 1° Dark 🏅 3° Obsessão 🏅 4° Violência História fictícia, totalmente inventada, os personagens mantêm o mesmo nome, só mudei a história. Dark Romance da Rapunzel Depois de ser raptada rapunzel jamais imagina...
