quebrar suas pernas

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Rapunzel

Depois daquele sexo todo fomos mais uma vez banho, minhas coxas estavam todas pegajosas com nossos líquidos.

Viver com Eugene vai ser só sexo e banho o dia todo?

Estou cansada, quero sair, preciso sair, foram muitos anos presa naquela torre, quero ver meus pais, não os vejo desde meu aniversário de meus 5 anos.

E pascal...

-- Eugene precisamos resgatar pascal.

Eugene está sentado por trás de mim dentro da banheira cheia ate ao cimo, o chão inundado da agua que verteu de nossos movimentos, suas pernas bem definidas abertas para me encaixar bem minhas costas em seu enorme corpo.

-- Não se preocupe ratinha, eu tratei disso antes de chegar aqui.

-- Como? -- tratou? Sem eu precisar pedir, isso foi muita consideração de sua parte... apesar dele só demonstrar seu lado assustador, ele também tem um lado bom...

-- Pedi para que tratassem, não podia resgatar você e eles ao mesmo tempo, escolhi o mais importante para mim e deixei o resto para o meu fiel aliado.-- ele fala super descontraído, um braço apoiado no canto da banheira segurando sua cabeça deixa ele super atraente.

-- Eu conheço seu fiel aliado?

-- Talvez não, mas vai conhecer um dia.-- ele segura meu ventre com seu braço disponível, uma sensação de choque passa onde sua mão fica segurando firmemente e eu respiro fundo tentando me controlar.

-- quero ver meus pais... faz muitos anos que não vejo eles, tenho saudades.

Eugene me solta, saindo da banheira colocando uma toalha em volta de seu quadril cobrindo somente sua parte inferior, deixando sua parte superior super definida à vista para eu deixar meus olhos desfrutarem.

Seu olhar se tornou sombrio, já não está mais relaxado, seu corpo também se tornou mais rígido e tenso.

-- Você sabe que não poderei ir. E talvez nunca mais nos possamos ver.

-- Não é verdade, eu falarei com papai...

-- seu pai não poderá fazer nada além de me mandar executar.-- sem me deixar acabar minha frase, Eugene me interrompe.

-- Você não sabe! Papai faria tudo para me ver feliz.

Sua cara demonstra um sorriso irónico ao escutar minhas palavras.

-- talvez, mas e o povo do reino? Eles estariam dispostos a aceitar um ladrão assassino como seu futuro rei? Rapunzel  deixe de viver em seu mundo de fantasia. -- Sua expressão volta a escurecer. -- mesmo que seu pai aceite, ele não pode ir contra a vontade de todo seu reino, você terá que casar com alguém digno.

-- Eugene...-- meus olhos começam se inundando de lágrimas que não escorrem por minha face, simplesmente ficam ali presas.

-- Eu não vou te proibir de nada.-- ele me interrompe novamente. -- mas não espere que eu vá com você viver a fantasia que você criou em sua cabeça.

Meu coração parece que se parte em milhões de pedaços que nunca mais serão capazes de se reconstruir, não quero escolher entre minha família e Eugene, simplesmente nao quero... quero todo mundo junto comigo.

Minha garganta ficou dura de engolir minha saliva, parece que algo está impedindo de passar.

-- Eu não quero escolher...

-- Eu não estou te pedindo para o fazer. -- sua voz fria consegue finalmente fazer aquelas lágrimas presas em meus olhos escorrerem e inundarem minha face.-- Venha, eu te levo até onde possa, depois fica por sua conta.-- ele estica sua mão, eu fico a encarando ainda ali sentada na banheira que a água parece ter ficado gelada, meu corpo esta tremendo e a razão não é da temperatura...

Ele se retira do banheiro, não peguei sua mão, ele deve estar pior que eu, não queria nada disto, porque minha vida é tão complicada? So quero puder ser feliz...

Depois de algum tempo bloqueada em meus pensamentos, me levanto daquela banheira.

Procuro por Eugene que parece não estar na torre, pensamentos de que nunca mais o verei passam por minha cabeça que me deixam a ansiedade mais forte e meu estômago fica doendo.

Quando ele aparece a escuridão que estava bloqueando minha visão desaparece e parece que toda a tristeza que estava se apoderando de mim se foi.

-- Eugene... Pensei que me tinha abandonado... -- Uma lagrima começa caindo.

-- Acha mesmo ratinha? Vamos ter uma longa viagem e tive que fazer os preparativos.-- ele está novamente relaxado. -- Eu sempre soube que seria impossível ter uma vida normal a seu lado, afinal sua vida também nunca foi normal-- uma risadinha escapa de sua boca.-- mas estou disposto a deixar te ir, não porque eu quero, mas porque é isso que você quer e eu só quero vê-la feliz. -- ele se movimenta em passos lentos em minha direção segurando meu maxilar inferior com suas enormes mãos, só uma mão dessas cobre toda minha cara.-- estou lutando contra minha vontade de quebrar suas pernas para você não ir a lugar nenhum e ficar presa a mim para sempre. -- ele sussurra com uma voz rouca.

Um arrepio passa por todo meu corpo, seu tom sombrio me deixa pensando se ele realmente seria capaz.

-- Você não faria isso...

Um riso maligno se solta de seus belos lábios me fazendo morder minha língua, ele está me desafiando.

-- Ou... faria...?

Rapunzel (+18)Onde histórias criam vida. Descubra agora