ARMANDO SAVÓIA.
— Ainda não compreendo. – Ágata diz, encarando o grande tablet em suas mãos.
Hoje é mais alguns daqueles dias em que estou trabalhando em casa, e por conveniência, encontrei minha esposa em casa também. Em visto que hoje deveria ser o chá das damas da associazone. Ágata como a mulher de um subchefe, deveria participar sem objeção, mas é nítido que ela não liga para esse tipo de coisa. Não posso julgá-la, também prefiro me manter distante dessas ações da mafia.
Há uma semana atrás, acabei falando demais, abrindo meu coração de forma instantânea para a minha esposa. Apenas falei o que já estava em meu peito há tempos. Diferente do que Ágata pensa, ela sempre foi especial pra mim, mesmo não sabendo sempre teve um lugar em meu coração. Posso parecer um homem fechado, mas quando o assunto é uma mulher ruiva, grávida de um filho meu, meu coração muda o ritmo.
— O que você não compreende? – questiono, ainda focado no relatório que Vicenzo mandou sobre o tal diário que estamos atrás.
— O porque sempre colocam cores padrões nos quartos de bebês. Se for menina é rosa ou roxo, e menino azul ou verde! Porque meu filho ou filha já nascem tendo uma cor padrão?
— Não é uma boa hora para militância de gênero, Agatinha. – respondo, sem olha-lá. Mas posso ver nitidamente o olhar que a ruiva decai sobre mim.
— Não é militância, é apenas um válido questionamento. Está claro quê não somos uma família padrão, então me vejo no direito de colocar rosa no quarto do meu filho, caso venha um menino.
— Você tem o direito de fazer o que quiser, você é a mãe do nosso bebezinho. O que terceiros irão dizer ou questionar, realmente não irá importar. – deixo a folha branca de lado, pegando outra em seguida para continuar a leitura.
— Sim! Você está certo, irei fazer o quarto na cor salmão com detalhes em cor cobre. – diz, digitando algo em seu tablet com certa pressa – O que faz ai? Parece ser importante, observando que está a duas horas lendo o mesmo papel.
— Assunto mafiosos – digo sarcástico – Resumindo, preciso descobrir algo que está me deixando intrigado demais.
— E o que seria? Talvez eu possa ajudá-lo. – o sorriso de Ágata é lindo, brilhante, mostrando o quanto é pura.
— Anos atrás, minha mãe ficou com um diário importante para a nossa família, que informa coisas perigosas se for colocado em mãos erradas. Ele foi roubado antes mesmo de Sebastian nascer, pelo turcos, que decretaram guerra à nós. – foco minha atenção na minha mulher, que ouve cada palavra com uma atenção invejável. – Mas no momento eles estão quietos demais, e pessoas estranhas estão sendo colocadas no caminho e achamos que podem ser espiões ou subordinados.
— Você pensa que Catarina pode estar por trás disso? – pergunta, mas sem dizer uma palavra eu concordo – Realmente não faz sentido nenhum que ela estivesse na sala de Sebastian. Como ela sabia a senha!?
— A senha é modificada há cada dois dias, ela sabia disso. Mas nunca entrou naquele escritório, ela tinha que ter ajuda de alguém de dentro.
— O TI, talvez? Porquê são eles que numeram a senha, não é? – Ágata se levanta, começando a andar devagar pelo meu escritório – Pensa bem. Não tinha a mínima possibilidade dela adivinhar a senha, alguém deu isso à ela. O pessoal do TI têm que estar envolvidos.
Nos calamos quando ouvimos uma batida na porta do meu escritório. Os olhos de Ágata focam em mim, assim como eu olho fixamente para ela. Em seguida autorizo a entrada de quem seja, sem demorar entra Giordana e Donato no meu escritório. Ambos nos olham confusos, talvez pela nossa cara de pensativos ou somente porque nos assustamos com as batidas na porta.
— Chegamos em péssima hora? – Donato questiona vago, se aproximando do aparador e colocando a dose de rum. – Espero muito que não estavam se agarrando, seria trágico que eu tenha atrapalhado esse momento nojento.
— Você come essas putas e ninguém questiona – Gio rebate, fazendo eu e meu irmão olharmos com supresa pelo seu linguajar – Não me olhem assim! Ao contrario do que pensam, não sou uma donzela inocente e indefesa. Todos sabem que Donato entra na primeira que abrir na perna.
— Que ultraje! Essa família adora me caluniar. – ele dá um passo na direção da nossa prima – Posso lhe processar. Talvez tenha esquecido, mas o advogado da família sou eu, gracinha.
— Um advogado contra à lei, que fere e desobedece o código penal. – ela sorri – A cara de um Savóia isso aí.
— Calem o cazzo da boca! – mando, fazendo todos me olharem – Donato, como funciona a senha do escritório do Sebas?
— Tenho cara de nerd por acaso? – pergunta ofendido – Ligue para Matteo, ele sabe como essas codificações das casas funcionam.
— Um momento! – Gio pega o celular, colocando para chamar o número do nosso primo mais novo. Demora apenas alguns toques e ele atende:
— Alô? Gio? – Matteo atende, chamando pela nossa prima, que me passando o celular.
— Sou eu, Armando. Quero saber como funciona a codificação da senha do escritório do Sebas.
— Por quê querem saber isso? Têm haver com a maluca da sua ex? – olho para Ágata, que ergue uma sobrancelha e balança a cabeça em concordância.
— Basicamente.
— Há cada dois dias a senha é modificada instantaneamente, o código é baseado em nove números. Com uma senha de quatro dígitos, nunca irá se repetir, pois poderá ser feito quase dez mil combinações de zero até nove..
— Pula a parte inteligente e fala logo! – Donato puxa o celular, falando para Matteo.
— Quem decide é a máquina, são números aleatórios. Ela apenas descarta aquela combinação já feita antes. É enviado diretamente pra o Ipad do Sebastian. Mas naquela semana ele apenas usou a biometria, então não sabemos como ela conseguiu entrar.
— Sabemos sim. – meus primos me olham confusos.
— Então.. como foi? – Gio pergunta.
— Ela têm ajuda dentro do TI, e já tenho ideias de quem seja.
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SubChefe - Nova Era 2 - Conto
RomanceVol.2 Nova Era - Série da Máfia Armando Savóia, um verdadeiro galã de novela; assim ele é conhecido por toda a mídia e por trás dos panos brancos, ele é o subchefe da maior associação criminosa do mundo. Ágata, uma menina que sofreu muito na infânc...
