Cap. 15

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Assim que o segurança avisa que fomos invadidos escutamos o barulho de disparos, Tom levanta da cama correndo e pegando sua arma.

Tom- FICA AQUI! TA ME ESCUTANDO? NÃO SAI POR NADA!

Sn- TOM!

Tom- FICA AI.

Ele sai trancando a porta me deixando dentro do quarto. Sinto lágrimas escorrerem em meu rosto e meu corpo tremer de tanto medo, a cada tiro que eu escutava era um arrepio em minha espinha, e ficar sem saber o que realmente estava acontecendo só me causava mais pânico. Sento em um canto da cama, me escondendo no meio das cobertas, não sei por quanto tempo durou aquilo, para mim foram horas, mas finalmente escuto somente o silencio, mas logo um pânico invade todo meu corpo, será que todos estão bem? Será que eles estão vivos? Meus pensamentos são interrompidos ao escutar a porta sendo destrancada, me enche de esperança por um momento achando ser Tom, mas era Bill, seu semblante era de preocupação.

Sn- Bill, que cara é essa?
Falo levantando da cama e indo até ele.

Bill- Calma, tá todo mundo vivo, mas Tom foi baleado.

Sn- O-oque?
Falo levando a mão na boca e já sentindo as lágrimas voltarem a correr.

Nesse momento perdi totalmente meu chão, não conseguia chorar, não conseguia fazer nada, sinto meu corpo amolecendo e me sento na cama.

Sn- Onde ele ta Bill? É brincadeira né? ME LEVA ATE ELE !

Tento sair correndo do quarto mas Bill me segura, não deixando eu ir atrás de Tom.

Bill- Calma, Gustav e Georg o socorreram e o levaram direto para o hospital, mas não sabemos a gravidade ainda.

Sn- BILL DEIXA EU IR COM ELE!
Falo já aos prantos e nos braços do mesmo.

Bill me abraça, passando a mão em minhas costas enquanto soluço em seu colo.

Bill- Calma Sn, ele vai ficar bem, calma.

Sn- Por favor, liga para os meninos, tenta ter alguma notícia dele, por favor!

Bill- Assim que eu souber de qualquer coisa eu te aviso.

Disse me soltando e passando as mãos em meus rosto enxugando as lágrimas.

Sn- foi ele que fez isso, não foi?
Bill sabia de quem eu falava.

Bill- Ainda não temos certeza, mas provavelmente, ele só mandou alguns homens, ele mesmo não veio.

Minha cabeça estava uma confusão de tanto pensamentos, eu estava tão preocupada com Tom, mas queria matar quem tinha feito isso a ele. Bill ja havia saído do quarto faz um tempo me deixando sozinha novamente. Fico na cama quase o dia todo, não consigo comer, nem levantar direito, me sinto totalmente perdida, sem poder ajuda-lo, sem poder ficar seu lado.

Bill- Sn
Fala entrando no quarto.

Sn- Alguma notícia?
Me sento cama ansiosa e aflita.

Bill- Sim, Tom foi para a mesa de cirurgia para retirada das balas, ele levou dois tiros, um no ombro e outro na barriga.

Sn- Mas o estado dele é muito grave?

Bill- Não atingiu nenhum órgão, mas ele acabou perdendo bastante sangue.

Sn- Quando ele vem embora Bill?

Bill- Não sabemos ainda.

Abaixo a cabeça e lágrima voltam a rolar por meu rosto.

Naquela noite Bill deita na cama do irmão junto comigo, os dois total desolados, Bill me abraça fazendo carinho em minhas costas.

Sn- Você acha que ele vai ficar bem?

Bill- Sim, Tom é forte.
Sua voz embarga ao falar.

Sn- Eu fiquei tão preocupada com ele que me esqueci dos outros e de você.

Bill- Tudo bem, eu também não consegui pensar em mais nada quando vi meu irmão daquele jeito.

Sn- Ele chegou bebado em casa esses dias, e veio me pedir desculpas por ter sido tão rude. Tive que dar banho nele.
Solto um leve ar de risada enquanto Bill só escuta atentamente.

Sn- Ele queria que eu entrada na banheira com ele, mas eu neguei, então ele me puxou para dentro, mas só acabou molhando meu pijama, fui trocar e quando voltei ele estava deitado pelado na cama.

Bill- Tom não tem jeito mesmo. E o beijo de vocês ontem?

Sn- Não sei, ontem eu acordei e senti tanta vontade de ficar perto dele, não sei explicar, fiquei até frustada quando vi que não estava em casa. Depois a noite eu que pedi para ficarmos juntos.

Bill- Você precisa se decidir o que quer, uma hora você não quer vê-lo nem pintado de ouro, outra quer ele grudado em você.

Sn- Nem eu entendo.

Bill- Vocês mulheres são confusas demais.
Escuto uma leve risada vindo dele.

Sn- Obrigada.

Bill- Pelo o que doida?

Sn- Desde que cheguei, você sempre me acolheu, me deu conselhos, agora tá aqui comigo mesmo com seu coração em pedaços também.

Bill- Você é minha futura cunhadinha, claro que vou fazer o que puder por você, porque você estando feliz meu irmão também fica.

Solto uma risada abafada e me aconchego na cama, logo escuto a respiração pesada de Bill, ele tinha dormido, já eu não consigo pegar no sono a noite toda pensando em Tom.

1 SEMANA DEPOIS.

Por mais que Bill estivesse passando a maior parte do tempo comigo, me sinto sozinha por esse tempo, não consigo comer e nem dormir direito, tudo me vem ele na cabeça, não consigo sair do quarto dele, não vejo a hora dele estar em casa, nem que seja só para poder brigar com ele.Bill tentava demonstrar que estava tudo bem, mas eu sei que ele sentia quase a mesma coisa que eu, Flora vinha trazer comida a cada minuto para ver se eu comia, mas não conseguia.

Flora- Menina você precisa comer algo! Como vai querer cuidar do Tom assim vivendo só de ar?

Sn- Eu não estou com fome agora Flora.

Flora- Na ultima semana você não esteve com fome nenhum dia.
Fala a mais velha com a mão na cintura.

Sn- Flora, só me deixa, por favor!

Ela sai frustrada, mas desisti. Bill havia saído e não me disse onde iria, deito novamente na cama que foi o meu conforto na ultima semana e abraço um dos travesseiros, não demorando muito para pegar no sono novamente, pois era a única coisa que estava nesses últimos dias. Como todos os outros dias, sonho com Tom em casa.

Tom- Sn.

Sinto uma mão suave passando pelo meu rosto.

Tom- Eu cheguei.

Mexo virando meu rosto para o outro lado.

Tom- Sn, acorda por favor, eu cheguei.

Eu não queria abrir os olhos e ver que aquilo era um sonho mais uma vez.
Sinto uma mão em meus cabelos e novamente ele me chamar, dessa vez parecia tão real, começo a abrir os olhos vagarosamente até que o vejo.

Tom- Oi gatinha.

Sn- TOM!

Levanto rapidamente meu tronco indo de encontro com o dele, o abraçando com toda a força.

Tom- Ai! Menos força Sn, menos força.

Sn- Me desculpa.

O solto com os olhos cheios de lágrimas ainda sem acreditar que ele realmente estava ali.

Sn- Eu achei que nunca mais ia te ver.

Tom- Vai precisar de um pouco mais do que isso para me afastar de você.

Sn- Fiquei tão preocupada, eu achei que... que..

O choro escorre pelo meu rosto. Tom me abraça novamente mas agora de uma forma mais calma.

Tom- Calma, eu to aqui agora, ja passou.

Ter Tom ali me trouxe uma calmaria inexplicável, nunca imaginei que ele me traria isso.

TOM KAULITZ - OBSESSÃOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora