Cap. 25

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Acordei cedo com uma sensação estranha no estômago. A noite passada tinha sido um turbilhão de emoções, e o cansaço estava começando a me afetar. Tentei ignorar o enjoo, pensando que talvez fosse apenas o estresse acumulado. Tom ainda dormia profundamente ao meu lado, seu rosto relaxado em um sono profundo. Levantei-me devagar, tentando não acordá-lo, reparo que Carls não está mais na sala e vou até a cozinha para preparar um café.

Enquanto a cafeteira trabalhava, meus pensamentos estavam em um turbilhão. Não podia acreditar que Petrus estava de volta e ainda mais perigoso. Meu coração estava apertado com medo, mas também estava decidido. Precisava pelo menos saber me proteger . Quando o café ficou pronto, coloquei duas xícaras na mesa e sentei, esperando Tom acordar. O cheiro forte do café pareceu funcionar, pois logo ouvi passos leves vindo do quarto.

Tom- Bom dia, amor.

Sn- Bom dia. Café?

Tom- Perfeito. Precisamos conversar.

Sn- Sim, precisamos. Tom, eu estive pensando muito. Eu quero voltar para casa.
Falo em meio a suspiros

Tom- Sn, já falamos sobre isso. Ainda é perigoso.

Sn- Eu sei, mas ficar aqui me deixa mais nervosa do que estar em casa. Pelo menos lá eu conheço o ambiente, sei onde me esconder ou como escapar se algo der errado.

Tom- Eu entendo seu ponto, mas preciso que confie em mim. Estamos aqui por uma razão. Aqui estamos mais seguros. Petrus não nos encontrará facilmente.

Sn- Mas Tom, eu me sinto tão impotente. Não posso continuar assim. Eu preciso aprender a me defender. Você disse que me ensinaria a atirar, então vamos começar com isso hoje.

Tom: Está bem, vamos começar. Mas por favor, tente entender a gravidade da situação.

Tom olhou nos meus olhos e eu pude ver a preocupação. Eu sabia que ele só queria me proteger, mas eu não podia viver na sombra do medo. Precisava fazer algo a respeito. Terminamos nosso café em silêncio, cada um perdido em seus próprios pensamentos.Após o café da manhã, Tom começou a me ensinar o básico sobre armas. Levou-me até um pequeno galpão ao lado da cabana onde ele havia montado um alvo improvisado.

Tom- Ok, primeiro vamos aprender a segurar a arma corretamente. Aqui, segure assim.

Sn- Certo, assim?

Tom- Isso. Agora, mantenha o dedo fora do gatilho até estar pronta para atirar. Sempre mantenha a arma apontada para um lugar seguro.

Sn- Entendi.

Tom- Muito bem. Agora vamos praticar a mira. Foque no alvo e alinhe as miras da arma.

Ele estava paciente, explicando cada detalhe com cuidado. Minhas mãos tremiam um pouco, mas eu sabia que precisava superar o medo. Tom colocou a mão sobre a minha para ajudar a estabilizar a arma.

Tom- Respire fundo, solte o ar devagar e aperte o gatilho suavemente.

Segui suas instruções e atirei. O som foi ensurdecedor, ecoando pelas montanhas. Dou o primeiro tiro que passa super longe do alvo.

Tom- Bom trabalho, amor. É normal errar no começo. Vamos tentar de novo.

Praticamos por horas. Aos poucos, fui me acostumando com o peso da arma, o recuo após cada tiro e a sensação de poder que ela proporcionava. Cada acerto no alvo era uma pequena vitória.

Sn- Você viu ??? Esse foi certinho!
Digo animada dando alguns pulinhos.

Tom- Você está indo muito bem, Sn. Estou orgulhoso de você.

TOM KAULITZ - OBSESSÃOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora