Após seis anos longe, Sn retorna a Tokyo, buscando recomeçar sua vida e deixar para trás segredos que a assombram. Ao reencontrar seu ex-namorado, Gojo Satoru, agora um respeitado policial, ela se vê envolvida em uma série de acontecimentos que colo...
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𝙽𝚊 𝚚𝚞𝚊𝚛𝚝𝚊-𝚏𝚎𝚒𝚛𝚊...
Depois do trabalho Nanami me deixou em casa e eu fui me arrumar para sair com Shoko e Satoru. Tomei um banho rápido e coloquei um vestido curto, de manga cumprida, preto e uma bota com salto.
Nanami pela manhã vai à uma viagem e só voltará na segunda, então seja lá o que aconteça, só poderei conversar com ele hoje.
Pedi um táxi e fui até o café que marcamos para nos encontrarmos. Assim que cheguei no estabelecimento, vi Gojo e Shoko. Me sentei com eles e os cumprimentei.
O gatinho que estava com Gojo veio até mim e ficou em meu colo. O dei carinho e mais gatos começaram a chegar.
Sn- Nossa, quanto gato.
Gojo- Deixa eu te ajudar. - Ele pegou cinco gatos que estavam em cima de mim e ficou dando carinho.
Sn- Obrigada, Gojo.
Gojo- Não foi nada.
O tempo foi passando e íamos conversando. Eu e Gojo quase nunca nos falávamos, a conversa rolava mais com Shoko.
Shoko- Ai, tô meio enjoada. - Ela falou enquanto olhava o celular.
Gojo- Quer ir pra casa?
Shoko- Sim, já pedi um táxi. - Ela falou enquanto ia para fora do café, então seguimos ela.
Gojo- Se tivesse falado antes eu poderia te dar uma carona.
Shoko- Dá uma carona pra Sn, ela tá sem carro, né? - Ele olhou para ela com uma cara de que queria lhe matar.
Sn- Ah, não precisa! Eu peço um táxi.
Gojo- Que isso? Deixa que eu te levo, Sn.
Sn-... Mesmo?
Gojo- Sim!... A não ser que você não queira.
Sn- Bem, não é que eu não queira, mas se for te atrapalhar então não precisa.
Gojo- Não vai atrapalhar.
Sn- Tudo bem então. - Shoko sorriu e então entrou no carro. Eu segui Gojo até o estacionamento e entrei no carro com ele. O caminho estava sendo silencioso, o que era ruim, já que minha casa ficava um pouquinho distante. -... Yuji me disse que vocês estão se vendo.
Gojo- É, sim... Estamos nos vendo com mais frequência. Estou ajudando ele e Sukuna com algumas coisas da faculdade... Dando algumas dicas.
Sn- Entendi.
Gojo- Vocês já se falaram ou ele ainda tá chateado?... Quer dizer, desculpa! Tô me intrometendo.
Satoru não é assim. Normalmente ele nem se importa de ser intrometido, mas ele parecia querer dizer cada coisa da forma mais correta possível.
Sn- Ah, tá tudo bem, Gojo. Na verdade, eu não falo com ele desde o enterro do meu avô.
Gojo-... Ele ficou chateado mesmo por você ter isso embora.
Sn-... É...
Gojo-... Mas e então? Como foi lá em Kyoto?... Valeu a pena ter ido pra lá?
Sn- Ah, foi legal... Mas não sei se realmente valeu a pena por tudo que perdi.
Gojo- É mesmo?
Sn- É... Perdi a formatura dos meninos, as primeiras namoradas deles, todas as confusões que eu aposto que se meteram, meu relacionamento com o Sukuna foi por água abaixo. Eu não pude cuidar do meu avô quando ele ficou doente e nem aproveitar os últimos anos de vida dele com ele.
Gojo-... É... Você realmente perdeu algumas coisas.
Sn- É... Perdi muitas coisas, Gojo, inclusive nosso relacionamento.
Gojo-... Você não perdeu ele... Você deixou.
Sn-... Você sabe que ir pra lá era a chance da minha vida, Gojo.
Gojo- Eu sei, não tô te culpando por ter ido!
Sn-...
Gojo-...
Sn-... Por que não falou comigo?... Não atendia nem minhas ligações.
Gojo- Eu tive que desaprender a amar você, Sn... Se eu falasse com você, não ia dar certo. Eu tinha que seguir meu caminho. Quer dizer, meu Deus, eu pedi tanto pra você não ir embora, e aí... E aí você foi. - Ele falou com certo desespero na voz. - Aquilo acabou comigo! Pra eu poder viver tinha que esquecer você, e se eu falasse com você uma única vez... Então aí eu não conseguiria seguir em frente.
Sn-... Não sabia que havia ficado assim, Satoru.
Gojo- Claro que não, eu não falava com você. Mas eu tô muito bem agora, Sn.
Sn-... Desculpa por ter te causado toda essa dor.
Gojo- Não se desculpe, a culpa foi minha de te amar demais.
Sn-... Satoru... - Fiquei meio chateada com o que ele disse.
Gojo- Não! Não foi o que eu... Não foi o que eu quiz dizer. - Ele falou com um tom de voz preocupado e olhou rapidamente para mim. - Digo, talvez se eu não tivesse o tempo inteiro querendo você, então talvez eu não tivesse me apegado tanto, e... E não teria sofrido tanto quanto sofri.
Sn-...
Gojo- Quer dizer, também não sofri isso tudo! Não precisa ficar se achando. - Eu sorri e olhei para ele.
Sn- Satoru... Tá tudo bem entre a gente... Né?
Gojo- Sem dúvidas! Não tem porquê não estar tudo bem entre a gente.
Sn- É.
Gojo- Tudo aquilo é passado, então não se preocupe.
Sn- Tá bom.
Ele estacionou na frente da minha casa e nos olhamos.
Gojo-... Tchau, Itadori.
Sn- Tchau, Gojo.
Nos olhamos por alguns segundos, talvez minutos.
Sn- Satoru.
Gojo- Acei- Digo... Sim?
Sn-... Pode me ajudar a falar com o Sukuna?
Gojo- Claro, Sn.
Saí do carro e fui para dentro de casa. Antes dele sair pude ouvir o som de sua buzina, então olhei para trás e acenei.
Entrei em casa e tranquei a porta. Tomei um banho rápido e depois me deitei para dormir.