se abrindo de verdade

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— E até hoje ainda não se entenderam? — Rodrigo não escondeu a surpresa em seu olhar.

Alexandre negou com a cabeça levando o copo de cerveja até a boca. O rosto sério, preocupado, não estava mais aguentando a situação pessima que estava vivendo com Giovanna.

— Cara, eu não tenho notado nada de diferente nela e eu só encontro com vocês nas consultas, mas vou sondar lá em casa porque com toda certeza a Alessandra sabe.

Alexandre concordou e deixou um suspiro cansado escapar. Era sexta à noite e só queria estar em casa, preparando uma comidinha pra eles dois, vendo um filme agarradinho nela e naquela barriga linda que só crescia cada vez mais.

Giovanna ja estava na vigésima semana de gestação, ou seja, cinco meses recém completos. E ja fazia quase dois meses que ela simplesmente não deixava mais ele tocar nela, os dois nunca mais tomavam banho juntos, ela não se trocava mais na frente dele também.

— Eu fico sem entender nada, ela mudou do dia pra noite sem eu ter feito absolutamente nada. Já tentei conversar com ela várias vezes, mas ela me corta toda hora falando que não tem nada, que ta tudo bem.

Rodrigo percebeu como o amigo estava chateado com a situação, respirou fundo e pegou o celular digitando um recado para a esposa.

"O nero ta pessimo, amor. Tenta arrancar da Giovanna o motivo dela estar assim com ele por favor. Mais tarde quando eu chegar a gente conversa, te amo bjs"

Voltou sua atenção para o amigo que fazia sinal pedindo outra cerveja ao garçom. Na mesma hora outro rapaz se aproximou da mesa deles e tocou no ombro do médico.

— Eai irmão, beleza. Sou Cristian, to naquela mesa ali com a minha namorada e a minha cunhada. – ele logo apontou na direção. — A ruiva é a minha cunhada e ela me implorou pra vir aqui pra te dizer que se você quiser, ela quer.

Rodrigo continuou olhando para o amigo esperando a resposta que ele daria, mesmo já fazendo ideia de qual seria.

— Valeu irmão, mas eu sou casado. Inclusive a minha esposa está grávida. – ele respondeu dando um tapinha no braço do homem de pé ao seu lado.

— Porra, foi mal... Não sabia, não dava pra imaginar.

O rapaz ficou sem graça na mesma hora.

— Não, relaxa. Tudo em paz. Só avisa a sua cunhada que seria melhor ela procurar outro cara no bar pra terminar a noite com ela. – ele brincou tentando desfazer o clima chato que ficou.

O rapaz se despediu de ambos e voltou para a mesa que as mulheres estavam. Rodrigo notou como Alexandre só bebia e parecia estar viajando, seu olhar estava vazio.

— Cara você não precisa ficar desse jeito. Você vai ter um filho, Nero. O sonho da sua vida sempre foi ser pai, porra. Não gosto de te ver cabisbaixo assim.

O homem apoiou os braços na mesa de madeira do bar e sorriu triste. Seria pai em poucos meses, e as vezes nem acreditava em tal benção, mas então se lembrava de que talvez a mulher que estava carregando seu filho tinha se arrependido e que talvez não o amasse mais.

Realmente o jeito como se envolveram foi incorreto, um pouco rápido demais e a gravidez foi uma surpresa para ambos, mas ele tinha certeza do seu amor por ela.

— Eu acho que ela se arrependeu, Rodrigo. Ela não quer mais ter esse filho comigo, ou talvez o problema seja eu e não o bebê. Talvez ela queria ser mãe sozinha, não me ame mais ou....

— Pode parar agora mesmo. Você ta se ouvindo? A gente ta falando da Giovanna, cara. Ela pode estar mudada por conta dos hormônios, mas ela ainda é a mesma pessoa e ainda é louca por você.

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