26. Starry eyes

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I'm laughing with my lover, making forts under covers
Trust him like a brother
Yeah, you know I did one thing right
Starry eyes sparking up my darkest night
Call It What You Want - Taylor Swift

Helena soltou uma risada alta quando Nicholas a puxou contra seu peito, ele deixava diversos beijos pelo seu rosto, com um sorriso satisfeito em seus lábios. Estavam deitados na cama dela, o quarto iluminado apenas pela luz fraca de um abajur no criado-mudo. As paredes cobertas de sombras projetadas pela luz fraca que entrava pela janela, Helena conseguia sentir o cheiro do buquê de flores ao lado da cama, um hábito que Nicholas havia adquirido.

Ele estava passando muito tempo viajando e, para compensá-la por sua ausência, sempre que voltava à cidade trazia flores consigo. Parecia bobagem, mas toda vez que ele ia embora ela olhava para as flores, sentindo que pelo menos uma pequena parte dele estava ali.

E era naquele cômodo que eles passavam a maior parte do tempo quando ele retornava de suas viagens, a casa de Helena sendo seu refúgio. O único lugar em que ele conseguia encontrar paz depois de um dia estressante. Agora o cheiro de tinta fresca o fazia sorrir, porque significava que ela estava no ateliê, trabalhando.

E nada o deixava mais entretido do que vê-la pintando. Poderia passar horas admirando, os cabelos sempre presos em um coque, a luz do sol sempre a banhando, como se ela fosse um anjo.

Também era muito bom acordar pela manhã e sentir o cheiro de café inundando todos os cômodos da casa, ouvi-la cantarolando enquanto preparava o café da manhã e a maneira como ela sempre sorria para ele, o cabelo bagunçado pelas horas de sono.

Nicholas puxou o edredom para cima, cobrindo-os como se estivesse criando um abrigo improvisado. Ele sorriu, aquele sorriso fácil e um pouco travesso que Helena sempre achava difícil resistir.

— Pronto. Agora ninguém pode nos incomodar — disse ele, ajustando o tecido sobre as cabeças de ambos.

Ela riu, se virando de lado para encará-lo.

— Um forte de edredom? É sério?

— Absolutamente sério. — Ele arqueou uma sobrancelha, como se estivesse ofendido pela dúvida. — Não subestime o poder de um forte bem construído.

— Ah, claro. — Ela revirou os olhos, mas o sorriso nos lábios entregava sua diversão. — E isso vai nos proteger de quê exatamente?

Nicholas pensou por um instante, o olhar brilhando com uma ideia que parecia absurdamente importante.

— De monstros imaginários. Ou, sei lá, das minhas viagens intermináveis.

Helena riu de novo, uma risada solta e leve, o tipo de som que fazia o coração de Nicholas aquecer. Ela esticou uma das mãos, tocando o peito dele como se para testar se ele era real.

— Você é ridículo, sabia?

— E você ama isso.

Ela balançou a cabeça, mas não negou. Ele sempre tinha essa habilidade de transformar os momentos mais comuns em algo especial, como se apenas estarem juntos fosse suficiente para apagar qualquer sombra do passado.

Nicholas se acomodou melhor no travesseiro, olhando para ela com um brilho sereno nos olhos.

— Você sabe que eu fiz pelo menos uma coisa certa na vida, não sabe?

Helena ergueu a sobrancelha, surpresa pela seriedade repentina na voz dele.

— Ah, é? E o que foi?

Ele se inclinou, os rostos tão próximos que ela podia sentir o calor da respiração dele.

THE SHARPEST TOOL - NICHOLAS ALEXANDER CHAVEZ Onde histórias criam vida. Descubra agora