Capítulo 23

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Catarina. Essa palavra me causa até hoje um conjunto diversificado de sentimentos. Raiva, Ódio, Aversão, Ira. Isso era o que eu sentia por aquela garota que estava lá com um sorriso escancarado se olhando no espelho. Cheguei devagarinho por detrás dela... Mas ela me viu pelo espelho.

- O que você está fazendo aqui! - ela disse irritada arregalando os olhos.

-Calma... Eu só quero conversar - sorri para ela.

- Eu não tenho nada para conversar com você. Vai embora daqui, antes que eu chame o Bernardo. - ela falou com medo.

- Pode chamar. Ele é meu namorado mesmo! - disse dando os ombros.

- Ah tá. Se toca garoto... Você perdeu. Como eu disse ele é que me ama de verdade... Você foi um passatempo qualquer pra ele. - ela disse esnobe, passando as mãos nos cabelos escuros.

- Ai que você se engana querida. Ele nunca foi seu por que ele nunca te amou... A gente sabe dessa sua tentativa frustrada de nos separar há tempos - estalei os dedos casualmente.

- Não sei do que estão falando. - ela disse nervosa.

- Não seja hipócrita. Eu sei que foi você que incentivou a desvairada da Paula a tentar seduzir o Bernardo na esperança dela ter uma chance com ele. Você me dá nojo. - disse com repugnância.

- Eu só fiz o que deveria ser feito. Ele era meu, até você aparecer aqui... - ela começou a chorar. - Até você vir aqui e mudando a cabeça dele. Ele era o meu namorado e você roubou de mim!

Comecei a bater palmas.

- Bravo! Que gracinha, a rainha do baile colocando as manguinhas de fora! - disse irônico.

- Se enxerga garoto. Eu sou perfeita pra ele e ele é perfeito pra mim! Todos sabem disso e amam nós, tanto que hoje foi a prova. -ela colocou a mão na cintura.

- Nossa, amam mesmo! Você não tem noção do tanto de pessoas que detestam você, essa sua arrogância, e seu nariz em pé. Todos pouco se lixam pra você. - disse calmo. - Para os outros você é completamente... Dispensável.

- Me poupe né querido. Eu sou a mais gostosa, atraente desta porcaria de colégio onde só tem baranga. - ela cuspiu as palavras.

- Como você é uma é insegura. -zombei me escorando no balcão da pia cruzando os braços.

- Ora como eu posso ser insegura, que piada ridícula. Eu sou a rainha do baile. -ela apontou para aquela tiara de plástico prateado.

- É... Três anos atrás quando você era importante socialmente. -dei um sorriso zombeteiro.

- EU SOU IMPORTANTE SOCIALMETE!!! - ela berrou.

- E quando não precisava vomitar a comida pra conseguir fica magra.

Ela simplesmente avançou em mim, que nem uma louca. Eu tive que segurar as mãos delas e também segurar a minha paciência. Por mim eu dava um soco na cara daquela abominável, mas isso seria covardia.

- Eu odeio você! - ela gritou descontrolada.

- Não tanto como eu a você. Sabe você devia me agradecer... -disse rindo dando as costas pra ela.

- Pelo o que seu verme! - ela chiou.

- Por ter realizado os seus desejos estúpidos de adolescente. Uma noite de festa, com um cara perfeito ao lado, diversão, e olha, ainda se tornou essa tolice estupida de "rainha"!!! Recebeu flores, chocolates... - disse numerando pelo os meus dedos.

- O q-que? - ela disse em um tom mais retraído.

- É isso mesmo que você ouviu. Sabe durante três semanas eu pensei o que eu iria fazer com você... Pesquisei a fundo a sua má reputação aqui, e que diria que a garota mais piriguete que eu já vi sonhou com essas coisas - disse tirando do bolso uma pagina rasgada da agenda dela. Joguei no ar e ela pegou - Eu pensei, pensei eu vi que te machucar não ia resolver nada, até por que agredir mulheres não é comigo mesmo sendo uma vadia que nem você.

E o Playboy se Apaixona de VerdadeOnde histórias criam vida. Descubra agora