(Jk)
— Canalha idiota! — jungkook socou o travesseiro. — Claro que o chá não era descafeinado, seu besta. — Ele xingou a si mesmo e jogou as pernas para cima da cama.
Com um grunhido, ele abriu a porta do quarto e saiu pelo corredor em direção à nova ala da casa.
Eu não vou permitir que as esculturas esquisitas me apavorem, cantarolou repetidas vezes enquanto entrava na nova ala. Jimin era o único hospedado nessa parte da casa. O que, no fim das contas, era bom; significava que ele não precisava vê-lo com frequência, considerando que ele tinha uma entrada separada da propriedade maior. Não que isso importasse. Jungkook tinha passado quase todos os momentos com ele.
Por outro lado, isso também significava que, quando precisava sair procurando por Jimin às duas da manhã, ele tinha que passar por uma galeria de máscaras que, em sua opinião, poderiam criar vida a qualquer momento.
Ele finalmente chegou ao fim do corredor, onde havia duas portas duplas. A suíte master.
Vou castrá-lo.
— Jimin! — Ele esmurrou a porta. — Sei que você tá aí dentro! Vem aqui fora e luta comigo como um homem!
Nenhuma resposta.
— Filho da p...
— O que você está fazendo, Kookie? Sabe que horas são? — Jimin abriu a porta bem quando ele estava prestes a xingá-lo e mandá-lo voltar para o buraco de onde ele tinha saído rastejando.
No entanto, as palavras não saíam da boca escancarada de Jungkook. O homem estava nu — bem, não completamente. Estava usando uma cueca boxer que não ajudava a esconder os músculos fortes que acabavam no...
Sério, ele era a encarnação do pecado. Um grande choque.
— Você! — Jungkook empurrou o peito esculpido até ele entrar no quarto, batendo a porta atrás. — Você e seus truques não são bem-vindos, Park Jimin!
— Uau, calma, não fala meu nome todo desse jeito. As coisas não podem ser tão ruins. — Ele tirou o cabelo castanho-dourado do rosto e bocejou. — Agora, pode fazer o favor de me dizer o que eu fiz, pra eu poder voltar a dormir? Algumas pessoas não ficam acordadas a noite toda planejando maneiras de torturar os outros.
— O chá... — Kookie o empurrou de novo. — ... não era descafeinado!
Um sorriso surgiu no rosto de Jimin.
— Ah.
Kookie tentou pegar os ombros dele, mas ele foi rápido demais e o jogou de costas na cama muito confortável e ficou em cima dele. Isso não é bom. Ai, meu santo Deus, ele era quente e Não olha, Kookie. Simplesmente não olha.
— Kookie, por que você está de olhos fechados? Vamos lá, abra os olhos e lute comigo como um homem. — Ele piscou e se aproximou o suficiente para roçar um beijo nos lábios de Jungkook.
Para vergonha extrema de Kookie, ele se inclinou para a frente na expectativa.
— Me desculpa pelo chá, mas eu tenho uma reputação a zelar. E você prometeu não contar a ninguém sobre o coelhinho com quem eu dormia, além de todas as coisas que você colocou na mesa hoje à noite.
— Escapou!
— Nós fizemos um juramento de sangue! — argumentou ele, com o hálito quente provocando arrepios no pescoço de Jungkook. — E eu queria me vingar.
— Ótimo! — Ele trincou os dentes, chateado. — Mas agora você vai ter que sofrer as consequências.
— Estou tremendo de medo. — Jimin se afastou dele e mergulhou debaixo das cobertas. — Ei, pode apagar a luz quando sair?
Uma risada maníaca saiu dos lábios dele. Ah, sim, definitivamente sem sono.
— Não vou sair.
— Normalmente, quando um cara com pouca roupa fala isso tão perto da minha cama, isso significa que estou prestes a fazer sexo. Mas, a julgar pela sua cara, acho que você não vai me oferecer isso.
— Vou dormir com você.
Os olhos de Jimin se esbugalharam. Ele olhou da direita para a esquerda e depois puxou cuidadosamente a coberta de novo e se aproximou de Jungkook, com as duas mãos no ar, como se ele fosse um animal perigoso pronto para atacar.
— E você não vai fazer sexo. Você também vai dormir. Então sai pra lá, companheiro de cama. Você acabou de ganhar uma companhia!
Jimin o fuzilou com os olhos e depois olhou pelo quarto, nervoso.
— Sou espaçoso. Confia em mim, é melhor você dormir no chão.
— Não, acho que vou ficar com a cama. — Kookie sorriu. — Ah, e eu ronco e às vezes tenho terror noturno. Então, se eu começar a gritar, basta você me sacudir, mas com delicadeza. Se você acordar alguém de um terror noturno com um susto... bem, digamos que é nesse momento que eles se tornam homicidas.
Parecia que Jimin queria dizer alguma coisa, mas ele simplesmente se levantou, foi até o interruptor e apagou a luz. Depois voltou para a cama.
— Se me pedir pra dormir de conchinha, vou te sufocar com o travesseiro — resmungou ele.
— Por favor, quero que você fique longe do meu corpo.
— Continua falando isso pra si mesmo, Kookie.
— Boa noite, Satã.
— Boa noite, amor.
(JM)
Ai, meu Deus, como era bom. Tão malditamente bom. Que diabos ele fez no passado para merecer a punição de ter o único garoto por quem ele teve uma queda praticamente a vida toda dormindo na cama dele?
Lutou para controlar o desejo, sabendo que era uma batalha perdida. Mas o que Jungkook ia pensar se de repente ele o atacasse? Sem dúvida ele seria esfaqueado.
Então, depois de duas horas sem descanso, Jimin finalmente dormiu e sonhou com Kookie de cueca dançando na sua mente.
Que d...? Jimin acordou assustado quando Kookie o socou no estômago. Ele se encolheu e levou os joelhos até o peito, numa tentativa de proteger sua masculinidade.
— O que você tá fazendo?
— Ah, desculpa — disse Kookie, grogue. — Minha mão escapou.
— Sua mão escapou porra nenhuma... — resmungou ele, conseguindo escapar e voltar a dormir.
Minutos depois, foi acordado de novo por Kookie, desta vez falando dormindo sobre queijos e depois colocando todos os tipos diferentes em ordem alfabética.
— G de gouda, e...
Ele colocou a mão sobre a boca de Kookie, na esperança de silenciá-lo, mas, em vez disso, ele continuou murmurando sob a mão dele, enquanto espreguiçava o corpo sob as cobertas.
Como ele conseguiria evitar de seus olhos irem naturalmente para as curvas de seu corpo? Ou que seu sangue fervesse ao ver a pele macia vestida com uma camiseta e short curtos?
Ele mandou os olhos saírem dali.
Implorou à mente para parar de brincar com imagens de como Kookie deveria ficar sem a blusa e o short para cobri-lo.
Na verdade, estava tentando ser um cavalheiro, mas o inevitável aconteceu, não porque ele tivesse planejando. Simplesmente porque eles estavam numa cama e ele estava exausto e Jungkook estava... ali.
Sério, não teve nada a ver com seus sentimentos ou amor por Jungkook.
Com um xingamento, ele tirou a mão da boca de Kookie e a cobriu com os próprios lábios. As mãos agarraram os ombros dele e em seguida ele estava sobre Jungkook. A agressão saía dele quando ele colocou, com força, os braços de Jungkook ao lado do corpo e continuou o ataque.
Kookie gemeu baixinho, depois partiu para a ação, enfiando a língua na boca de Jimin com uma necessidade tão ardente que ele ficou meio tentado a cair de joelhos de êxtase; por outro lado, Jimin já estava de joelhos, cavalgando enquanto Jungkook puxava o pescoço dele para perto. Deitado sobre ele, Jimin sabia que ia acontecer, provavelmente porque era o próximo passo lógico.
Lógica, lógica, qual era o significado dessa palavra, mesmo? E em seguida... em seguida, alguém estava na porta.
— Que d...? — Ele se afastou de Kookie caindo abruptamente no chão embrulhado em lençóis. — Sim? — A voz agitada estava entrecortada.
— Desculpe, querido, é a mamãe...
— Ah, não! — gritou Kookie, tropeçando no mesmo lençol e caindo sobre ele. Seus olhos se arregalaram, e a boca se abriu. Jimin colocou a mão sobre a boca de Jungkook e lhe lançou um olhar mortal.
— Acabei de acordar, mãe. Precisa de alguma coisa? — Que horas eram, droga?
— Ah, não. Só achei que tinha ouvido uma confusão, como uma pessoa gritando ou roncando ou... não sei. Provavelmente foi a minha imaginação, mas eu queria saber se você estava bem.
— Estou ótimo, mãe — disse ele, implorando em silêncio para ela ir embora.
Kookie se mexeu sobre ele e, em seguida, lhe deu um beijo molhado.
Jimin ia estrangulá-lo.
E aí Kookie montou nele.
— ... E eu sei que você não tem mais o seu coelhinho. — A voz abafada da mãe atravessou a porta. — Engraçado como eu não tinha pensado nisso até Kookie falar no assunto hoje à noite.
— Eu não... — disse ele entre beijos. — Preciso... — Ai, meu Deus, que boca gostosa. — ... da porcaria do coelho! — ele quase gritou.
— Eu sei, querido, mas você era tão apegado a ele depois que foi para a faculdade. E eu sei que o nome do coelhinho era Kookie. Hum. Por que você deu esse nome a ele? Eu me esqueci. Não foi ele que te deu. Estranho.
Kookie congelou em cima dele, a beijação parou, e ele desejou por Deus que Jungkook não tivesse uma audição tão boa. Kookie lhe lançou um olhar de pânico, quase pavor.
Que ótimo. Ele estava assustando seu companheiro de cama.
— Bem — disse a mãe quando ele não respondeu. — Vejo você no café da manhã. É daqui a duas horas, então você tem algum tempo. Tchau!
Enfim um capítulo novo, mil desculpas pela demora pessoal, mas prometo que vou trazer com mais frequência.
Não esquece de votar⭐,isso me incentiva muito a trazer mais capítulos, porque aí vou saber que vocês estão gostando.
Espero que tenham gostado do capítulo.
Foi pequeno mais com muito carinho.
Logo, logo tem mais.☺️❤️
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A Aposta Jikook
Fanfiction" Em Pausa."⚠️ "Sem previsão de volta."⚠️ Tudo que Jimin queria era mostrar para Jungkook o quanto ele gostava dele, mais tudo que ele fazia dava errado, aos 8 anos descobriu que gostava do garoto e como sabia que Jungkook gostava de contos de fada...
