"Sereia, te amo, te quero, comigo
Pelas estradas por onde eu andei
Alguém igual eu nunca encontrei
Você é tudo que eu quero pra mim
Jamais amei assim"
História de amor de Ritinha e Marcos.
A força do querer
INICIADA: 15/07/2024
TERMINADA:
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
RITINHA ESTAVA DEITADA NA CAMA, DESCANSANDO APÓS O JANTAR, QUANDO OUVIU PASSOS LEVES SE APROXIMANDO. ELA OLHOU PARA A PORTA E VIU JOYCE ENTRAR, CARREGANDO UMA BANDEJA COM UMA JARRA TRANSPARENTE.
— Ritinha, trouxe para você. — Joyce falou, com um sorriso tímido.
Ritinha se levantou um pouco, encostando as costas na cabeceira da cama. Ao ver o conteúdo da jarra, seus olhos brilharam de surpresa.
— Eita, cupuaçu, é lá da minha terra. — disse ela, com um sorriso genuíno. — Obrigada.
— Fico feliz que tenha gostado. — Joyce respondeu, colocando a bandeja na mesinha ao lado. — Marcos falou que você gosta.
— É, gosto muito. — Ritinha concordou, ainda assimilando a gentileza de Joyce, que não era comum.
Joyce respirou fundo, hesitando por um momento antes de continuar:
— Vamos tentar conviver em paz. — pediu, com um tom de voz que misturava sinceridade e uma leve dose de desconforto.
Ritinha observou Joyce por alguns segundos. Embora houvesse desconfiança em seu olhar, ela deu um pequeno aceno com a cabeça.
Antes que pudesse responder, Zu apareceu na porta, batendo levemente.
— Dona Joyce. — chamou, interrompendo o momento. — Acho melhor a senhora vir, tem uma pessoa querendo falar com você.
— Quem? — Joyce perguntou, franzindo a testa.
Antes que Zu pudesse responder, uma voz feminina ecoou do corredor, e uma mulher entrou no quarto com um sorriso largo e despreocupado.
— Oi, com licença. — disse a recém-chegada, caminhando para dentro. Era Luana, e ela parecia não se importar em invadir o ambiente sem ser convidada.
Ritinha, que até então estava calma, fechou a cara na mesma hora. Seu corpo ficou tenso, e ela se ajeitou na cama, como se se preparasse para um confronto.
— O que você está fazendo aqui? — Ritinha perguntou com a voz baixa, mas carregada de desconfiança, enquanto seus olhos analisavam cada movimento de Luana.
Joyce olhou de uma para a outra, claramente sem entender o motivo da tensão, mas já sentindo que a visita inesperada traria problemas.
— Joyce, que saudades de você. — Luana ignorou Ritinha, e andou pelo quarto que ela dividia com Marcos. — Nossa, essas coisas não ficam aqui.
Luana entrou no quarto como se fosse dona do lugar, com a confiança que irritava Ritinha mais a cada segundo. Sem pedir licença, ela começou a mexer nas coisas que estavam sobre a mesinha ao lado da cama. Entre elas, estavam as ervas de banho de cheiro cuidadosamente guardadas.
— Ei, tira as mãos daqui! — Ritinha falou alto, puxando os objetos das mãos de Luana com um movimento rápido e firme.
Luana deu um sorrisinho debochado, ignorando completamente a ordem. Ela então se virou para Joyce, segurando uma das ervas com desdém.