Capítulo 24

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A VIATURA MAL HAVIA ESTACIONADO DIANTE DA CASA DE EDNALVA, E RITINHA JÁ PULAVA PARA FORA DO CARRO, OS PÉS MAL TOCANDO O CHÃO

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A VIATURA MAL HAVIA ESTACIONADO DIANTE DA CASA DE EDNALVA, E RITINHA JÁ PULAVA PARA FORA DO CARRO, OS PÉS MAL TOCANDO O CHÃO. SEUS OLHOS MAREJADOS PROCURARAM O ROSTO CONHECIDO DA MÃE, QUE AGUARDAVA DO LADO DE FORA, ANSIOSA, COM A MÃO NO PEITO E O CORAÇÃO AOS PULOS.

Quando os olhos das duas se encontraram, foi como se uma corrente elétrica de alívio e amor explodisse entre mãe e filha. Ednalva não esperou mais nenhum segundo — correu até Ritinha com os braços abertos, e Ritinha se jogou no abraço como uma criança que encontra o colo seguro depois de um pesadelo sem fim.

— Aí, minha filha! — Ednalva chorou, apertando a filha com força, os olhos inundados de lágrimas. — Graças a Deus, minha santa!— As mãos acariciavam os cabelos da filha, como se quisessem ter certeza de que era mesmo real, de que aquele abraço não era um sonho ou fruto do desespero.

— Voltei... — Ritinha respondeu entre lágrimas, a voz entrecortada pelo choro, o rosto escondido no pescoço da mãe. — Pensei que num ia mais vê tu nunca mais.....

Marcos observava a cena à distância, o coração apertado. Todo o sofrimento, o medo, a violência que ela havia passado — agora dava lugar ao alívio. 

— Tá tudo bem com tu? Hein? Me diz, tá tudo bem mesmo? — Ednalva afastou o rosto de Ritinha só o suficiente para olhar nos olhos dela, com uma mão ainda repousada sobre seu rosto, cheia de carinho e preocupação.

— Tá sim, o Marcos me salvou, mãe... ele me tirou de lá, me trouxe de volta pra vocês... — Ritinha limpou as lágrimas com as costas da mão, sorrindo em meio ao choro. 

Ednalva virou-se para ele, com os olhos ainda cheios de lágrimas, mas agora com gratidão transbordando em cada traço do rosto. Caminhou até Marcos e segurou suas mãos com firmeza.

— Obrigada, Marcos... obrigada por trazer minha filha de volta. Tu foi um anjo nessa história, meu filho. — Ela enxugou os próprios olhos com o avental, emocionada. — Deus vai te recompensar.

Marcos apenas assentiu com um pequeno sorriso. Tudo que ele queria era Ritinha segura, com o filho, com a família. E agora, estava vendo isso acontecer diante dos seus olhos.

Ritinha então virou-se, os olhos marejados ainda brilhando, e correu para os braços de Marilda, que vinha saindo da casa apressada, também com o rosto banhado de lágrimas.

— Mulher! Tu voltou! Eu rezei tanto pra ti, minha santa! Eu rezei tanto! — Marilda gritou, recebendo o abraço apertado de Ritinha, que a envolveu com o mesmo desespero de quem achava que nunca mais veria as pessoas que amava.

— Égua, Marilda! Tô viva, tô aqui! — Ritinha repetia, agarrada à amiga, como se estivesse se prendendo à realidade com aquele toque.

Ritinha ainda estava abraçada a Marilda quando se afastou um pouco e olhou ao redor com olhos ansiosos, como se ainda faltasse um pedaço essencial daquele reencontro.

𝐌𝐄𝐑𝐌𝐀𝐈𝐃 | 𝑹𝒊𝒕𝒊𝒏𝒉𝒂 / 𝓐 𝓯𝓸𝓻𝓬𝓪 𝓭𝓸 𝓺𝓾𝓮𝓻𝓮𝓻Onde histórias criam vida. Descubra agora