"Sereia, te amo, te quero, comigo
Pelas estradas por onde eu andei
Alguém igual eu nunca encontrei
Você é tudo que eu quero pra mim
Jamais amei assim"
História de amor de Ritinha e Marcos.
A força do querer
INICIADA: 15/07/2024
TERMINADA:
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MARCOS E JEIZA ESTAVAM NA SALA DE REUNIÕES DA DELEGACIA, CERCADOS POR OUTROS POLICIAIS QUE OUVIAM ATENTOS. A ATMOSFERA ERA CARREGADA, COM UM MISTO DE TENSÃO E EXPECTATIVA NO AR. OS RELATOS DO CASO EM ANDAMENTO ERAM PONTUADOS POR DETALHES QUE REVELAVAM A HABILIDADE DE CADA MEMBRO DA EQUIPE EM OBSERVAR, DEDUZIR E AGIR.
— Eu vi aquele dia. — Marcos começou, apoiando as mãos na mesa enquanto olhava para os colegas. — O jeito como ele falava com o cara dentro do carro... Foi rápido, eu estava ocupado com a carga, mas deu pra ver de relance. Foi faro de polícia mesmo.
Jeiza, sentada ao lado dele, balançou a cabeça em aprovação.
— Foi exatamente por isso que a gente trouxe ele pra delegacia. Não dava pra ignorar.
O delegado, que observava a dupla com atenção, franziu a testa.
— Eu não cheguei a ver o cara. Só ouvi os relatos depois.
Marcos soltou uma risada irônica, cruzando os braços.
— Aquele malandro... — disse, com um tom de desprezo. — Chegou lá todo se fazendo de vítima, contando historinha, e ainda tentou me intimidar com os conhecimentos de direito dela.
— Ela? — Jeiza perguntou, confusa, inclinando-se para frente.
— É. — Marcos bufou, claramente irritado. — Aquela mulher que foi com ele, toda cheia de pose. E pra piorar, ela ainda é ex do meu primo, um cara bom, trabalhador, advogado... — Ele fez uma pausa, como se precisasse respirar fundo para conter a raiva.
Jeiza arregalou os olhos, surpresa.
— O quê?
Marcos continuou, sem esconder a irritação.
— Ela ficou jogando na minha cara os "direitos" dele, como se eu tivesse atropelando algum. — Ele fez aspas com os dedos, o tom carregado de sarcasmo. — Casal de safados.
O silêncio que se seguiu foi momentâneo, mas pesado. Os outros policiais trocaram olhares discretos, enquanto Jeiza tentava processar a nova informação. Ela conhecia Marcos o suficiente para saber que ele não era de perder a calma facilmente, mas o envolvimento pessoal no caso claramente o afetava.
— Isso explica muito. — Jeiza finalmente disse, ajeitando a postura. — Mas se eles acham que vão nos enganar com essas táticas, estão muito enganados.
Marcos deu um leve sorriso, ainda tenso, mas grato pelo apoio implícito.
— Isso mesmo. É só questão de tempo até a gente desmontar toda a farsa.
O delegado assentiu, encerrando a conversa com um gesto.
— Continuem assim. Estamos no caminho certo.
A sala voltou a se encher de vozes enquanto o planejamento do próximo passo começava. Mas, mesmo em meio à conversa, era evidente que tanto Marcos quanto Jeiza estavam mais determinados do que nunca a levar o caso até o fim.