"Sereia, te amo, te quero, comigo
Pelas estradas por onde eu andei
Alguém igual eu nunca encontrei
Você é tudo que eu quero pra mim
Jamais amei assim"
História de amor de Ritinha e Marcos.
A força do querer
INICIADA: 15/07/2024
TERMINADA:
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MARCOS ESTAVA SENTADO NO SOFÁ, OS COTOVELOS APOIADOS NOS JOELHOS, OS OLHOS FIXOS NO CHÃO COMO SE PROCURASSE RESPOSTAS PARA TODA AQUELA CONFUSÃO. O PEITO PESAVA, E A MENTE NÃO LHE DAVA TRÉGUA. EM UM ÚNICO DIA, SUA VIDA TINHA VIRADO DE CABEÇA PARA BAIXO. DESCOBRIRA QUE SEU PAI ESTAVA VIVO. QUE ZECA, SEU MAIOR RIVAL, ERA NA VERDADE SEU IRMÃO. E QUE JOSÉ... JOSÉ PODIA NÃO SER SEU FILHO.
A dor dessa última possibilidade era insuportável. Ele não conseguia aceitar. José era seu menino, seu bebê, e pensar que talvez não tivesse nenhum laço de sangue com ele era como sentir o chão se abrir sob seus pés.
Joyce, sentada ao lado dele no sofá, olhava para o filho com um misto de compaixão e irritação. A raiva que sentia por Ritinha transbordava em cada palavra.
— Eu te falei que essa garota era problema, mas como sempre, eu era errada. — Ela disse, cruzando os braços. — Desde o primeiro dia, eu senti que tinha um trem errado com essa garota.
Marcos suspirou, passando as mãos pelo rosto cansado.
— Mãe, chega. — Pediu, a voz carregada de cansaço. — Não precisa falar o que eu já sei.
Joyce ignorou.
— Ela mentiu, te enganou, te fez de bobo! — Ela disse, indignada. — E agora? Agora você tá aí, sofrendo por alguém que não vale nada.
Marcos fechou os olhos por um instante, tentando conter a dor que crescia dentro dele. Mas não adiantava. A mágoa queimava como fogo, consumindo cada pedaço de sua paz.
— O que mais me preocupa é José. — Sua voz saiu embargada. — Eu sou pai dele, eu sou!
Joyce suspirou, vendo o sofrimento nos olhos do filho. Ela suavizou um pouco o tom, colocando a mão no rosto dele e depositando um beijo na sua testa.
— Independente de qualquer coisa, você sempre será o pai dele. — Disse com ternura. — Você criou esse menino, você ama ele, e isso nunca vai mudar.
Marcos sentiu as lágrimas queimarem seus olhos, mas as engoliu. Ele precisava ser forte, mas estava tão difícil...
— Você é forte, meu filho. — Joyce continuou, segurando as mãos dele. — Você vai esquecer essa mulher, vai arrumar uma boa esposa, alguém à sua altura. E vai ficar com a guarda do José, porque é você quem merece criá-lo.
Marcos afundou o rosto nas mãos, sentindo o peso daquelas palavras. Ele queria acreditar que tudo ficaria bem, que o futuro guardava algo melhor para ele e José. Mas, naquele momento, tudo parecia um grande vazio.
Joyce, por outro lado, continuava destilando sua mágoa.
— Ela é fútil, não se apega a nada. — Disse com desprezo. — Intuição de mãe não falha. Desde o começo eu vi que essa menina ia te trazer problemas.