Capítulo 22

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MARCOS SENTIU O PEITO SE EXPANDIR, COMO SE O AR VOLTASSE A PREENCHER SEUS PULMÕES DEPOIS DE DIAS SUFOCANTES

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MARCOS SENTIU O PEITO SE EXPANDIR, COMO SE O AR VOLTASSE A PREENCHER SEUS PULMÕES DEPOIS DE DIAS SUFOCANTES. OS OLHOS MAREJADOS REFLETIAM A INTENSIDADE DO MOMENTO, E UM SORRISO BROTOU EM SEUS LÁBIOS, UM SORRISO VERDADEIRO, ALIVIADO, CARREGADO DE UM AMOR QUE NÃO PODERIA SER MEDIDO. ELE OLHAVA PARA ZECA, MAS ERA COMO SE VISSE O PRÓPRIO DESTINO SE REALINHANDO. TUDO QUE TEMIA PERDER, TUDO QUE ESTAVA À BEIRA DE DESMORONAR, AGORA FAZIA SENTIDO NOVAMENTE. O EXAME DE DNA NÃO APENAS CONFIRMAVA UMA VERDADE BIOLÓGICA, MAS REAFIRMAVA O QUE SEU CORAÇÃO SEMPRE SOUBE—JOSÉ ERA SEU FILHO. SEU MENINO. SEU SANGUE.

A emoção transbordava em sua voz quando ele finalmente soltou as palavras que lhe queimavam na garganta.

— É meu! — Disse, com a voz embargada, o peito subindo e descendo com a respiração acelerada. As lágrimas ameaçavam cair, mas ele não se importava. — Ele é meu, meu filho!

O peso da incerteza que carregava nos ombros se dissipava aos poucos, e a alegria era quase esmagadora. Cada célula do seu corpo vibrava com o alívio de saber que aquele laço nunca poderia ser quebrado, que ninguém poderia arrancar José dele. Sentia uma onda de orgulho e pertencimento que o fazia se sentir mais vivo do que nunca. Seu sorriso se alargou, e ele riu, um riso misturado com soluços contidos, um riso de quem acabava de receber de volta o que julgava perdido.

Zeca, que acompanhava tudo com uma mistura de empatia e expectativa, soltou um longo suspiro, como se finalmente pudesse descansar. Ele também estava aliviado, mas por motivos diferentes. Durante dias, viveu com a possibilidade incômoda de que José pudesse ser seu filho, o que o ligaria a Ritinha para sempre de uma forma que ele jamais quisera. Saber que esse vínculo seria o mínimo possível era um alívio indescritível. Ele não precisava de mais laços complicados com aquela mulher, não precisava de mais uma guerra emocional em sua vida. 

Ele olhou para Marcos, viu a felicidade pura em seu rosto, e não conseguiu evitar o sorriso. Por mais desentendimentos que tivessem no passado, por mais rivalidade que houvesse entre eles, naquele momento, a única coisa que importava era o fato de que Marcos havia recebido a melhor notícia de sua vida. 

— Fico feliz por você! — Disse com sinceridade, a voz carregada de cumplicidade.

Sem hesitar, Zeca abriu os braços e puxou Marcos para um abraço firme, um gesto simples, mas cheio de significado. Não havia rivalidade, não havia disputas ou ressentimentos naquele instante. Apenas dois homens, dois irmãos, que de maneiras diferentes se viram presos na mesma trama complicada. E, agora, o destino lhes dava uma resolução clara.

Marcos retribuiu o abraço, fechando os olhos por um breve momento, sentindo o calor da emoção ainda vibrando em seu peito. Era real. José era dele. E nada, nem ninguém, poderia mudar isso.

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Marcos segurava José com firmeza, sentindo o peso leve do filho contra o peito, como se finalmente tivesse em mãos a peça mais importante de sua vida. O pequeno se aninhava nele com total confiança, os olhos sonolentos piscando devagar enquanto o pai o embalava com passos lentos pela sala.

𝐌𝐄𝐑𝐌𝐀𝐈𝐃 | 𝑹𝒊𝒕𝒊𝒏𝒉𝒂 / 𝓐 𝓯𝓸𝓻𝓬𝓪 𝓭𝓸 𝓺𝓾𝓮𝓻𝓮𝓻Onde histórias criam vida. Descubra agora