Capitulo 19

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MARCOS ENTROU EM CASA COM PASSOS PESADOS E IMPACIENTES

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MARCOS ENTROU EM CASA COM PASSOS PESADOS E IMPACIENTES. ASSIM QUE ATRAVESSOU A PORTA, BATEU-A COM FORÇA, FAZENDO UM BARULHO SECO ECOAR PELA SALA, COMO SE O IMPACTO REVERBERASSE PELAS PAREDES E DENUNCIASSE O PESO DA RAIVA QUE ELE CARREGAVA. SEUS OMBROS ESTAVAM RÍGIDOS, OS PUNHOS FECHADOS AO LADO DO CORPO, E SUA MANDÍBULA TRINCADA DEIXAVA EVIDENTE O ESFORÇO PARA CONTER A FÚRIA. OS OLHOS, GERALMENTE CALMOS, AGORA FERVIAM COM UMA INTENSIDADE QUASE PERIGOSA.

— Não quero você indo lá, entendeu? — Sua voz saiu carregada, cortante, como uma lâmina afiada atravessando o ar.

Atrás dele, Ritinha entrou apressada, o peito subindo e descendo com a respiração acelerada. A raiva que a impulsionava era diferente da dele, mais quente, mais teimosa. Parou no meio da sala, cruzou os braços sobre o peito e lançou um olhar desafiador ao marido, como se não se intimidasse nem um pouco com a postura rígida dele.

— Égua, que tu não manda em mim! — retrucou, a voz carregada de indignação.

Marcos se virou de súbito, o olhar faiscando. Os músculos do pescoço retesaram, e ele cerrou ainda mais os punhos ao lado do corpo, como se precisasse de um esforço gigantesco para não explodir.

— Não mando mesmo! — rebateu no mesmo tom, seu peito subindo e descendo com força. — Mas você é minha esposa, mãe do meu filho, você me deve respeito, assim como eu te devo! Se eu pedi pra você não ir lá, é porque eu tenho motivos!

Ritinha estreitou os olhos. Seu queixo se ergueu um pouco, um gesto típico dela quando queria provar um ponto.

— Ela não virou bicho, não! — rebateu, elevando um pouco mais a voz. — Por isso vou deixar de olhar na cara dela? Deixo nada!

Marcos passou a mão pelos cabelos em um gesto exasperado. Sentia o sangue pulsando em suas têmporas, a frustração crescendo como uma tempestade dentro dele.

— Não é sobre isso, Ritinha! Eu investiguei o Rubinho, eu sei com quem ele tá metido. Ele faz parte de uma quadrilha perigosa! Você é mulher de policial, coloca isso na sua cabeça! — Ele bateu no próprio peito, a raiva fervendo a cada palavra. — Bandidos e policiais não são amigos, não são!

— Bibi é minha amiga! — Ritinha insistiu, o rosto corado pelo calor da discussão.

Marcos soltou uma risada sarcástica e descrente.

— Amiga?! Vocês só se viram duas vezes! — rebateu, estreitando os olhos. — Ou mentiu pra mim?

Ritinha bufou alto, o desgosto estampado no rosto.

— Menti, que não sou mentirosa! — exclamou, batendo a mão na perna com força. — Te lascar!

Sem se dar conta, ela deu um passo à frente, encurtando a distância entre os dois. Seus olhos brilhavam com uma mistura de indignação e desafio, mas também de algo mais profundo, um ressentimento que ela não costumava demonstrar.

𝐌𝐄𝐑𝐌𝐀𝐈𝐃 | 𝑹𝒊𝒕𝒊𝒏𝒉𝒂 / 𝓐 𝓯𝓸𝓻𝓬𝓪 𝓭𝓸 𝓺𝓾𝓮𝓻𝓮𝓻Onde histórias criam vida. Descubra agora