"Sereia, te amo, te quero, comigo
Pelas estradas por onde eu andei
Alguém igual eu nunca encontrei
Você é tudo que eu quero pra mim
Jamais amei assim"
História de amor de Ritinha e Marcos.
A força do querer
INICIADA: 15/07/2024
TERMINADA:
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A PENUMBRA SUAVE DO QUARTO ERA QUEBRADA APENAS PELA LUZ AMARELADA DO ABAJUR, QUE ILUMINAVA O ROSTO CANSADO, MAS SERENO, DE MARCOS. ELE ESTAVA SENTADO NA CAMA, SEGURANDO JOSÉ MARCOS COM DELICADEZA, BALANÇANDO-O SUAVEMENTE PARA GARANTIR QUE O PEQUENO CONTINUASSE DORMINDO. O SOM DAS GOTAS DE ÁGUA NO BANHEIRO DENUNCIAVA QUE RITINHA ESTAVA TERMINANDO DE SE ARRUMAR.
Pouco depois, ela saiu do banheiro, com os cabelos ainda úmidos caindo pelos ombros. Ritinha caminhou até a cama, sentando-se ao lado de Marcos, o olhar preguiçoso e uma expressão de leve curiosidade no rosto.
— Amor, quando você sair do serviço compra bombom pra mim? — pediu com aquele tom que misturava inocência e charme, enquanto começava a mexer nas mechas do cabelo com os dedos.
Marcos levantou os olhos para ela, ainda distraído com o filho.
— Mas eu trouxe. — Ele disse, ajustando a chupeta na boca do bebê com uma mão experiente e cuidadosa.
Ritinha franziu o rosto, o tom ligeiramente dramático surgindo.
— Aquilo não é bombom não, Marcos. — Ela balançou a cabeça, já caminhando até a penteadeira para pegar a escova e começar a pentear os cabelos.
Ele arqueou uma sobrancelha, um sorriso divertido brincando nos lábios.
— Então, o que é aquilo? — perguntou, já rindo da implicância da esposa.
Ritinha parou por um momento, encarando-o pelo reflexo do espelho, com aquele brilho travesso nos olhos.
— Égua, que tu não sabes o que é bombom não? — disse, soltando uma risada que era quase uma provocação.
Marcos riu mais alto, sacudindo a cabeça como quem desistia da discussão.
— Acho que não... — Ele se levantou da cama com cuidado, levando o pequeno José Marcos até o berço. Deitou o bebê com delicadeza, ajeitando o cobertor com movimentos lentos, como se quisesse prolongar aquele momento de paz.
Ritinha se virou na cadeira, a escova ainda nas mãos, e gesticulou com entusiasmo.
— Aquele que tu embrulha no papelzinho, sabe?
Ele franziu a testa, se fingindo de confuso, mas o sorriso no rosto o entregava.
— Bala, o nome disso é bala. — respondeu, caminhando em direção a ela. — É isso que você quer?
Ritinha bufou, revirando os olhos como se a resposta dele fosse um absurdo.
— É bombom. — insistiu, balançando a cabeça com firmeza.
Marcos riu baixinho, aproximando-se dela e parando bem à sua frente.
— Tá bom, eu vou trazer o bombom, tá? — Ele passou os dedos pelos cabelos dela, ainda úmidos, e inclinou-se para beijar sua cabeça. — Quer ir comigo?