"Sereia, te amo, te quero, comigo
Pelas estradas por onde eu andei
Alguém igual eu nunca encontrei
Você é tudo que eu quero pra mim
Jamais amei assim"
História de amor de Ritinha e Marcos.
A força do querer
INICIADA: 15/07/2024
TERMINADA:
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MARCOS ENTROU NA CASA DE JEIZA COM O CORAÇÃO PESADO E OS PENSAMENTOS CONFUSOS. ELE SENTIA QUE ALGO ESTAVA ERRADO DESDE O MOMENTO EM QUE ELA APARECEU NA CASA DE EDNALVA, COM OS OLHOS VERMELHOS E A VOZ TRÊMULA. ELE SE SENTOU NO SOFÁ, OS OMBROS TENSOS, AS MÃOS ENTRELAÇADAS COMO SE TENTASSE SEGURAR A ANSIEDADE QUE CRESCIA DENTRO DELE.
Jeiza estava em pé à sua frente, os braços cruzados como se isso pudesse impedir seu coração de partir ao contar a verdade. Ela olhou para Marcos, vendo a expectativa e a angústia em seus olhos. Respirou fundo, tentando encontrar coragem para continuar.
— O que está acontecendo, Jeiza? — A voz de Marcos saiu tensa, carregada de preocupação. — O que você ia me contar sobre a Ritinha e o Zeca?
Jeiza sentiu um nó na garganta. Como falar aquilo? Como destruir as ilusões de alguém que só queria proteger a família? Ela desviou o olhar por um segundo, tomando coragem. Então, finalmente, as palavras saíram:
— A Ritinha já era casada com o Zeca quando se casou com você.
O tempo pareceu parar. Marcos ficou imóvel, os olhos arregalados, como se não tivesse entendido direito. Um silêncio sufocante tomou conta do ambiente. Era como se o ar tivesse ficado denso demais para respirar. A mente dele rejeitava o que acabara de ouvir, como se seu cérebro tentasse protegê-lo da dor devastadora que aquilo causaria.
— A minha Ritinha? — Ele se levantou lentamente, os olhos fixos em Jeiza, como se ela estivesse dizendo um absurdo. — Tá dizendo que a mulher que eu me casei na igreja... era casada? Que o meu casamento, na verdade, não existe?
Seu rosto estava pálido, os lábios tremiam enquanto ele tentava processar a informação. Ele se sentia traído, enganado. Tudo o que ele acreditava sobre sua vida, seu casamento, sua família, desmoronava diante dele. Ele olhou ao redor como se o mundo ao seu redor estivesse desmoronando junto com ele.
Jeiza sentiu uma dor profunda ao vê-lo assim. Ela sabia que estava destruindo o coração de Marcos, mas ele precisava saber a verdade. Ainda assim, a culpa apertava seu peito como um peso insuportável.
— Eu sinto muito, Marcos. — A voz dela saiu baixa, embargada pela tristeza. Ela sabia que nenhuma palavra poderia amenizar a dor que ele estava sentindo.
Marcos balançou a cabeça, tentando afastar o choque e a dor que ameaçavam dominá-lo. Sua mente estava uma bagunça, mas um pensamento surgiu com força total.
— Cadê meu filho? — Ele perguntou, a voz tremendo, os olhos marejados de lágrimas. Era como se ele estivesse tentando se agarrar a algo que ainda fizesse sentido. José. José era seu filho. Nada podia mudar isso.
Jeiza hesitou, sabendo que o pior ainda estava por vir. Ela viu o desespero nos olhos de Marcos e sentiu o próprio coração se partir ao ter que continuar.
— Tem isso também. — Ela disse, a voz suave, quase implorando para que ele não reagisse da pior maneira. — Ele pode ser filho do Zeca, inclusive tá com ele nesse momento.