Capítulo 25

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MARCOS EMPURROU DEVAGAR A PORTA DO QUARTO, OS PASSOS AINDA CARREGANDO O PESO DO DIA — O UNIFORME ESCURO, A EXPRESSÃO TENSA DE QUEM CONVIVE DIARIAMENTE COM O LIMITE ENTRE ORDEM E CAOS

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MARCOS EMPURROU DEVAGAR A PORTA DO QUARTO, OS PASSOS AINDA CARREGANDO O PESO DO DIA — O UNIFORME ESCURO, A EXPRESSÃO TENSA DE QUEM CONVIVE DIARIAMENTE COM O LIMITE ENTRE ORDEM E CAOS. MAS BASTOU CRUZAR A SOLEIRA E LEVANTAR O OLHAR PARA QUE O MUNDO LÁ FORA COMEÇASSE A SE DISSOLVER.

Ritinha estava ali. Sentada à penteadeira, com a toalha branca enrolada firme no corpo ainda úmido, deixando os ombros nus à mostra e pequenas gotinhas de água escorrendo pela curva do pescoço. O quarto inteiro parecia perfumado, embriagado pelo banho de cheiro que ela sempre usava — aquele aroma doce e exótico de ervas e flores amazônicas que anunciava sua presença antes mesmo do toque.

Ela penteava os cabelos longos e encharcados com movimentos lentos e quase hipnóticos, os fios colando nas costas nuas. O abajur ao lado iluminava sua pele com uma luz quente e suave, fazendo com que cada curva, cada detalhe de seu corpo molhado, ganhasse contorno de escultura viva. Quando o viu, seus olhos brilharam com uma alegria misturada a desejo — e ela mordeu o lábio inferior com aquele gesto instintivo e sedutor que só ela sabia fazer, como se dissesse tudo sem precisar dizer nada.

— Oi, amor... — murmurou sorrindo.

Ritinha se virou devagar, deixando a toalha deslizar um pouco mais nas coxas, e se levantou. Foi até ele, parando bem na frente. Com as mãos, segurou o rosto dele com leveza e colou seus lábios nos dele num beijo lento, úmido e silenciosamente intenso — um beijo que misturava saudade, provocação e promessa.

Marcos sentiu o cheiro do banho dela invadir os pulmões como um feitiço. O toque dela era quente contra a frieza da farda.

— Oi, minha sereia... — Marcos disse com um sorriso baixo e apaixonado, segurando com carinho o rosto dela entre as mãos grandes e firmes. Beijou sua testa, depois o nariz, depois os cantinhos da boca, e por fim os lábios — vários beijos pequenos, leves, como se estivesse marcando território em cada pedaço do rosto que tanto amava.

Ritinha fechou os olhos com um sorriso de quem se sentia protegida, desejada, encantada.

— Conversei com um corretor de imóveis hoje... — ele disse entre um beijo e outro. — Tô vendo uma cobertura pra gente. De frente pro mar.

Por um segundo, o tempo parou no olhar dela.

— Tu tá falando sério, Marcos? — a voz de Ritinha saiu num sussurro emocionado, como se ela tivesse medo de acreditar. Mas ele apenas assentiu com um sorriso terno, os olhos nos dela.

Ela soltou um gritinho agudo, e passou os braços em volta do pescoço dele, Marcos teve que segurar firme pela cintura pra não cair pra trás.

— Eu vou acordar na frente do mar todo dia, é? — ela perguntou ofegante, os olhos brilhando.

𝐌𝐄𝐑𝐌𝐀𝐈𝐃 | 𝑹𝒊𝒕𝒊𝒏𝒉𝒂 / 𝓐 𝓯𝓸𝓻𝓬𝓪 𝓭𝓸 𝓺𝓾𝓮𝓻𝓮𝓻Onde histórias criam vida. Descubra agora