Caos

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Tá, não ficou nada bem. Eu não sei onde o Luffy está, os piratas estão invadindo a ilha e só tem eu e o Usopp aqui. Zoro se perdeu em algum momento e agora tá tudo um caos.

— Isso é ruim, isso é muito ruim! — Usopp começou a correr de um lado para o outro, agitando os braços como se estivesse tentando apagar um incêndio invisível. — Eles estão no norte, mas disseram que iam atacar pelo sul! Eles mentiram!

— Isso é uma estratégia, Usopp. — Tentei soar calmo, mas minha própria voz parecia meio trêmula. — Acho que você entende disso...

Ele parou por um segundo, me lançando um olhar quase indignado.

— Eu não sou tão mau assim! — protestou, mas logo desviou os olhos. — Tá bom, talvez um pouquinho... Mas não agora! Temos que fazer alguma coisa antes que eles cheguem à vila!

Respirei fundo. Minha mente estava rodando, tentando processar tudo de uma vez. Estávamos completamente sozinhos contra os piratas, e, honestamente, eu não sabia se meus poderes seriam suficientes. Olhei para o céu por um instante, tentando encontrar algum conforto em meio à confusão.

— Yuri! — Usopp me sacudiu pelo ombro. — Tá comigo?

— Tô, tô sim. — Balancei a cabeça, voltando ao momento. — Vamos para o norte. Não podemos deixá-los passar.

O cenário à nossa frente parecia um pesadelo. Kuro, com sua presença imponente, se aproximava lentamente, acompanhado por seus homens. O sol se punha, criando uma aura sombria que parecia refletir a tensão no ar. 

Zoro estava claramente machucado demais para lutar, suas feridas ainda frescas. 

Luffy, ainda estava na hipnose de Jango.

 Nami e Usopp estavam paralisados pelo medo, as palavras travadas nas bocas deles.

Eu sentia a pressão aumentar, o peso da responsabilidade caindo sobre mim. Estávamos completamente sozinhos agora. O que mais podíamos fazer? Como íamos enfrentar aquele bando de piratas implacáveis?

Kuro ergueu uma mão, um sorriso maléfico no rosto, enquanto se preparava para dar a ordem final.

— Não tem mais escapatória. Esta ilha será minha, e todos vocês... — ele fez uma pausa, olhando para os fracos e machucados membros da tripulação — ... vão desaparecer.

O som de seus passos firmes ecoava, mas, de repente, uma voz interrompeu sua sentença.

— Espere!

Todos viraram a cabeça, e a figura de Kaya apareceu na entrada da vila, andando rapidamente em nossa direção. O que ela estava fazendo aqui? Ela não deveria estar em segurança, longe de tudo isso?

Kuro também pareceu surpreso, mas logo seu sorriso se ampliou, como se tivesse calculado essa reação.

— Kaya... — ele disse, uma risada contida em sua voz. — Você veio fazer o quê? Pedir misericórdia? Ou talvez queira ver seus amigos morrerem na minha mão?

Kaya não hesitou. Ela deu um passo à frente e, com a cabeça erguida, respondeu com uma voz firme:

— Eu não vim pedir misericórdia, Kuro. Eu vim negociar.

O ar pareceu congelar por um instante. Até mesmo Usopp e Nami olharam para Kaya com uma expressão de confusão. Como ela poderia negociar com aquele monstro? Mas algo em seus olhos dizia que ela tinha um plano.

Kuro a observou por um momento, avaliando a situação. Seu sorriso diminuiu um pouco, mas ainda estava cheio de malícia.

— Negociar? Com você? — Kuro riu. — Eu não tenho interesse em negociar com você, Kaya. Só tenho interesse no que está à minha frente. O que mais você pode oferecer?

ᴏ ꜰᴀɴᴛᴀꜱᴍᴀ ᴅᴏ ᴍᴀʀ - 𝙊𝙣𝙚 𝙋𝙞𝙚𝙘𝙚Onde histórias criam vida. Descubra agora