O fim do confronto

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A luta contra Kuro chegou a um clímax caótico e, honestamente, confuso para mim. Meu coração ainda batia acelerado, e meus poderes, que eu havia usado mais do que pretendia naquele dia, pulsavam em alerta. Eu não podia deixar transparecer que estava exausto.

Kuro tentou mais uma vez sua técnica, Shakushi, mas Luffy, com sua imprevisibilidade e resistência sem fim, fez algo que me deixou boquiaberto.

 Ele usou seu corpo de borracha para prender o ex-mordomo, limitando seus movimentos com precisão quase instintiva. Antes que pudesse piscar, Luffy esticou o pescoço e desferiu um poderoso Gomu Gomu no Kane, acertando a cabeça de Kuro com tanta força que o som ecoou pela clareira.

O ex-mordomo caiu inconsciente, e por um momento, tudo ficou em silêncio. Até mesmo o vento pareceu parar.

Eu soltei um suspiro aliviado, tentando processar o que havia acabado de acontecer. Luffy, por outro lado, simplesmente ficou lá, com aquele sorriso inabalável no rosto, e virou-se para os piratas restantes, ordenando que saíssem da ilha.

Eles não hesitaram. Recolheram Kuro e desapareceram na mata, carregando seu líder derrotado.

Enquanto isso, Zoro e Usopp surgiram na floresta, exaustos, mas determinados a proteger Kaya. Zoro, mesmo machucado, cortou uma árvore para abrir passagem, e Usopp, com seu estilingue, lançou uma pequena esfera explosiva que acertou em cheio o rosto de Jango, derrubando-o.

— Isso foi por tentar hipnotizar todo mundo! — Usopp gritou, embora sua voz tivesse mais nervosismo do que bravura.

Ele se aproximou das crianças que estavam por perto e pediu para que não contassem nada ao vilarejo. Eu pude sentir a sinceridade em sua voz; ele queria proteger a paz da vila.

Quando finalmente nos reunimos, Kaya, ainda fraca, agradeceu a todos pela ajuda. Seus olhos brilharam de gratidão, e eu desviei o olhar, ainda envergonhado por tudo o que havia acontecido mais cedo.

Luffy estava radiante, claro, agindo como se nada tivesse acontecido.

— Conseguimos, pessoal! Agora, é hora de festa! — ele exclamou, rindo.

— Você não acha que deveríamos descansar primeiro? — Nami sugeriu, cruzando os braços.

Enquanto eles discutiam, Usopp se virou para as crianças que o seguiam. Ele deu um sorriso triste, mas determinado, e anunciou que iria desmanchar os Piratas Usopp.

— Vocês precisam encontrar suas próprias ambições, seus próprios sonhos. Eu vou me tornar um verdadeiro pirata, então preciso que vocês fiquem aqui e cuidem da vila, tá bom?

As crianças, relutantes, concordaram, embora fosse óbvio que sentiriam sua falta.

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Depois de toda a confusão e as batalhas que marcaram aquele dia, o clima na Vila Syrup finalmente parecia se acalmar. O sol estava se pondo, tingindo o céu com tons dourados e avermelhados, e a brisa suave trazia um alívio que eu não sabia que precisava até então.

Kaya, com um sorriso tímido, se aproximou de nós, sua expressão cheia de gratidão. Ela havia nos presenteado com algo que parecia tão grandioso quanto um tesouro — o Going Merry, uma caravela projetada por Merry. 

O navio, que parecia ter vida própria em cada tábua de madeira, era o símbolo perfeito de tudo o que vivemos juntos naquela ilha: luta, coragem e, acima de tudo, amizade.

"Que fofo..uma ovelha"

— Isso é para vocês, — Kaya disse, com a voz suave, mas cheia de sinceridade. — Eu não posso agradecer o suficiente por tudo o que fizeram. Este é o meu presente para vocês, como um sinal de minha eterna gratidão.

ᴏ ꜰᴀɴᴛᴀꜱᴍᴀ ᴅᴏ ᴍᴀʀ - 𝙊𝙣𝙚 𝙋𝙞𝙚𝙘𝙚Onde histórias criam vida. Descubra agora