E se você se apaixonasse por sua "maior" rival?
Cheryl e Toni não se gostam, isso não é novidade para ninguém.Todo esse ódio muda quando Cheryl decide passar uns dias em São Paulo, obviamente elas não se deram bem de cara,mas depois elas vão percebe...
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CHERYL BLOSSOM
Eu nunca tinha sentido tanta paz quanto naquele momento. Estávamos todos reunidos na sala, rindo e conversando. Era raro ter esses momentos em que tudo parecia tão certo, tão no lugar. Eu estava no sofá com Toni, minhas pernas apoiadas por cima das dela, enquanto ela brincava com meus dedos distraidamente.
Antonella estava sentada no chão, mexendo em um álbum de fotos antigas. Minha mãe, meu pai e minha avó estavam espalhados pela sala. A conversa fluiu entre lembranças de infância, planos futuros e as típicas histórias engraçadas da dona Lúcia. Era um momento perfeito, tão comum e ao mesmo tempo tão especial.
Toni parecia mais à vontade do que eu já a tinha visto em muito tempo. Era fácil esquecer qualquer preocupação quando estávamos todas juntas assim.
Até que alguém bateu na porta.
O som foi firme, decidido, e cortou o clima leve da sala como uma faca. Minha avó, sendo quem era, se levantou antes que qualquer outra pessoa pudesse reagir.
— Deixa que eu atendo – ela disse, ajeitando a manta que estava em seus ombros.
— Será que é algum entregador? – perguntou meu pai.
Mas o sorriso desapareceu quando a porta se abriu e três policiais apareceram na entrada.
— Boa noite, senhora. Estamos aqui para falar com Antoniete Topaz
O tempo pareceu parar. Minhas mãos automaticamente apertaram as de Toni, que estavam descansando no meu colo. O olhar dela se fixou nos policiais, mas ela não disse nada.
— O que é isso? – minha mãe perguntou, confusa.
— Preciso que a senhora nos acompanhe – continuou a policial, direto, olhando para Toni.
— Não. Vocês não vão levar ela. – eu disse, sentando-me mais reta no sofá, mas a mão de Toni me impediu de levantar completamente.
— Cheryl, calma.
— Calma? Elas estão aqui pra te prender! Como eu vou ficar calma?
Ela olhou para mim com uma expressão que eu nunca tinha visto antes. Havia uma mistura de medo e aceitação, como se ela soubesse que isso poderia acontecer.
— Eu não vou – ela finalmente disse as policiais, com a voz firme.
Duss delas deram um passo à frente, e foi quando a tensão na sala ficou palpável. Minha avó olhou para mim, depois para Toni, depois para as policiais, claramente tentando entender o que estava acontecendo. Meu pai cruzou os braços, mas ficou em silêncio. Antonella estava encolhida no canto, com os olhos arregalados, sem entender nada.