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LUNA

Acordei com o barulho das mensagens chegando no celular

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Acordei com o barulho das mensagens chegando no celular. O grupo estava agitado, todo mundo combinando de almoçar juntos antes da revanche à noite. Ainda com sono, rolei na cama e conferi as notificações. Entre elas, uma era do Apollo:

"Podemos conversar direito hoje?"

Parte de mim queria responder de imediato e resolver logo essa bagunça, mas a outra parte dizia para focar no momento e não nele. Deixei o celular de lado e levantei para me arrumar.

No restaurante, a energia era contagiante. Todos rindo e eu me sentia bem, mais leve. Neo se aproximou com um sorriso provocativo.

— Preparada para hoje? espero que a gente finalmente caia na mesma chave já que ontem não rolou. — ele perguntou, se sentando ao meu lado.

— Sempre. — sorri de canto.

— Quero ver se seu papo era verdade mesmo. — ele brincou.

— Ah, então além de rimar bem, também gosta de provocações? — retruquei rindo.

Nosso desafio no palco prometia ser intenso, e eu estava empolgada para essa batalha.

Mais tarde, no Buraco do Lume, o clima era diferente. A galera estava mais focada, os olhares afiados, prontos para a revanche. Antes da batalha começar, Apollo se aproximou novamente.

— Vai me ignorar o dia todo? — ele perguntou, cruzando os braços.

— Não estou te ignorando, só estou priorizando o que é importante pra mim. — respondi séria.

Ele pareceu engolir em seco, mas assentiu. Antes de se afastar, disse:

— Eu só queria que soubesse que independente do que aconteceu entre a gente, eu torço por você hoje.

Dessa vez, não respondi. Apenas segui em direção ao palco, determinada.

As batalhas foram intensas e eu passei para final contra Neo. Ele não pegou leve, e eu também não. As rimas fluíram como se fizessem parte de mim, e o barulho da plateia me dava mais força. Foi disputado até a ultima volta, mas a Norte levou novamente. Eu me sentia viva, no meu auge.

Após a batalha, fomos todos comemorar em um bar ali perto. O clima era de vitória, e eu aproveitava cada segundo. Sentada na mesa observando o local, senti alguém se sentar ao meu lado. Era Apollo.

— Eu sei que não é o momento, mas só queria dizer que... você brilhou hoje. — ele disse, olhando ao redor comigo.

— Eu sei. — sorri, sem desviar o olha.

Dessa vez, a paz dentro de mim era maior do que qualquer dúvida. Ainda não sabia o que ia acontecer com a gente, mas sabia de uma coisa: essa viagem era minha, e eu estava exatamente onde deveria estar.

ECLIPSE, apollo mcOnde histórias criam vida. Descubra agora