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LUNA

Assim que terminamos o café, Apollo pagou a conta sem nem me deixar argumentar

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Assim que terminamos o café, Apollo pagou a conta sem nem me deixar argumentar. Ele tinha essa mania de sempre querer cuidar das coisas, e mesmo que eu insistisse, ele só dava aquele sorriso convencido e mudava de assunto.

Saímos da cafeteria e fomos até o carro dele.

— Você é sempre tão misterioso assim ou é só comigo? — perguntei, cruzando os braços enquanto ele dirigia.

— Só com você. — Ele lançou um olhar rápido na minha direção, com um sorriso de canto. — Mas relaxa, prometo que você vai gostar.

O caminho até o estúdio foi tranquilo, e assim que chegamos, reconheci alguns dos amigos dele.  

— E aí, Apollo! — Um dos amigos dele que eu não conhecia cumprimentou ele com um toque de mão. — Trouxe visita hoje?

— Visita importante. — Apollo piscou pra mim antes de me puxar pela mão. — Vem, quero te mostrar uma parada.

Ele me levou até uma salinha menor dentro do estúdio, onde tinha um computador e um microfone. Sentou-se na cadeira e deu dois toques na mesa, me indicando pra fazer o mesmo.

— Tá, o que é tão secreto assim? — perguntei, curiosa.

Ele respirou fundo, parecendo um pouco nervoso pela primeira vez.

— Eu escrevi algo pra você.

Meu coração parou por um segundo.

— Como assim, pra mim?

— Assim, ó. — Ele me mostrou a tela escrito ''Apollo - Casal maior (guia)'' e deu play na faixa.

A batida começou suave, mas firme. A voz dele entrou logo em seguida, rimando de um jeito que me fez prender a respiração. Fiquei em silêncio, sentindo o rosto esquentar. Apollo me observava atentamente, como se tentasse decifrar minha reação.

— Você escreveu isso pra mim? — Minha voz saiu mais baixa do que eu queria.

— Pra quem mais poderia ser? — Ele sorriu, mas dessa vez havia um resquício de vulnerabilidade ali. — Sei que você tem medo, Luna. Mas eu também tenho. A diferença é que eu tô escolhendo sentir isso com você, não contra você.

Minhas mãos estavam suadas, e pela primeira vez em muito tempo, eu não soube o que dizer. Então fiz a única coisa que fazia sentido: me aproximei e o beijei.

Apollo pareceu surpreso por um instante, mas logo segurou meu rosto com uma das mãos e aprofundou o beijo, lento e intenso.

Quando nos afastamos, ele me olhou com calma.

— Isso significa que você vai parar de fugir?

Sorri.

— Significa que eu tô tentando.

ECLIPSE, apollo mcOnde histórias criam vida. Descubra agora