P & P

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Capítulo 30.

- O que ele está fazendo aqui? - escuto a voz de Sullivan longe, logo atrás do turbilhão de pensamentos que se passavam na minha cabeça.

Henry passa por nós sorrindo. É um idiota arrogante.

Fico contente ao ver o estrago que tinha ficado em seu rosto.

Pelo jeito que Sully está trêmulo, posso dizer que poderia quebrá-lo ainda mais.

- A vadiazinha o domou direitinho, não? - ele é lascivo e sujo. Mas conheço muito bem esse tipo de joguinho que está tentando fazer.

- Cala a boca. - tenho coragem de olhar em seus olhos, e só posso despreza-lo. - Não suporta pensar que perdeu, não é? Você deveria ter vergonha de si próprio agora.

- Vá. - a voz de Rob interrompe a guerra que ameaçava se iniciar. - Nos falaremos em breve.

[...]

- Você sabe que nunca fui desonesto com você... - Sullivan é apressado em falar quando entramos na sala de reuniões com Rob.

Temo pelo trabalho do agente, então me permito me acalmar mentalmente antes de falar qualquer coisa impensada.

Sully é o oposto; seu rosto vermelho e olhos quase saltando pra fora de suas cavidades.

- Eu sei disso, se acalme. - o moreno pede, parecendo longe de querer brigar.

- Por que está tão pacífico? - questiono confusa, não conseguindo me conter. - Henry não estava aqui há alguns segundos atrás metendo o pau na gente?

- Sim, estava. - Sullivan imita minha reação; como se o cara em nossa frente falasse em outro idioma. - Mas não falou nada que eu já não soubesse. - dar de ombros, as mãos enterradas no sobretudo.

- Então você já sabe sobre Sullivan e eu? Pensávamos que estávamos fazendo um ótimo trabalho em esconder.

- Vocês são apenas óbvios demais. - revira os olhos sem dar um sorriso como sempre. Mas há uma pitada de humor ali. - Até o porteiro lá embaixo sabe que são um casal. E embora eu não entenda essa conexão estranha entre vocês dois, sei que é real. Vejo a proteção e a afeição, então respeito isso.

É nítido a surpresa e admiração no rosto de Sullivan. Eles dão as mãos. Homens continuam sendo garotos.

- Obrigada, cara. - apesar de não sermos tão próximos, eu o abraço; contente e grata. Temia que Sullivan perdesse tudo isso por minha causa.

Ele coça a garganta, se afastando sem graça. O toque físico não é o forte dele.

- De qualquer maneira, ele quer nos ferrar. Ele ameaçou expor toda nossa operação. - Rob avisa preocupado.

- Desgraçado... - escuto Sullivan xingar baixo.

Ennis aparece com aquele sorriso cínico na porta; sempre indo contra a energia do atual momento.

- Vocês realmente não têm noção de que têm o melhor cara na equipe de vocês... - ele balança o corpo freneticamente, se abraçando. Aquele sorriso cheio de dentes nunca deixando seu rosto. - Talvez eu tenha hackeado o celular do empresário esquentadinho...

- Ennis... - Sullivan e Rob alertam na mesma hora.

- Eu sei, eu sei. É ilegal. - revira os olhos e remexe os lábios. - Mas eu tenho um pouco de vilão em mim, todos já sabem. Mas e aí, vão querer saber sobre ou preferem ficar de fora?

[...]

Ennis é realmente bom no que fazia. Ele conseguiu hackear o celular de Henry e ter acesso à tudo; infelizmente nos mostrando que o homem é pior do que achávamos.

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