Preparativos

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Capítulo 32.

Pascal sai da escuridão do banheiro e posso visualizar sua imagem com mais precisão agora.

- Shiu, shiu... - ele está com o dedo indicador na boca. Os olhos selvagens e ao mesmo tempo vazios. Acho que eu não conseguiria emitir som mesmo se quisesse. - ... não vai querer que eu coloque uma bala na sua cabeça agora mesmo...

Vou andando para trás lentamente, e ele me acompanha. Eu nunca saindo da mira de sua arma. Quando sinto a cama me sento nela. Estou trêmula e lacrimejando, o soluço preso na garganta.

- Vai fazer a mesma coisa que fez com Diana? - escuto minha própria voz murmurar. Há tanta adrenalina em meu corpo que me sinto entorpecida.

Ele mexe a cabeça minimamente, mas seus lábios estão contraídos com humor.

- Bem que eu queria, garota... Mas é tempo de ser paciente. - ele puxa a pequena cadeira branca ao seu lado e senta nela, numa pouca distância desconfortável. - Parabéns. Agora vai realmente entrar para a equipe. - ele está sorrindo com os dentes, mas ainda parece psicótico.

Ainda estou franzindo o cenho, imóvel. Não tenho certeza como faço para conseguir continuar respirando. Ele sabe que não teria reação minha, a menos que pressionasse mais.

- Quero que tire o rastreador da sua mochila. E quero que me entregue o seu celular também. - ele fala calmamente, dobrando as pernas.

Estreito os olhos.

- Por que eu faria isso?

Ele abre a boca mais uma vez achando graça, apoiando os cotovelos em seus joelhos. É estranho e temeroso ter seu rosto muito perto.

- Não é como se você tivesse escolha. Espero que tenha aproveitado a sua pequena lua de mel. - ele se encosta na cadeira novamente. Se eu não tivesse tão trêmula poderia me assemelhar a uma pedra. Engulo seco. Tento esconder minhas reações porque não quero que saiba o que causa em mim.

- Você só está falando besteiras...

- Você sabe que não estou, Evelyn Walker. Vai escolher ser uma vadia mentirosa até o fim? - ele rir pelo nariz. - Se você não fizer o que estou mandando, a linda casa no campo do seu sogrinho vai amanhecer em chamas. Ou posso pedir para um amigo meu buscar a pequena Sophie na escola...

Minhas mãos se fecham, raivosas. Não consigo esconder o ódio em meus olhos ao fita-lo.

- Philip sabe que está aqui? Ouvi dizer que ele estava ansioso para encontrá-lo. - tento amedronta-lo também, mas parece que não tenho nenhum impacto sobre ele.

- Eu posso machucar todos que você se importa, Ev. E você sabe disso. Da próxima vez, ele não terá a mesma sorte. - está ameaçando Sullivan, bem na minha frente. Deixá-lo vivo não parece opcional em nenhum dos cenários. - Voltando ao nosso plano... você sumirá um pouco da vista do FBI. Isso irá deixa-los ansiosos e desconfiados.

- Por que acha que não vão vim me procurar?

- Porque você estará cercada a todo instante. Eles não vão poder se aproximar sem colocar toda a missão deles em risco. Eles vão desconfiar de você... - ele cruza os braços contente, confortável em me aterrorizar. - E se você tentar me entregar, eu saberei. Não é a única infiltrada. Estou há muito tempo fugindo dos tiras para ser preso agora.

Contrariada e com o choro entalado na garganta, entrego meu celular a ele e o vejo destruir o dispositivo de rastreamento que haviam colocado em minha mochila.

- Fique com esse. - ele me entrega outro aparelho celular; mais precário e simples. - Entrarei em contato.

[...]

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