Por vezes

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Dos demônios famintos que lambem meus neurônios, não sei se te odeio ou se te amo.

Não se me odeio ou me amo.

Por vezes, não sei se estou são, se quero estar são ou se esse advento sequer existe.

Por vezes sou o demônio astuto, mentiroso e miserável.
Por vezes sou só esse humano desgatado, atrsado e contido.

Por vezes, queria ter me afogado naquele dia, perdida na infância, antes de viver todos esses outros dias — antes de viver a melancolia e os questionamentos de hoje.

Queria ter me perdido e me destruído.
Cedida à demônios, sem buscas do melhor dos meus egos.

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