Tortura. Dor. Tristeza. É isso que se vem na mente com a saudade, mas matar a saudade física de um contador que nunca existiu? Como se faz?
Amar é como brincar com fogo, lindo, belo, quente e extremamente perigoso. Uma adolescente apaixonada falando sobre o que sente em um capítulo de um livro em um aplicativo aleatório o qual ninguém nunca fará questão de ler, aquele relato que ficará enterrado, o que é bom, diminuindo as vergonhas e dúvidas de apenas uma adolescente. Uma criança, para muitos. Alguém que está experimentando, começando a viver e descobrindo, finalmente, as dificuldades que a aguarda.
Considero, portanto, isso, seja chamado como for pelas pessoas, como um desabafo, algo apenas para esvaziar uma pequena cabeça criativa antes que essa exploda. Um refúgio, dos muitos presentes nesse celular, sem história, apenas uma onda de palavras que façam ou não sentido.
Uma das coisas que aprecio nos meus momentos livres e solitários acompanhada de meus inseparáveis fones de ouvido enquanto estou em cima da minha cama no ápice da melancolia sentimental é a árvore que vejo todos os dias à frente das grades da minha varanda. Sim, uma árvore linda, coberta por suas folhas verdes e seus minúsculos galhos. Toda vez que observo essa árvore, coisa que faço por horas, sinto uma vontade imensa de registrá-la, mas a humilde câmera do meu celular não permite o registro do jeito que quero, do jeito que vejo, minha câmera não registra a beleza dela. As vezes penso em abusar das minhas habilidades de desenho, mas essas não são das melhores, o que já deixa um sentimento de insatisfação pior do que os registros da câmera do celular. Sobra-me apenas observá-la a noite, manhã ou tarde enquanto me afundo em pensamentos acompanhada das músicas, seja em qualquer estilo ou língua, dizendo as mais variadas coisas.
Hoje em especial resolvi escrever o que passou a me incomodar a algumas semanas, algo que me incomoda e que não tenho a mínima coragem de revelar a ninguém, sou uma medrosa, trancadinha em meu próprio mundo. Talvez eu já tenha ouvido de um ou dois que sou boa com palavras, mas ainda existem pessoas melhores e muito, certo? Quem nunca se sentiu frustrado e derrotado ao ver um trabalho mil vezes melhor que o seu?
Masoquista, talvez eu seja, por lutar pelas coisas que se perdem no ar, investir em talentos errados. Talvez eu apenas esteja ansiosa pelo que vem pela frente, um novo ano com ideias excitantes, porém igual, ou melhor, se tornará igual, igualmente clichê.
Estava lendo, a alguns minutos atrás, uma Fanfic Vkook ( Kim Taehyung, V, e Jeon Jungkook, membros do BTS) uma fic que tratava sobre amor e saudade o que acabou lembrando remotamente a minha vida, por que? Eu explico.
Talvez eu deva ir para o passado? Ou falar da forma mais superficial possível? Bom, não importa.
Um namoro virtual, muito julgado na atualidade pelo que vejo, traz muitos sofrimentos, já vi muitos sofrerem por traições, pessoas que brincam com os sentimentos das outras e por assim vai... Mas o meu, peço para não ser único, peço para que muitos sejam felizes independente das formas diferentes e possíveis de amor. Bom, o meu namoro virtual aconteceu de uma maneira até legal, incrível, mágica, que fazia — e faz — muito bem. No começo, coisa que não lembro muito bem — peço perdão a meu namorado por isso — ele era apenas um garoto que eu conheci na rede social facebook, na simplicidade e na intenção de ter amigos ou apenas alguém para conversar, foi como comecei, porém, ele estava em um momento difícil, ele estava cansado da hipocrisia e crueldade das pessoas, sendo mais velho que eu já havia vivido muito e tão pouco ao mesmo tempo. Sim, no começo éramos amigos, eu apenas uma garota que conseguia o tirar da famosa bad, com o tempo ele pareceu ser alguém bem confiável e confiei parte dos meus problemas, os quais ele tentava me ajudar. Nos acabávamos conversando sobre coisas bobas a maior parte das vezes, fazendo rir e distrair, transformei-o em meu refúgio, já que aquele retardado me ajudou bastante. Acabou que por alguns meses em conversas acabaram mudando o rumo das coisas, ele me fez apaixonar por aquela personalidade brincalhona com muitos traços infantis, o jeito um tanto sensível e sentimental de ser me fez querer protegê-lo e mimá-lo. Os tempos foram passando até que passamos a namorar, ah, oficialmente? Talvez sim, talvez não, não importava, estávamos bem e extasiados em meio a aquelas conversas que tratavam de tudo, horas de mensagens trocadas, mas como tudo tivemos nossos altos e baixos e talvez eu esteja em um dos momentos baixos.
Nós moramos longe e perto uns dos outros, mas como muitos não entendem como algo assim pode acontecer, por muitas coisas triviais e falta de recursos não podemos nos ver. De fato, trocamos "Eu te amo", muitas vezes, três palavras sinceras que hoje, nessas semanas, são poderosas sobre a veracidade. Estava buscando, dentro de livros, atos, vídeos e vidas alheias o significado de amor, cheguei à conclusão de que o amor pode ser florescido, nutrido e esquecido. Sim, sei, amor é algo forte e sério que as pessoas gostam de brincar ou confundem, que crianças da atualidade dizem ter sem ao menos saber o que é, certo, amor nunca acaba? Não sei. Para mim o amor não tem cara, sexo, quantidade, condição, tempo, espaço. Amor é um sentimento lindo que pode ser nutrido, mas também esquecido, como uma semente que se cultivada não se importará com nada e crescerá, mas se descuidada, morre. Aqueles amores que se despedaçam e deixam eternas lágrimas e aqueles que todos almejam que apenas resultam em sorrisos.
Amo meu namorado, posso dizer convicta que o amo. É algo diferente, algo que nunca senti, algo que sustenta as minhas esperanças de encontrá-lo algum dia, algo que diz para eu continuar. O difícil disso tudo é pensar que é cedo, é que ninguém pensa como eu, podemos esperar, lutar por isso, o que eu farei, mas a vida guarda muitas coisas para nós, o meu medo é simples: caso nada dê certo para ele será em vão e talvez seja, mas traz lembranças, vem como experiência. Caso um dia isso acabe, independente do motivo, ele ainda estará no meu coração, lembrarei como uma pessoa importante na minha vida, por que de fato ele é.
Se é tudo maravilhoso, pessoal, por que está escrevendo isso?
Porque não ando muito confortável com certas coisas... Então uma pergunta paira na minha cabeça, uma que ninguém poderá responder por mim: Será que o nosso amor indestrutível, que passou por diversas barreiras, foi destruído?
Eu não ando tendo certeza de muitas coisas na minha vida ultimamente e perante certas brigas que tivemos, como andamos nos comportando... Ainda é amor? Era amor?
Eu queria que meu querido amado e ilustre namorado lesse isso e me ajudasse a recobrar algo que talvez eu acabei perdendo... Algo como confiança, confiança em mim.
De fato, esse é apenas o começo dessa confusão toda e como eu vivo dizendo para ele, mentir irá doer muito mais, apenas acho que invés de fugir dos nossos problemas como covardes deveríamos enfrentá-los e supera-los, está errado?
Amo ele, sei disso, mas quero saber do resto.
Se faz sentido ou não minhas palavras, apenas quis mostrar minha visão conturbada de meus sentimentos embaralhados.
Desculpe se perdeu seu tempo.
— 2017
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Freedom
Non-FictionOnde o grito surge como o uivo de um lobo. Uma busca insaciável por ser livre de correntes que prendem palavras. Coletânea de desabafos. #1 liberte-se 27 de maio de 2021
