Da desconexão até minha surpresa, num choque que quase me levou às masmorras da mente.
Eu nunca imaginei isso, pois o vento fúnebre sopra de repente e não há premonição meteorológica para isso.
Ri da minha incredulidade ao sofrer a perda como se estivesse agarrando minha mão.
Não sei o que aconteceu e fiquei com medo de abrir a gaveta para encontrar os esqueletos.
"Não é da minha conta, não mereço dizer essas palavras", minha mente reforça. Não é meu direito, penso. E penso que vão interpretar errado, tenho medo...
Tenho tanto medo, que a empatia parece errado.
Então, foda-se! Arrependo-me! E guardarei numa garrafa esse arrependimento, porque você merecia mais de mim do que essa timidez estúpida.
Eu te admiro. Te admirei e deveria ter lhe dito isso com todas as palavras. Não para você se importar, mas para que você soubesse meus sentimentos, que era importante, mesmo sem ser. Que desejava-lhe bem, mesmo que não fosse cobrir sua saúde. Que me inspirava em você como pessoa, mesmo que talvez dissessem e digam que não era para tanto.
Vou colocar na garrafa esse arrependimento, moldá-lo em um colar e deixá-lo próximo ao peito, para nunca esquecer o que perdi de você.
O mundo lamenta e chora conforme o babado da sua saia não fará mais ventos. E eu sinto muito, muito mesmo, já que via um caminho de tanto sucesso.
Para Ayla Florêncio, 08/03/2025.
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Freedom
Non-FictionOnde o grito surge como o uivo de um lobo. Uma busca insaciável por ser livre de correntes que prendem palavras. Coletânea de desabafos. #1 liberte-se 27 de maio de 2021
