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Jung Wooyoung Pov's:

Eu não desci para comer, como havia prometido ao meu irmão. Na verdade, assim que Dooshik desapareceu pela janela, uma onda avassaladora de medo me envolveu, como se uma escuridão densa estivesse tomando conta de mim. Hesitei em me aproximar da janela, mas a curiosidade e a necessidade de entender o que estava acontecendo lá fora me puxaram irresistivelmente. Olhei para baixo e, a princípio, a altura me intimidou; o pátio parecia tão distante, quase irreal. Contudo, para minha surpresa, não havia nenhum sinal de vida, nenhum vestígio de Dooshik. Ele desaparecera em questão de minutos, como se tivesse sido engolido pela própria escuridão que o cercava.

Esse súbito desaparecimento me deixou em estado de apreensão, especialmente em relação à segurança da minha família. O que poderia acontecer se aquele homem tentasse algo contra Yeosang ou meu tio? A imagem dele se aproximando dos meus entes queridos me causou um frio na barriga, um aperto no peito que parecia se intensificar a cada segundo que passava. O pensamento de que eles pudessem estar em perigo por causa de mim era insuportável.

Sentado na cama, agarrei meu cabelo com força, como se isso pudesse dissipar a tempestade de emoções que se formava dentro de mim. Queria gritar, queria chorar, mas as lágrimas pareciam secas, e minha voz se calava em um eco silencioso. Hoje, eu precisava ser forte, mesmo que isso parecesse uma tarefa monumental. Era como se uma corrente invisível me prendesse, enquanto a ansiedade e o pânico ameaçavam me consumir por completo.

O quarto estava envolto em uma penumbra inquietante. As sombras dançavam nas paredes, e cada pequeno barulho parecia amplificado, como se o próprio silêncio estivesse me observando. Olhei ao redor, buscando alguma forma de conforto, mas tudo que vi foi o reflexo do meu próprio desespero. A cama desfeita, os lençóis amassados, e a luz que entrava pela janela parecia mais fria do que nunca.

Minhas mãos tremiam enquanto eu tentava me acalmar. Respirei fundo, tentando encontrar um ponto de ancoragem em meio ao caos. Pensei em San, nas horas que passamos juntos, nas promessas feitas sob as estrelas. Ele era a luz no meu caminho, a âncora em meio à tempestade.

Contudo, a dúvida plantada por Dooshik se enraizava em mim, como uma erva daninha que se recusa a ser arrancada.

Eu precisava de um plano. Precisava proteger meu filho, a única coisa que importava naquele momento. O pensamento de que ele estava sob a mesma ameaça que eu me fez sentir um nó na garganta. E se Dooshik decidisse que eu não era mais útil? E se ele tentasse fazer algo contra o nosso bebê? O medo era sufocante, como se uma mão invisível estivesse apertando meu peito, dificultando minha respiração.

Levantei-me lentamente, a dor nas costas me lembrando da fragilidade do meu corpo. Cada movimento era um esforço, mas eu não podia me permitir sucumbir. Olhei para a porta, a barreira que me separava do mundo exterior, e uma ideia começou a tomar forma em minha mente. Precisava de ajuda, precisava que alguém soubesse o que estava acontecendo.

Caminhei em direção à porta, cada passo mais firme do que o anterior. Eu não podia deixar que Dooshik vencesse. Não poderia permitir que o medo me paralisasse. Coloquei minha mão na maçaneta e hesitei por um momento. E se ele estivesse escondido lá fora, esperando por uma oportunidade? O pensamento me fez hesitar, mas a necessidade de segurança superou o pânico.

Eu poderia estar ficando maluco. Já parecia estar de tarde. Meu tio provavelmente não estava em casa, e Yeosang iria encontrar Jongho e San para trazê-los até nossa casa. A solidão se instalava em mim após aquele terror psicológico que eu havia vivido.

Abri a porta devagar, espiando para o corredor. O silêncio era ensurdecedor, mas, para minha surpresa, não havia ninguém à vista. Os ecos de passos distantes e risadas alegres dos meninos subindo as escadas pareciam um bálsamo para minha alma inquieta. Eles estavam aqui, e isso me deu um fio de esperança.

HANABI - Woosan Onde histórias criam vida. Descubra agora