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Choi San Pov's:

Eu só desejava ter chegado à minha cidade de maneira tranquila e serena. No entanto, como sempre, havia pessoas ao meu redor, tocando em mim, esbarrando-se, fazendo perguntas incessantes e exalando feromônios que me deixavam enjoado. Passei por todos, cumprimentando-os com um sorriso forçado e acenos, enquanto Jongho fazia o mesmo, preso a mim de alguma forma, como se tentasse me proteger da multidão que se formava ao nosso redor. O ambiente estava sufocante, e eu não conseguia evitar a sensação de desconforto provocada pelos olhares curiosos e toques desnecessários.

Tentei andar mais rápido, segurando o braço de Jongho com uma força quase angustiante, e logo percebi que os guardas começaram a se aproximar, percebendo nossa volta. Na verdade, chegamos mais cedo do que o esperado, e a desorganização do acolhimento me deixava ainda mais ansioso. Tentei afastar as pessoas, prometendo que responderia suas perguntas mais tarde, por meio de cartas uma prática que sempre mantive, e que, de fato, cumpria.

Meu cavalo, que me levara durante a viagem, já estava sendo conduzido por um cuidador, e eu o observava preocupado. Ele havia machucado o casco em algum ferrolho durante o caminho de volta. Agora, já era tarde da tarde, e o sol estava prestes a se pôr, tingindo o céu de um amarelo suave, salpicado por algumas nuvens que, em sua forma, remetiam a animais fantásticos. Gosto de observar o céu, mas, se pudesse escolher, preferiria fazê-lo à noite, quando as estrelas dançam em um espetáculo silencioso.

Meu desejo ardente era chegar logo ao castelo, apressar-me para ver meu marido. A última vez que o vi tornou-se apenas uma lembrança vaga, uma imagem embaçada, mas sabia que fora um dia repleto de prazer. Os detalhes, no entanto, estavam todos perdidos em meu turbilhão de emoções.

Apesar da dificuldade em me afastar da multidão, após alguns minutos, as pessoas começaram a perceber que estavam sendo excessivamente invasivas. Andei mais um pouco, tentando notar alguma diferença na cidade, mas tudo permanecia em seu devido lugar, como sempre. As barracas estavam posicionadas corretamente, os mercados e comércios menores não apresentavam alterações. Afinal, nada poderia mudar se eu ou Jongho não tivéssemos um dedo nosso nisso.

O Conselho cuidou de tudo com a diligência que eu conhecia, e isso me trouxe um leve alívio. Contudo, não pude deixar de pensar que, por trás dessa aparente normalidade, havia uma infinidade de papéis e responsabilidades que precisavam ser analisados e resolvidos. No entanto, isso não me importava agora. Meu único pensamento era sobre o ômega que conheci há algum tempo, aquele que me cativou assim que me ofereceu seu primeiro sorriso. Era aquele sorriso que eu desejava ver assim que adentrasse os portões do palácio. Queria também passar pelo templo com ele, para fazermos ofertas e agradecer por estarmos juntos.

Anseio por abraçá-lo com toda a força que tenho, sem intenção de soltá-lo por um longo tempo. Imagino acariciar seus cabelos, fazer massagens em seus ombros quando ele se sentir tenso com alguma preocupação trivial, andar a cavalo ao seu lado, nadar na cachoeira sob a luz do sol.

Por isso, meus passos se aceleraram, quase como uma corrida frenética. Meu irmão se esforçava para me acompanhar, e os guardas faziam o mesmo, afastando as pessoas que se aproximavam enquanto corriam atrás de mim.

- Calma, San. Ele está no palácio ainda - Jongho chamou minha atenção quando finalmente me alcançou. - Sei que você está ansioso para vê-lo, mas tem pessoas aqui tentando falar com você, meu irmão.

Um sorriso desdenhoso se formou em meu rosto enquanto minhas pernas longas se moviam rapidamente.

- Eu sei, mas vai me dizer que não está ansioso para ver Yeosang também?

HANABI - Woosan Onde histórias criam vida. Descubra agora