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Narradora

Já tinham se passado dois meses de pura guerra, desentendimento e diversas mortes. O sol começava a se pôr no horizonte, tingindo o céu de laranja e rosa, enquanto San e Jongho, acompanhados de seus primos Song Mingi e Kim Hongjoong, se aproximavam das portas da cidade de Baekje. A atmosfera estava carregada de emoção e celebração, pois a cidade estava em festa pela vitória dos reis e pela visita dos dignitários dos outros reinos. O som de tambores e flautas ecoava, e os aldeões corriam para saudar os seus governantes, suas vozes cheias de alegria e gratidão.

— Finalmente estamos em casa! —exclamou Jongho, seu olhar brilhando de felicidade. — Eu mal posso esperar para ver as reações do povo. Eles devem estar ansiosos por notícias de nós!

San sorriu, sentindo o coração aquecer com o amor e a admiração de seu povo. Ele sempre soube que a responsabilidade de ser um alfa era grande, mas momentos como esse tornavam tudo mais significativo. Ele olhou para seus primos, que compartilhavam de sua alegria.

— Sim, e eu tenho certeza de que eles nos receberão com grande honra — respondeu San, sua voz firme. — Nossa vitória é também a vitória deles.

Hongjoong, sempre mais cauteloso, observou o ambiente ao redor.

— Lembrem-se, irmãos, que as vitórias podem ser efêmeras. Precisamos permanecer vigilantes. A paz é um estado delicado.

— Você sempre tão sério, Hong! — Mingi brincou, sua voz cheia de despreocupação. — Vamos aproveitar este momento antes que a realidade nos alcance novamente.

— Você animado, Song? — Hongjoong perguntou confuso.

— A gente ganhou, porra. É claro que eu estou feliz! — bate meio forte nas costas do mais velho.

A cidade estava em festa, e o cheiro das iguarias sendo preparadas inundava o ar. San sentiu sua barriga roncar, e embora a vitória fosse uma celebração digna, a fome estava começando a se manifestar. No entanto, havia algo mais que ele ansiava: a presença de Wooyoung.

— Precisamos encontrar Seonghwa e Ji-ho! — Hongjoong diz, meio desesperado, olhando para os lados. — Eles devem estar por aí, aproveitando a festa. Não sei porque disse para eles virem antes, agora estou preocupado.

— Deixe isso, hyung! Eles devem estar bem, chega de drama. Vamos logo achar eles. — San respondeu, sua mente ainda vagando para o moreno que habitava seus pensamentos. Ele sentia falta de Wooyoung, e a ideia de não vê-lo o deixava inquieto. O que ele não sabia era que Wooyoung estava em casa, lutando contra seus próprios sentimentos.

Enquanto a cidade celebrava, os quatro reis adentraram no coração da festa. Os habitantes de Baekje estavam radiantes, e a multidão aplaudia e gritava, agradecendo aos seus governantes por trazerem a vitória. As bandeiras tremulavam ao vento, e os rostos estavam iluminados por sorrisos.

— Olhem! — alguém gritou entre a multidão. — Os reis voltaram!

As pessoas começaram a se aglomerar ao redor deles, e San se viu cercado por felicitações e agradecimentos. Ele sorriu e acenou, mas sua mente ainda vagava para Wooyoung. Ele se lembrava da última vez que estiveram juntos, das conversas e risadas que compartilhavam. A falta do ômega em sua vida parecia um buraco.

— San! — uma voz familiar o chamou. Era Seonghwa, que se aproximava com Ji-ho em seus braços. O pequeno sorriu, seus olhos brilhando como estrelas.

— Seonghwa hyung! — San exclamou, aliviado por vê-los. — Estou tão feliz que vocês estão aqui! Hongjoong hyung está louco atrás de vocês!

— Nós estávamos esperando por vocês! — Seonghwa respondeu, seu sorriso iluminando o rosto. — Ji-ho estava ansioso para ver o tio San!

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