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Jung Wooyoung Pov's:

Enquanto caminhava pelo belo templo, não pude deixar de admirar a tranquilidade que o lugar exalava. Um leve suspiro escapou dos meus lábios enquanto observava San, que estava completamente imerso na alegria das crianças, fazendo brincadeiras e rindo junto a elas. Meu coração se encheu de amor por meu marido, mas, ao mesmo tempo, uma sombra de tristeza pairou sobre mim, pois não consegui me juntar plenamente a ele naquele momento.

A brisa fresca soprava, agitando suavemente meu cabelo enquanto eu passeava pelas trilhas do jardim, repletas de flores e plantas vibrantes. As cores vivas das flores atraíam minha atenção, proporcionando um leve conforto em meio à minha melancolia. Respirei fundo, permitindo que o aroma doce das flores invadisse meus sentidos, enquanto minha mão repousava delicadamente sobre a barriga protuberante que crescia a cada dia.

A caminhada tranquila pelo encantador cenário do jardim parecia acalmar minha mente, e por um breve instante, quase consegui me esquecer das preocupações que ainda pairavam sobre mim. O som suave dos pássaros cantando entre as árvores era a única companhia nesse momento de paz, preenchendo o ar com uma melodia doce e reconfortante. Continuei a vagar pelo jardim, apreciando a beleza da natureza e a serenidade que me envolvia, enquanto as risadas das crianças ecoavam ao longe, vindo da direção onde San ainda brincava.

Enquanto passeava, senti outro movimento delicado em meu interior, uma lembrança suave de que um novo ser estava se desenvolvendo dentro de mim. Parei por um momento, permitindo que minhas emoções se estabilizassem enquanto observava as árvores frondosas e as flores coloridas ao meu redor. As memórias de momentos tranquilos compartilhados com San inundaram minha mente, trazendo um leve sorriso aos meus lábios. Tentei me concentrar na beleza do jardim, mas a lembrança daquela estranha presença que me perturbava ainda persistia em minha consciência.

Permanecei em silêncio por um instante, absorvendo cada detalhe do ambiente, enquanto sentia novamente o leve movimento dentro de mim. O sol começava a se pôr ao longe, tingindo o céu com uma paleta deslumbrante de tons de laranja e vermelho. A brisa suave trazia consigo o aroma fresco das flores e as vozes das crianças ainda brincando no templo. Fechei os olhos por um momento, tentando me concentrar na beleza do cenário que me cercava, mas a inquietude ainda persistia em meu coração, como uma sombra que não conseguia dissipar.

De repente, senti outro movimento suave e delicado dentro de mim, como se o bebê estivesse se mexendo novamente, como que tentando se comunicar com o pai que ainda estava imerso em suas preocupações. Permaneci parado por mais um momento, buscando um banco próximo entre as flores, onde me sentei. Apoiei a mão sobre a barriga, tentando sentir qualquer movimento adicional do meu bebê. Enquanto estava ali, olhando para o pôr do sol, ouvi as risadas das crianças se aproximando.

Foi então que San apareceu, um sorriso doce e iluminado em seu rosto, enquanto se sentava ao meu lado. Ele passou o braço pelo meu ombro, trazendo-me para mais perto em um gesto carinhoso. A luz suave e dourada do sol poente realçava os traços de seu rosto e a textura de seus cabelos, criando um cenário quase mágico. Apesar do leve brilho de suor em sua testa, ele emanava uma aura acolhedora e reconfortante, que me fazia sentir seguro.

San olhou para mim, sua mão repousando suavemente sobre minha barriga distendida. Acariciou-a com ternura, sentindo o leve movimento dentro dela. Ele se inclinou mais perto, e uma expressão doce e apaixonada iluminou seu rosto.

— Eu acho que nosso pequeno está querendo dizer olá — disse ele, sorrindo com amor enquanto me fitava.

Inclinei-me mais perto de San, buscando o calor reconfortante de seu abraço, permitindo-me ser momentaneamente confortado pela presença do marido. Repousei a cabeça em seu ombro, fechando os olhos enquanto tentava acalmar a ansiedade que me consumia.

— É engraçado, mas às vezes eu quase sinto que nosso pequeno percebe meu estado de espírito — murmurei suavemente.

San riu suavemente, envolvendo-me em um abraço apertado enquanto acariciava meu cabelo. Ele sabia que minhas preocupações estavam começando a pesar cada vez mais em meu coração, e desejava poder aliviar o fardo que eu carregava.

— Talvez ele sinta mesmo — disse San, com um tom brincalhão. — Talvez seja por isso que ele fica mexendo o tempo todo.

Abri os olhos novamente, sorrindo docemente enquanto descansava a cabeça no ombro de San. Permaneci em silêncio por um momento, absorvendo a tranquilidade do cenário ao nosso redor. A brisa suave soprava entre as flores, e as luzes das lâmpadas do templo começavam a tremular à medida que a noite se aproximava, criando uma atmosfera mágica. Contudo, a aura misteriosa que pairava no ar ainda me lembrava da presença desconhecida que me perturbava.

San, atento à mudança na minha expressão, permaneceu abraçando-me, observando o pôr do sol com uma expressão pensativa. Ele podia sentir que algo estava me preocupando, embora não soubesse ao certo o que era. Decidido a entender o que se passava, ele quebrou o silêncio, olhando para mim com ternura e preocupação.

— Eu sinto que há algo te preocupando — disse suavemente, passando a mão delicadamente pelas minhas costas. — Você quer falar sobre isso?

Pude sentir a hesitação em mim ao compartilhar o que me afligia. San permaneceu abraçando-me, oferecendo seu silêncio como um sinal de apoio e amor. Acariciou suavemente minhas costas, esperando que sua presença fosse suficiente para transmitir seu cuidado e confiança. Enquanto o sol se despedia no horizonte, nós dois permanecemos sentados em silêncio, observando a luz do dia dar lugar à penumbra da noite.

Finalmente, o sol se pôs completamente, e a escuridão da noite envolveu o local como um manto suave. As lâmpadas do templo começaram a tremular, criando um efeito encantador e misterioso. San continuou a me abraçar, sabendo que eu não estava pronto para falar. Ele permaneceu em silêncio, oferecendo seu apoio e amor em seu abraço gentil.

Quando me senti pronto para me mover, San e eu entramos no templo, acompanhando as crianças enquanto elas se dirigiam para seus dormitórios.

Ao longo do caminho, cada uma foi recebida com um beijo e um abraço doce e apertado dos dois, acompanhados por sorrisos cheios de amor. A pureza da alegria infantil preenchia o ar, enquanto cada abraço trocado emanava um sentimento de esperança e tranquilidade.

As crianças sorriam e riam, sentindo-se seguras e amadas nos braços carinhosos de San e meus. A conexão entre nós era palpável, uma tapeçaria de amor e proteção que se entrelaçava com risadas e brincadeiras, criando um ambiente envolto em calor e afeto. O templo, que antes era apenas um espaço sagrado, agora se transformava em um lar, um lugar onde cada um poderia se sentir verdadeiramente acolhido e amado.

HANABI - Woosan Onde histórias criam vida. Descubra agora