48

27 8 1
                                        

Não esqueça de comentar muitoo e deixar seu votinho!

Narradora Pov's:

Uma mão fria acariciava suavemente a barriga de Wooyoung, deslizando por baixo das camadas de roupas que cobriam seu corpo. E, por mais que a situação pudesse ser imaginada de uma forma reconfortante, a verdade era que aquela mão não pertencia a Wooyoung. Estranhamente, ele não se assustou com o toque inesperado; em vez disso, sentiu um alívio momentâneo, acreditando que era San, seu amado.

— Amor, achei que você chegaria mais tarde. Pelo que vejo, ainda está de manhã — murmurou Wooyoung, mantendo os olhos fechados enquanto se aconchegava, encaixando-se inconscientemente em uma conchinha perfeita com o mais velho. Ele colocou sua mão delicadamente sobre a maior que repousava em sua barriga, alisando-a com ternura, como se estivesse tentando confortar a si mesmo e ao bebê que crescia dentro dele.

Entretanto, a respiração quente em sua nuca era diferente daquelas que já havia sentido antes. Havia um cheiro forte de álcool que deixava o ômega um pouco desconfortável. A verdade é que ele abominava quando San bebia; detestava o odor do líquido etílico que invadia o ambiente e se infiltrava em suas narinas. Mas, apesar disso, decidiu não mencionar nada, pois estava contente por ter seu alfa de volta. No entanto, mesmo que tentasse ignorar, não conseguia esquecer os momentos em que despertava envolto em sangue, uma lembrança que o assombrava à noite e que frequentemente retornava para atormentá-lo.

Wooyoung respirou fundo, tentando se acalmar, mas a inquietação se fazia presente em seu ser. Tentou se virar de frente para o outro, mas foi abruptamente impedido quando sentiu um aperto firme em sua cintura. A dor foi instantânea; seu corpo não era mais o mesmo que antes da gestação. A pele esticada e sensível ao toque parecia queimar, e ele sentiu o sangue pulsar em suas veias, como se estivesse sendo restringido. Embora a dor fosse intensa, ele não reclamou. Apenas pensou que San poderia estar bêbado, mesmo que nunca o tivesse tratado daquela maneira, nem quando estava embriagado nem sóbrio.

Determinando-se a mudar de posição, Wooyoung se remexeu na cama, tentando se soltar do abraço inesperado. A mão fria começou a subir mais, tocando seus mamilos sensíveis, agora preparados para a lactação devido às mudanças em seu corpo. Ele fechou os olhos novamente, mas logo sentiu beijos suaves e insistentes em seu pescoço. A pele leitosa e macia sentiu o toque áspero de uma barba mal feita, mas não tão longa.

O ambiente ao seu redor parecia se contrair, como se o mundo exterior se tornasse um borrão distante e indistinto. A atmosfera, antes familiar, agora se preenchia com uma tensão palpável, quase elétrica, que o deixava em alerta.

O toque inesperado dos lábios contra sua pele desencadeou uma reação imediata. O beijo, nada suave, era quase etéreo; a complexidade da sensação se intensificou rapidamente. À medida que a barba da pessoa roçava sua pele, a textura áspera criava uma experiência sensorial multifacetada. Essa fricção, embora inusitada, provocava um arrepio que percorreu a espinha de Wooyoung, não apenas pela intensidade física do contato, mas também pela incerteza que pairava sobre o momento.

Seu coração acelerava, pulsando entre curiosidade e desconforto. Uma parte dele se esforçava para relaxar, desejando se entregar à intimidade súbita que se estabelecia, rezando para que fosse seu marido ali, desejando acreditar que realmente era. No entanto, outra parte se via tomada por questionamentos inquietantes: "Se não for, quem é ele? O que ele realmente deseja?" O beijo se prolongava, e, à medida que o tempo parecia se estender, Wooyoung percebeu que a situação havia fugido do seu controle e que ele estava prestes a se perder em um labirinto de incertezas.

De repente, ele se afastou rapidamente, tirando aquelas mãos frias de seu hanbok e se afastando o máximo possível daquele corpo. Assim que viu melhor, percebeu que não era o corpo de seu alfa. Não era San ali. Embora fosse uma versão mais velha dele, não era.

HANABI - Woosan Onde histórias criam vida. Descubra agora