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Jung Wooyoung Pov's:

Hoje foi mais um daqueles dias em que San se acomodou ao meu lado, suas pernas entrelaçadas às minhas, braços envolvendo minha cintura de maneira protetora, enquanto suas mãos acariciavam delicadamente a barriga que evidenciava a gravidez. Eu estava de costas para ele, com a cabeça um pouco abaixo de seu queixo, sentindo a segurança que apenas a presença dele poderia me proporcionar.

Confesso que o deixei vir para cá, não apenas por um desejo genuíno de tê-lo ao meu lado, mas também pela carência e saudade que me consumiam como um incêndio incontrolável. A sensação de alívio que me invadiu ao ouvir do médico que o bebê estava em uma posição mais favorável e segura para o parto foi um bálsamo para minha alma inquieta. Aproximando-me dos sete meses de gestação, minha barriga parecia crescer a passos largos, muito além do que eu esperava, o que gerava uma mistura de orgulho e insegurança.

Embora ainda me sentisse vulnerável, a paz que San me proporcionava ao dormir assim, entrelaçados, era algo que não poderia ser subestimado. Era como se, em suas mãos, eu encontrasse um refúgio contra todas as tempestades emocionais que me assolavam.

A conversa que tive com meu marido sobre o suposto casamento de nossos irmãos pairava em minha mente como uma nuvem carregada. Ele me contou que Jongho desejava aquilo tanto quanto Yeosang, revelando a aceitação que o povo demonstrava sobre a relação deles. Contudo, com a felicidade deles, também surgia a preocupação em relação ao nosso próprio matrimônio. Após muitas conversas com seu irmão, meu marido sugeriu que nos assumíssemos durante a celebração do casamento de Yeosang e Jongho, chegando juntos ao evento. A perspectiva de estar ao lado do rei, de braços entrelaçados, com uma barriga enorme, tornava impossível esconder a essência do nosso relacionamento, que era inegavelmente sério, um verdadeiro casamento.

É inegável que críticas viriam em nossa direção, não apenas sobre mim e San, mas também sobre nosso filho e sobre o fato de termos nos casado em segredo. Enquanto a ideia de enfrentar tais julgamentos não parecia intimidar San, a possibilidade de perigo — entre aspas, pois estávamos cercados por guardas e proteção nos lugares mais escondidos deste reino — me deixava em alerta constante. Afinal, um dia, eles estariam diante de dois reis consortes, e lidar com isso não seria uma tarefa fácil.

A ideia de me casar novamente com San era, sem dúvida, magnífica, uma oportunidade de reviver o melhor dia da minha vida, que, diga-se de passagem, foi o nosso. Eu estava em paz com essa ideia. E, como mencionei, San estava ao meu lado, o que me fazia acreditar que o dia seria, de fato, bom.

Com um pouco de dificuldade, me virei de frente para ele, aconchegando meu rosto em seu peito. Graças ao tamanho do bebê, não conseguia me prender a San como fazia antes da gravidez. A estranheza de perceber o quanto havia crescido e o peso extra que ganhei nos últimos tempos eram evidentes. Embora não me incomodasse tanto, havia uma leve paranóia em relação a como ficaria após o parto.

Respirei fundo, permitindo que o aroma suave de San invadisse meus sentidos. Era uma fragrância tão reconfortante que me fazia sentir que poderia morrer ali, naquele momento, e partiria feliz. A história sobre o enjoo que sentia, associado aos feromônios dele, era apenas uma desculpa esfarrapada para evitar que ele se machucasse em decorrência das minhas inseguranças. A verdade é que minha mente e meus pensamentos estavam mudando de maneira drástica. Desde a descoberta da gravidez, especialmente desde o nosso casamento, percebia que deveria ter amadurecido, mas, ironicamente, me sentia mais imatura a cada dia que passava.

O calor tranquilizante do corpo de San ao meu lado era um lembrete constante da segurança que ele me proporcionava. O movimento suave de seu peito, subindo e descendo, acalmava minha mente inquieta. Embora estivesse a caminho de me tornar pai — uma designação cuja aceitação pelo povo eu ainda questionava — uma onda de imaturidade me envolvia como um cobertor pesado, desafiando minha capacidade de assumir essa nova responsabilidade.

Eu era tão jovem, pensava, enquanto observava as sombras dançarem na parede. Como poderia estar pronto para essa responsabilidade? Às vezes, sentia que estava apenas brincando de ser adulto. Minha barriga, agora visivelmente arredondada, era um lembrete constante de que a vida estava prestes a mudar de maneira irreversível.

Fechei os olhos, tentando absorver a sensação de segurança que San me proporcionava. Ele era tão forte e confiante. Como eu poderia estar ao lado de alguém assim e ainda me sentir tão perdido? A insegurança se misturava ao amor profundo que sentia por San um amor que me impulsionava a querer ser melhor, mas que também expunha minhas fraquezas.

Às vezes, desejava poder ser mais maduro, mas, ao mesmo tempo, temia perder a leveza que sempre carreguei. Perguntava-me se era possível ser divertido e responsável ao mesmo tempo. A ideia de equilibrar essas duas facetas da vida parecia um desafio monumental.

Enquanto os pensamentos se desenrolavam em minha mente, me arrumei e ergui a cabeça levemente para observar San. O alfa estava adormecido com uma expressão serena em seu rosto. Ele acreditava em mim. Um sorriso involuntário surgiu em meus lábios. Talvez eu só precisasse confiar mais em mim mesmo.

Envolto pelo amor e pela proteção de Sam, respirei fundo e deixei que a ansiedade se dissipasse um pouco. Talvez não precisasse ter todas as respostas agora. Estava aprendendo, e essa era uma parte essencial da jornada que estávamos trilhando juntos.

HANABI - Woosan Onde histórias criam vida. Descubra agora