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Jung Wooyoung Pov's:
Sangue cobria todos os lençóis ao acordar no dia seguinte ao pronunciamento de San ao povo. Um pavor profundo tomou conta de mim, mas, paradoxalmente, uma onda de alívio me envolveu ao perceber que minha esposo não estava mais na cama. A ausência dele, em meio àquela cena horrenda, parecia um pequeno consolo. A visão do líquido escarlate, que manchava o tecido branco, era um sinal de que algo terrível havia acontecido. Eu me vi preso em um pesadelo que parecia não ter fim.
Desesperado, pedi — ou melhor, gritei — para que Minji entrasse no quarto. Ela me olhou com um semblante confuso, seus olhos arregalados não se movendo, mesmo diante do cenário aterrador que se desenrolava diante dela. O líquido vermelhíssimo escorria de mim, mas eu não sentia dor alguma. Não havia cortes, não havia feridas visíveis. O sangue só poderia significar uma coisa: o bebê estava em perigo. Um frio percorreu minha espinha ao pensar sobre o que poderia estar acontecendo. O instinto de proteção despertou em mim, e a necessidade de salvaguardar aquela vida que crescia dentro de minha esposa se intensificou.
Minji, percebendo a gravidade da situação, chamou um médico de confiança que San havia contratado. Minji estava solicitando que ele agisse com discrição, para não alarmar os guardas ou o próprio rei. O médico entrou no quarto com uma expressão que rapidamente se transformou em horror ao testemunhar a cena. Uma vontade intensa de chorar me invadia, mas eu estava paralisado, incapaz de mover-me, preso em uma mistura avassaladora de medo e incerteza. A sala, que deveria ser um refúgio, tornara-se um espaço de angústia e desespero.
Encostei minhas costas na cabeceira da cama, repousando minhas mãos sobre a barriga de minha esposa, como se esse gesto pudesse oferecer alguma proteção àquela vida frágil. Minji permaneceu ao meu lado, sua expressão repleta de lágrimas prestes a transbordar, como se sua própria tristeza pudesse me ancorar em meio ao caos. O médico, com uma calma profissional, puxou os lençóis para baixo com cuidado, mantendo um silêncio respeitoso enquanto avaliava a situação. O toque do tecido manchado de sangue era um lembrete cruel do que estava em jogo.
A sensação de queimação no peito se intensificou, e a marca em meu pescoço ardeu ainda mais, como se tivesse realmente pegado fogo. San estava bravo com algo, e eu suspeitava que os boatos que circulavam o perturbavam. Apesar de ter dormido ao seu lado na noite anterior, ele se tornava cada vez mais ausente a cada manhã. Eu mal sabia a que horas ele se levantava para ir ao Conselho, como se suas obrigações o afastassem cada vez mais de mim. Nossas interações se limitavam às noites, e sua preocupação com o reino parecia crescer a cada dia. Pessoalmente, eu não me importava tanto, mas, à medida que a marca pulsava em meu pescoço, a inquietação começou a se infiltrar em minha mente, como uma sombra que não me abandonava.
Se San soubesse o que havia acontecido, o motivo por trás de todo aquele sangue, ela ficaria ainda mais angustiada. Em seu íntimo, acreditava que não estava sendo um bom marido ou pai, e o trabalho adicional apenas o tornava mais distante e frustrado. Eu entendia seu lado; afinal, ele havia passado quatro meses longe e, ao retornar, enfrentara uma infinidade de responsabilidades. Isso era algo que qualquer um poderia compreender, mas a dor que isso causava em mim era insuportável.
A marca em meu pescoço aumentava minha angústia ao ver o sangue, pois San também sentiria o peso do desespero que me consumia. Eu lutava para permanecer consciente, ao mesmo tempo em que tentava manter a calma. O toque do médico era gelado, e Minji se esforçava para limpar o sangue que escorria por minhas pernas. A situação era inegavelmente desconfortável, mas fechei os olhos, desejando que tudo aquilo terminasse rapidamente. Em um momento de fraqueza, desviei minha mente, permitindo que o médico ajudasse Minji a trocar os lençóis. Algumas vezes, minha visão escureceu, e eu me vi lutando para não perder os sentidos ali mesmo, de pé, como se meu corpo estivesse prestes a sucumbir ao peso da realidade.
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HANABI - Woosan
Fiksi PenggemarEm uma galeria, um artista sensível se encanta ao ver um jovem ômega admirando sua pintura vibrante. A conexão entre eles vai além da arte, revelando suas almas e memórias. Durante a conversa sobre a beleza da natureza e a expressão artística, o art...
