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Jung Wooyoung Pov's:

Ao longo do tempo, fui percebendo um crescimento considerável na minha barriga, um sinal que se tornava cada vez mais evidente e inegável. Desde alguns dias após a saída de San, comecei a experimentar enjôos todas as manhãs um desconforto que se tornava uma companhia indesejada. Inicialmente, pensei que tudo não passava de uma má digestão ou, talvez, uma manifestação da carência provocada pelo meu cio. Afinal, ele já havia cessado há algum tempo, e isso começou a despertar em mim uma preocupação que eu não esperava.

Yeosang esteve ao meu lado durante todo esse período, sempre presente, como um farol em meio à tempestade. Para minha surpresa, já se haviam passado quatro meses. Afundei-me em pensamentos sombrios, como um barco à deriva em águas turvas, e a ideia de uma gravidez sequer passou pela minha cabeça. Foi somente quando meu irmão comentou sobre o meu aroma, que agora estava mais doce que antes e exalava um leve cheiro de leite, que a verdade se impôs diante de mim, como um sol reluzente que rompe as nuvens da incerteza.

Foi nesse momento que a ficha finalmente caiu. Eu estava gestando uma criança, um filhote, dentro de mim. A ideia de carregar um filho de San em meu ventre encheu meu coração de uma alegria indescritível, misturada a um receio profundo. Passava os dias pensando em como seria contar a ele sobre a nova vida que crescia dentro de mim, como seria sua reação ao saber que um pedaço dele estava se formando em mim. A visão do futuro parecia tão clara e, ao mesmo tempo, tão nebulosa. O tempo parecia voar; meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos escoavam-se rapidamente, e era somente agora que percebia o quanto minha barriga havia crescido. Não era algo exagerado, mas ainda assim, o aumento era notório e inegável.

Em algumas manhãs, acordava e passava horas agarrado ao travesseiro de San, esfregando suavemente a mão sobre minha barriga, como se tentasse transmitir a ele, mesmo à distância, meu amor e expectativa. Mais tarde, meu irmão chegava e juntos conversávamos sobre como seria o futuro com um bebê. Sempre chegávamos à conclusão de que tudo ficaria bem e que seríamos felizes. Contudo, à medida que falávamos, uma sombra de dúvida se instalava em meu peito. Como poderia eu garantir a felicidade de uma criança em um mundo tão imprevisível e repleto de desafios? A fragilidade da vida se tornava um fardo pesado, e eu me questionava se teria a força necessária para enfrentar o que estava por vir.

Quando finalmente compartilhei a notícia com meu tio, Lim, ele não demonstrou surpresa alguma. Ele sorriu e disse que estava contente, afirmando que já esperava por isso desde o momento em que saí de casa para viver com meu esposo. "Serei um avô maravilhoso", garantiu, com um brilho nos olhos que aquecia meu coração, mas também trouxe uma inquietação. O que significava ser um pai? Como poderia eu lidar com essa nova responsabilidade e, ao mesmo tempo, fornecer um ambiente seguro e amoroso para essa criança? As incertezas pesavam sobre mim, como se a própria atmosfera ao meu redor se tornasse mais densa a cada dia.

No entanto, a alegria que sentia era acompanhada por uma sombra de preocupação, especialmente quando comecei a sentir algumas dores abdominais. A ideia de dar à luz nunca fora algo que me agradou. Lembrava-me das dores que experimentei durante meu heat quando era mais jovem; uma dor imensa, e me disseram que essa dor não se comparava ao parto. A perspectiva de ter que retirar uma criança de dentro de mim, de algo tão pequeno e delicado, fez meu coração disparar de medo e incerteza. Como eu poderia enfrentar essa transformação? A fragilidade da vida e o peso das responsabilidades se entrelaçavam em minha mente, criando um turbilhão de emoções que eu mal conseguia processar.

Com o passar dos dias, San enviava cartas de tempos em tempos, relatando como estava e perguntando sobre meu bem-estar. Pensei em compartilhar a notícia da gravidez assim que recebi a primeira carta, mas conhecendo San, sabia que ele sairia correndo da cidade onde estava e voltaria para mim. Não que eu não quisesse que ele estivesse aqui, apenas desejava que ele completasse sua missão antes de retornar, para que pudéssemos finalmente nos reunir como uma família. Ele sempre conseguia transmitir em suas palavras um amor tão puro e sincero. Sem contar que frequentemente incluía desenhos, geralmente representações de mim ou de flores. Sorria sempre que um novo desenho chegava, mas era uma pena que demorava tanto para eu receber notícias suas.

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