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Narradora Pov's:

Não pense em sair deste aposento, Jung Choi Wooyoung! Se não estivesse tão saturado de seus feromônios, você poderia andar por aí, mas este não é o caso. — proclamou San ao adentrar de maneira repentina, carregando uma roupa de cama sobre o ombro e uma bandeja na mão esquerda. Com um gesto impetuoso, fez cair a toalha que cobria a bandeja, revelando o conteúdo que trazia.

A aparência do jovem era digna de pena; seus cabelos, despenteados e emaranhados, estavam encharcados de suor, como se tivesse corrido uma grande distância em apuros. Ele lutava para equilibrar a comida, enquanto seu pulso tremia levemente, evidenciando sua incerteza. O aroma que anteriormente emanava de Wooyoung, embora agora mais sutil, era ofuscado pelo doce e envolvente perfume de melancia que impregnava o ambiente.

Wooyoung observava a cena com as pernas elegantemente cruzadas, sentado na cama e envolvendo um travesseiro com os braços, como se este fosse o único consolo que possuía naquele momento.

— Encontro-me bastante faminto. Primeiro, saciarei a minha fome, e apenas após isso, poderemos discutir outras questões que possam surgir, concorda? — declarou ele, levantando-se com destreza, apoderando-se da bandeja da mão de seu marido e retornando à cama com um gesto de simplicidade.

O alfa permaneceu em pé, contemplando o ômega enquanto este se entregava ao prazer da refeição. O aroma que preenchia o ar confunde a mente de San, desafiando sua capacidade de autocontrole. Sempre que compartilhavam momentos íntimos, a sensação provocada pelos feromônios de Jung era uma experiência de inegável deleite. Porém, os feromônios do cio, inegavelmente mais intensos e penetrantes, pareciam invadir o olfato de San de uma maneira singular, quase mística.

Após alguns minutos, o ômega havia concluído sua refeição, deixando a bandeja de lado temporariamente; prometeu levá-la à cozinha mais tarde. Com um gesto suave da mão e algumas batidinhas na cama, ele convidou o marido a juntar-se a ele. Choi, embora atraído pelo perfume do mais jovem, esforçava-se para manter a compostura, pois sua rigidez era agora visivelmente perceptível.

Sentou-se ao lado de Wooyoung, fixando o olhar nele.

— Que história é esse de partir, meu bem? Fui forçado a deixar a reunião com meu irmão em desespero e confusão.

— Não pretendia partir assim de forma alguma. Apenas proferi aquelas palavras para que o guarda te chamasse rapidamente. Talvez, involuntariamente, tenha perdido a compostura com ele — riu com um leve tom de embaraço. — Não apreciei a maneira como ele se dirigiu a mim, especialmente em um momento tão delicado. Eu estava... bem, estava sentindo dor e fome. Portanto, posso ter sido um tanto agressivo — o moreno articulou, mudando de expressão em várias ocasiões, como se suas emoções dançassem à vista do outro.

— Yoongi é excessivamente sério em determinadas circunstâncias, meu príncipe — disse com um suspiro compreensivo. — Mas ouvi você mencionar que estava padecendo de dor. Onde, exatamente? O que ocorreu? Está se sentindo melhor, não é?

— Era uma dor bastante específica... na cabeça e... embaixo, sabe? Mas já estou consideravelmente melhor! Um pouco molhado, mas melhor! — explicou Wooyoung, com um leve rubor nas bochechas, evidenciando sua timidez.

— Oh, compreendo. Mas assegura-me que realmente está melhor, amor?

— Sim, estou, meu bem. Contudo, temo que não por muito tempo, San. Isso dependerá de sua viagem, querido — sua expressão tornou-se mais séria, como se desejasse causar um impacto emocional.

— Ah, Woo... — a tristeza dominou seu semblante. — Espere! Como soubeste de tal notícia? — questionou, surpreso.

— Não deveria ser do meu conhecimento? Foi aquele guarda quem me informou. Por que não me contou antes? — indagou, irritado. Na verdade, estava frustrado e decepcionado.

— Lamento profundamente, mas só me lembrei disso hoje, quando Jongho irrompeu no palácio, gritando e alvoroçando-se para me avisar sobre as visitas. Meu amor, não sei como você não despertou com o barulho ensurdecedor que ele causou — expressou o alfa, com um toque de incredulidade.

— Poderias não ir? Quando, de fato, deves partir?

— Se não me engano, meu irmão mencionou algo sobre dez luas, mas não tenho certeza, pois estava quase adormecendo durante seu discurso — riu levemente, um riso contagiante que conseguiu arrancar um sorriso do moreno, ainda um tanto desanimado.

Contudo, a expressão de Wooyoung logo se sombrou novamente, com as sobrancelhas levemente caídas e seus belos olhos castanhos transmitindo uma aura de melancolia.

— Mas, amor, meu Heat verdadeiro começará em oito luas e se estenderá por quatro dias subsequentes. Não desejo passar mais este ciclo sob o efeito de supressores, enclausurado neste quarto; se fosse para estar confinado, que fosse ao teu lado! Peço-te que solicites ao Jon que vá sozinho, ao menos desta vez, por favor? — apertou a mão do alfa, seus olhos brilhando com uma súplica sincera, reminiscentes de um cachorrinho abandonado.

— Eu desejaria pedir isso, de verdade! Contudo, não posso, Wooyoung.

— E por que não podes?

— Bem, no ano passado, não compareci às vistorias, pois enfrentava problemas com Dooshik. Fiquei extremamente agradecido e contente por Jongho ter compreendido meu lado, portanto, não posso deixá-lo desamparado novamente, Wooyoung.

— Por Siddhartha Gautama! Mais um cio solitário, então? Mesmo casado, não terei o direito a um Heat digno, Sannie? — ainda melancólico, questionou o ômega, a frustração evidente em sua voz.

— Sinto muito, de verdade — beijou a bochecha aquecida do marido, que sorriu com o gesto, aliviando um pouco da tensão que pairava entre eles.

— Ah, minha vida... Não te preocupes. São obrigações do rei, e já sabia da existência delas antes mesmo de me unir a ti. Embora frustrado, já passei por meu Heat sozinho a vida inteira; portanto, mais uma vez não fará diferença. Esses dias não serão nada, meu amor. — Aproximou-se do rei, aconchegando-se em seu corpo, envolvendo o braço ao redor do pescoço do alfa e apoiando a cabeça na curva de seu pescoço. San, por sua vez, envolveu a cintura esbelta do menor. — Não se preocupe. Será doloroso, e o gosto daquelas ervas desagradáveis na ponta da língua será insuportável, ao contrário de ti quase me devorando, mas eu aguentarei. Sonhei com tantas coisas para o grande dia, que agora não se concretizarão.

— Não estás me fazendo sentir melhor, meu bem — disse, enquanto beijava o pescoço do moreno, provocando-lhe arrepios que dançavam pela sua pele.

— Não me provoque. Estou sensível.

Ambos riram, sentindo-se mais leves e serenos, a tensão começando a dissipar-se.

O aroma do ômega ainda pairava suavemente no ar, mas nenhum deles se importou com isso.

— Por que pediu a nova roupa de cama? É pelo cheiro dos feromônios? Se assim for, não me importo; até prefiro — indagou o imperador ao seu ômega, com um toque de curiosidade.

— Não imaginas. Não deves saber. Nunca saberás. Fique quieto e não toques neste assunto novamente — ameaçou, fitando os olhos de San com um olhar profundo e enigmático.

— Você me assusta quando fica desse jeito. Contudo, está bem, não mais comentarei sobre isso, se assim preferires, meu amor — disse, depositando beijos no rosto do outro, em todos os cantos daquela adorável face adornada com sardas encantadoras.

O restante do dia transcorreu de maneira ordinária e tranquila; San voltou a atender seu irmão, organizando melhor os preparativos da viagem e enviando cartas aos governadores de cada uma das cidades, para que, nos próximos dias, preparassem suas metrópoles para a chegada dos dois reis de Baekje.

Wooyoung passou o dia no quarto, entretendo-se em conversas com Yoongi, resolvendo as pendências entre ambos. Poderiam até ser considerados... amigos? No momento, sim. E isso se revelou providencial, pois evitava que Wooyoung se sentisse solitário e triste nos dias que se seguiriam. Yoongi tornara-se o mais recente guarda pessoal do pequeno moreno, e isso era uma mudança que, em última análise, não era de todo ruim.

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