Esse capítulo pode conter gatilhos, como: ansiedade, terror psicológico, automutilação, tentativa de suicídio e homicídio.
Se for sensível, recomendo que não leia.
♡
Narradora Pov's
San cantarolava suavemente, aconchegado em uma poltrona que se situava ao lado da cama em que o moreno repousava. Nos braços dele, encontrava-se seu pequeno filhote, que hoje completava uma semana desde o seu nascimento. Wooyoung observava a cena com os olhos brilhando, repletos de amor e admiração. Quando viu seu marido bocejar, estendeu a mão, ansioso para que ele lhe entregasse o bebê.
"Minjun" o nome que San escolhera, inspirado na mensagem que a criança parecia transmitir era um símbolo de esperança e renovação. Ο nome ressoava com beleza e significados profundos, refletindo tudo que o filho representava para ambos. Eles estavam verdadeiramente felizes com a nova vida que começava a se desenrolar diante deles, sonhando com um futuro promissor. Já planejavam retornar à Coreia; a euforia dos cidadãos havia diminuído, e o casamento de Yeosang e Jongho se aproximava, com todos se preparando para o grande evento. O bebê, um verdadeiro encanto, se alimentava e dormia bem, sempre grudado nos pais, conquistando rapidamente os corações de todos os familiares. Lim, especialmente, estava completamente apaixonado, dedicando-se a cuidar de Minjun. No entanto, por trás dos sorrisos de Wooyoung, segredos obscuros se escondiam, como sombras que o acompanhavam silenciosamente.
San estava cansado de questionar o que havia acontecido naquela manhã. Quem havia estado no quarto? O ômega havia ingerido a substância misteriosa que estava no frasco ao lado da cama? As respostas nunca vinham; o moreno sempre desviava a conversa, alegando que não era nada, que tudo estava bem agora. Mas Wooyoung sabia que havia algo mais, um mistério que pairava sobre eles como uma nuvem carregada de tempestade.
Os dias passaram e a família Choi enfrentava dificuldades com a saúde do moreno e o cansaço pós-parto. San decidiu dar um tempo para si mesmo, mas a carga de pensamentos pesados continuava a assombrá-lo. Ele preferia guardar tudo para si, não queria preocupar ninguém, nem tornar as coisas mais difíceis do que já eram. Era uma batalha silenciosa, uma luta interna que o consumia.
Certa tarde, Wooyoung pegou Minjun nos braços e chamou San para se sentar ao seu lado. Ο bebê, já cansado, lutava para manter os olhinhos abertos. San se aconchegou, apoiando a cabeça no ombro do marido, que acariciava o pequeno rosto do filho, fazendo-o fechar os olhos de vez. O pequeno havia acabado de se alimentar, e o sono o pegou rapidamente, como um manto suave que o envolvia. O moreno deu um beijo suave no ombro do esposo e, mais uma vez, repetiu a pergunta que já se tornara um hábito: "Você está bem?" A resposta foi um murmúrio afirmativo, um eco distante de algo que não estava certo.
Um riso alto ecoou lá embaixo, a inconfundível risada de Jongho, que acabou despertando Minjun. Os olhos do bebê brilharam e seu queixinho começou a tremer, sinalizando que estava prestes a chorar. Antes que o choro se concretizasse, San acariciou as sobrancelhas delicadas do pequeno, fazendo-o relaxar e fechar os olhos novamente.
— Como você... — Wooyoung tentou perguntar, mas decidiu que era melhor não insistir.
— Vou pedir para eles falarem mais baixo, tudo bem? Já volto, amores — disse San, descendo as escadas em poucos minutos. Ao chegar lá embaixo, viu Lim, Yeosang e Jongho conversando, cada um segurando uma flor diferente, algo que ainda não compreendia. O ambiente estava alegre, mas Wooyoung não conseguia se desvencilhar da sensação de inquietação que o acompanhava.
— Poderiam ser um pouco mais discretos? Meu filho precisa de silêncio para dormir — pediu, tentando conter a ansiedade que crescia em seu peito.
Enquanto isso, lá em cima, Wooyoung ofegava como se tivesse corrido uma maratona. Seu bebê estava deitado na cama, repousando serenamente. O ômega, por sua vez, estava de frente para a janela que dava acesso a uma varanda. Lembrou-se da possibilidade de que a pessoa que havia invadido a casa tivesse saído por ali, utilizando cipós robustos que suportariam o peso de um humano e eram bons para escalar. A lembrança de Dooshik se esfregando nele de maneira provocante, confundindo-o com San, pairava em sua mente como nuvens escuras, ameaçando desabar a qualquer momento.
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HANABI - Woosan
FanficEm uma galeria, um artista sensível se encanta ao ver um jovem ômega admirando sua pintura vibrante. A conexão entre eles vai além da arte, revelando suas almas e memórias. Durante a conversa sobre a beleza da natureza e a expressão artística, o art...
