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Wooyoung Pov's:
Por mais que eu tentasse simplesmente fechar os olhos e descansar daquele dia exaustivo, tudo que conseguia era a sensação de que estava sendo observado. Enrolei-me em meu cobertor, determinado a encontrar algum conforto, mas não consegui piscar os olhos nem por um segundo.
Apesar de meu quarto estar localizado no segundo andar, longe do chão e elevado o suficiente para me proporcionar uma sensação de segurança, eu sentia olhares penetrantes vindo da janela. Era um pensamento irracional, eu sabia, mas a inquietação se apoderava de mim de tal forma que era difícil ignorar. Tentei, com todas as minhas forças, acalmar a mente, mas as ideias malucas que me dominavam naquele momento pareciam ter vontade própria. Desejava ter coragem suficiente para olhar através daquele vão envidraçado, mas quem disse que eu conseguiria enfrentar a escuridão que se escondia lá fora?
Minha cabeça pulsava em dor e meu coração batia acelerado, quase como se quisesse escapar do meu peito. No entanto, o bebê permanecia em silêncio, o que me fez esperar que ele estivesse dormindo profundamente, alheio ao pavor que me consumia. Nunca havia me sentido assim, de verdade. Aquela era a primeira vez que experimentava uma sensação tão intensa de medo e vulnerabilidade. Minha respiração tornava-se cada vez mais pesada, e meus olhos, mal piscados, se enchiam de lágrimas medrosas. Eu estava paralisado, e a certeza de que não conseguiria gritar, mesmo se houvesse alguém me vigiando e intentasse algo contra mim, era aterrorizante.
Então, escutei a janela abrir. Naquele instante, juro que vi minha vida passar diante de meus olhos arregalados, como um filme acelerado e repleto de momentos desconexos. Um vento frio e assobiador invadiu o quarto, e o som era como um rugido ensurdecedor para meus ouvidos. O que antes era um vento forte se tornara um silêncio profundo, não porque o ar tivesse parado, mas porque eu estava tão estagnado que não conseguia ouvir, sentir ou falar. Meu corpo parecia ter se tornado uma estátua, imóvel e incapaz de reagir.
Por algum motivo, meus olhos se fecharam, e não consigo lembrar como ou quando isso ocorreu, mas, de repente, eu dormi. A escuridão me envolveu como um manto acolhedor, afastando os medos que me assombravam e levando-me a um estado de profundo descanso, onde o pavor não poderia me alcançar.
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HANABI - Woosan
Hayran KurguEm uma galeria, um artista sensível se encanta ao ver um jovem ômega admirando sua pintura vibrante. A conexão entre eles vai além da arte, revelando suas almas e memórias. Durante a conversa sobre a beleza da natureza e a expressão artística, o art...
