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Narradora Pov's

Gritos desesperados ressoavam a quilômetros de distância da casa de Lim e seus sobrinhos. Ao contrário dos gritos de Wooyoung, que eram sufocados por mãos ásperas e cruéis, as vozes do povo se intensificavam, transformando-se em um clamor incontrolável. Aquelas mãos rígidas e impiedosas pressionavam os lábios de Wooyoung, silenciando suas palavras e sufocando seus sons, como se quisessem calar qualquer vestígio de protesto ou desespero.

A origem de todo aquele alvoroço era uma história antiga, contada em sussurros e murmuros. Rumores sobre San e Jongho haviam se espalhado entre o povo, como um incêndio que se alastra sem controle. Ninguém parecia realmente entender o que estava acontecendo; apenas ouviam as fofocas e buscavam tirar suas próprias conclusões a partir de olhares curiosos. Assim, a paz da família foi abruptamente arrancada, antes mesmo que o sol pudesse iluminar o horizonte e revelar o novo dia.

As especulações giravam em torno da visita dos Reis ao Japão, e o fato de que ambos estariam hospedados na residência do comerciante Lim. Contudo, o que poderia ter sido um simples boato logo se transformou em uma avalanche de especulações, à medida que todos se lembravam de que os sobrinhos de Lim eram os dois ômega, e que um deles estava grávido. Para o povo, tudo se encaixava numa lógica distorcida e repleta de preconceitos.

Não era como se ninguém tivesse alertado sobre a situação iminente; suas Majestades, após suas aparições públicas, estavam cientes de que os rumores poderia surgir. San e seu irmão discutiram a possibilidade de que os murmúrios começassem a circular em outro país, preparando assim o povo para a notícia que se aproximava.

No entanto, o que não sabiam era que Dooshik, o pai, também havia arquitetado um plano obscuro.

Uma vingança contra seus próprios filhos e os ômegas que, em sua visão distorcida, lhe haviam tirado tudo. Para o mais velho, parecia justo que eles pagassem pelo que fizeram. Ele desejava que San sentisse uma dor imensa, uma perda devastadora, mas não compreendia que já havia privado seu filho de tudo o que era importante. Ele não tinha mais nada: a mãe, o avô, os primos, a mãe de Jongho, Nayeon, e até mesmo um pai, um progenitor ausente que nunca existiu, mas cuja falta ele sentia em cada fibra de seu ser. Um pai que não soube dar amor, e que sempre desprezou o filho em seus momentos de fragilidade.

Aquele homem, que nunca se importou com os filhos, agora queria lhes tirar algo que nunca tiveram: amor, família, um sentido de lar, a segurança de estar em casa, a tranquilidade que um abraço pode proporcionar, e a capacidade de perdoar erros pequenos. Amar não deveria ser tão difícil, mas, para eles, essa tarefa se tornava um desafio constante. Mesmo agora, sendo ensinados por pessoas que conheciam o amor verdadeiro, um amor que não se baseia em laços de sangue, mas que é nutrido pelo coração, eles lutavam para entender a profundidade desse sentimento.

O amor que vivenciavam era puro, genuíno, inquebrável.

Sentir-se sozinho não era uma experiência comum para os Reis. Eles eram cercados por um amor sincero, não obsessivo, de um povo que mal os conhecia, que não sabia sobre suas vidas além do superficial.

Enquanto isso, San se esforçava para acalmar a multidão que gritava do lado de fora. Perguntas como "É verdade que está casado?" e "Está esperando um filho?" eram repetidas incessantemente. Jongho estava posicionado na porta, quando uma escolta do governador de Nara chegou, tendo ouvido sobre a confusão e prontificando-se a ajudar a acalmar a multidão. Guardas armados afastaram cidadãos japoneses que gritavam palavras incompreensíveis.

San manteve a compostura quando um pequeno garotinho se aproximou. Uma mulher, presumivelmente sua mãe, gritava em desespero, pois não notara quando a criança se afastou. O povo inteiro silenciou quando o menino ergueu os braços em direção a San, que se virou, percebendo os olhares confusos de Lim e Yeosang.

HANABI - Woosan Onde histórias criam vida. Descubra agora