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Não sejam leitores fantasmas; cliquem na estrelinha e comentem muito!

Jung Wooyoung Pov's:

Meus olhos se abriram lentamente, tentando se acostumar com a luz do dia que entrava no quarto pela porta entreaberta. O brilho matinal parecia suave, mas a sensação de estranheza me envolvia, pois eu não me lembrava de ter ido dormir na noite anterior. O que havia acontecido? A única coisa que rodava em minha mente eram fragmentos nebulosos de um pesadelo que eu supunha ter vivido nas horas obscuras do crepúsculo passado.

Lembro-me das versões azuis de mim mesmo, do sangue e de uma criança cujo rosto me escapava da memória. Uma dor lancinante martelava minha cabeça, como se a qualquer momento ela fosse explodir. Além disso, algo gelado repousava em meu rosto, uma bolsa de água fria que provocava uma leve ardência. Uma presença ao meu lado me deu um arrepio na espinha, mas essa sensação logo se dissipou quando percebi que era apenas San. Uma onda de alívio me envolveu, e eu me senti em paz.

Ele dormia na poltrona que arrastara para o canto do quarto, segurando minha mão com ternura. A visão dele me trouxe um conforto inesperado. Observei seu rosto sereno, com a boca entreaberta, permitindo que a saliva escorresse levemente. Sua respiração leve fazia seu peito subir e descer em um ritmo tranquilo. Estava vestido apenas com uma calça, seu tronco nu exposto à luz suave do dia. Um sorriso involuntário brotou em meus lábios; ele parecia ter sido esculpido pelos Deuses, um verdadeiro anjo em forma humana.

Com um impulso, sacudi nossas mãos na esperança de despertá-lo, e, para minha alegria, funcionou. Seus olhos se abriram lentamente, piscando com sonolência, como se a luz do dia fosse um convite ao despertar que ele relutava em aceitar. No entanto, a calmaria que antes me envolvia começou a se transformar em algo mais sombrio. Uma névoa escura parecia criar-se em sua silhueta, e meu coração acelerou, pulsando em um ritmo frenético. Seus olhos, antes serenos, agora eram carregados de preocupação, e uma inquietação começou a roer meu estômago. Mas, por quê?

— San? — questionei, olhando profundamente em seus olhos e tentando puxar minha mão de volta. Mas foi uma missão falha.

— Jung Wooyoung. — Ele praticamente pulou para o canto da cama, fixando seu olhar intensamente nos meus. — Você... como está se sentindo, Jung?

— O que? Por que está me chamando assim? E eu estou bem, por que não estaria? Acho que nunca estive melhor. — Afirmava, mas minha voz não carregava a mesma segurança que as palavras transmitiam.

Ele suspirou fundo, permitindo que um sorriso sereno repousasse em seus lábios. A sombra que parecia lhe perseguir dissipou-se, transformando-se em uma aura clara e reconfortante. Um sorriso tão bonito ressurgiu, acompanhado de sua risada contagiante, suave aos meus ouvidos. Ele se aproximou, puxando minha mão com delicadeza, e senti uma pontada no meu pulso, mas resisti ao impulso de recuar. Ele deixou um beijo em minha mão, um gesto que nunca havia feito antes. Seus olhos brilharam quando eu abri um sorriso inconsciente, e ele começou a me cobrir de beijos, subindo meu braço até chegar em meu rosto. Beijos foram distribuídos por uma de minhas bochechas, na testa, no nariz, no queixo. Até um cheiro suave em meu pescoço recebi, mas nada além disso, nem mesmo um selinho nos lábios.

Em um movimento ágil, ele se sentou frente a mim, cruzou as pernas e me fez fazer o mesmo. Nossos olhares se encontraram e permaneceram assim, como se o tempo tivesse parado. Eu parecia ter esquecido como piscar, como se cada instante fosse precioso demais para ser perdido. Sentia que, se piscasse, perderia um milésimo da beleza de San, e eu não queria isso.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntei, como um bobo, ainda mantendo o contato visual.

A mão dele se moveu em direção à minha bochecha, e um sorriso triste brotou em seu rosto. Ele hesitou em me tocar, e essa hesitação me deixou inquieto. O que estava acontecendo? Com um impulso, subi minhas mãos para tocar seu rosto, e, naquele momento, percebi a vermelhidão e os cortes superficiais em meus pulsos. Meus olhos se arregalaram em choque. Eu havia feito aquilo mesmo? Não fora um sonho? Afastei minhas mãos de mim e continuei observando-as, sem acreditar no que via. San também estava me olhando, e uma onda de vergonha tomou conta de mim. Escondi meus pulsos atrás das costas, na esperança de que ele não tivesse notado.

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⏰ Última atualização: Oct 04, 2025 ⏰

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